A importância da semente forrageira para uma pastagem de qualidade

Para definir qual tipo de semente comprar, analise se seu maquinário e mão de obra estão aptos a realizar a distribuição uniforme das sementes.

Forrageira

A gestão de pastagens possui três grandes objetivos:

  • permitir que o capim expresse sua perenidade;
  • ter o melhor vigor de rebrota possível;
  • oferecer capim ao animal, potencializando o desempenho do rebanho.

Dessa forma, quando pensamos em formação de novas pastagens, logo nos vem à cabeça qual espécie forrageira implantar e, nesse contexto, a escolha da semente forrageira é de grande importância para uma pastagem de qualidade e que ofereça boa capacidade de suporte animal.

A escolha da espécie forrageira

Inúmeras vezes, os erros na escolha da espécie forrageira geram dificuldades posteriores de manejo, que levam à degradação da pastagem. Esses erros geralmente ocorrem devido à quantidade de forrageiras lançadas no mercado aliada à busca pelo capim milagroso por parte do produtor.

A ilusão gerada é a de que determinada espécie ou cultivar terá alta produtividade e perenidade, independentemente das características do solo e do manejo empregado. O fato é que temos à disposição diversos materiais forrageiros de bom potencial produtivo e persistência em diferentes situações.

Portanto, devemos considerar alguns fatores para a escolha da espécie forrageira:

  • características do solo (arenoso, encharcado, raso, dentre outros;
  • regime de chuvas;
  • fertilidade atual;
  • nível tecnológico (adubações e correções serão feitas ou não);
  • tamanho da área de pastagem;
  • plantas daninhas e patógenos específicos.

De posse das informações, devemos confrontar com as espécies disponíveis e avaliar qual se encaixa melhor no sistema produtivo. Vale ressaltar de forma individual a questão da fertilidade e do nível tecnológico.

A fertilidade atual, e se ela será elevada por meio de adubações periódicas, deve ser levada em conta devido às diferentes exigências das forrageiras. Espécies de maior potencial produtivo demandam mais nutrientes que espécies de menor potencial de crescimento.

Essa característica propicia que um capim de menor potencial produtivo produza mais que um capim de maior potencial (figuras 1 e 2) em ambiente de solo hostil (baixa fertilidade, alumínio, alagamentos, dentre outros).

Figura 1
Escadinha em ordem crescente de produtividade em solo de boa fertilidade.

Figura 2
Escadinha em ordem crescente de produtividade em solo de baixa fertilidade.

Escolha da semente

Após a definição de qual espécie forrageira utilizar, é fundamental a busca por empresas idôneas no momento de realizar a cotação para a compra de semente.

Dessa forma, se proteger contra sementes de baixa viabilidade e contaminadas com sementes de plantas daninhas, evitará que o investimento de tempo e dinheiro resulte em pasto malformado e cheio de pragas.

Para definir qual tipo de semente comprar, analise se seu maquinário e mão de obra estão aptos a realizar a distribuição uniforme das sementes, principalmente no caso de utilizar sementes puras (de alto valor cultural – pureza e germinação), em que a recomendação técnica é de poucos quilos por hectare (kg/ha).

Essa medida evita a má formação do pasto, que é o pior que pode acontecer nesse momento. Portanto, se for constatado que o maquinário e a mão de obra não estão aptos ou não tem a experiência necessária para espalhar de forma uniforme poucas sementes, é recomendável utilizar uma maior quantidade de sementes por hectare ou, então, investir em maquinário e mão de obra qualificada e trabalhar com sementes de melhor qualidade. Ou seja, de maior valor cultural, que garantirá uma germinação rápida e uma melhor padronização na formação da forrageira.

Lembrando que o mais caro na formação de um pasto é um pasto não formado, principalmente quando essas áreas novas são vitais para o equilíbrio entre demanda e oferta de forragem, seja no primeiro pastejo em dezembro/janeiro, livrando de veranicos, ou no período de transição, quando da formação após a lavoura de verão.

Edmar Pauliqui Peluso, mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura – UEM, sócio-diretor Gerente de Pasto.
Bruno Shigueo Iwamoto, doutor em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura – UEM, sócio-diretor Gerente de Pasto.
Josmar Almeida Jr., Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura – UEM, sócio diretor Gerente de pasto.

 

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