O abate de novilhas é o maior registrado nos últimos 10 anos

As novilhas têm aumentado sua participação nos abates de fêmeas, e o surto da Peste Suína Africana, aliado à busca do mercado por animais mais jovens, tem ajudado a manter o preço em alta.

abate de novilhas

Novilha é uma fêmea bovina jovem, antes do primeiro parto. E, em um sistema de cria, uma parcela delas vai para substituição das matrizes que saem do sistema.

Quando não vão para reprodução, são destinadas ao abate e produzem uma carne de qualidade muito apreciada em alguns países. Essa qualidade está relacionada à idade e, consequentemente, maciez, e ao acabamento de gordura obtido com mais facilidade em fêmeas.

Com isso, a participação da categoria nos abates aumentou nos últimos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as novilhas compuseram 14,8% do total de fêmeas abatidas em 2008, participação que aumentou para 24,4% em 2018. Em relação aos abates totais, elas compuseram 5,8% do total em 2008 e 10,2% da quantidade abatida no ano passado.

Figura 1.
Participação de novilhas nos abates de fêmeas.
    

Preços em alta

Os abates de fêmeas são influenciados pelo ciclo pecuário, e a participação das novilhas no total de fêmeas tem ganhado importância nos últimos meses.

Com o aumento da busca pela categoria, tem sido cada vez mais comum o pagamento de valores maiores que os observados para a vaca gorda, o chamado “ágio”. Com isso, em 2019, a Scot Consultoria criou uma cotação específica para essa categoria, separada das vacas mais eradas (velhas).

Nos primeiros cinco meses de 2019, o ágio médio foi de 0,9%, ou seja, na média, das 32 praças pecuárias pesquisadas, a novilha teve preço por arroba 0,9% maior que o da vaca. Esse valor oscila conforme oferta e demanda pela categoria, mas atinge valores mais interessantes.

Em São Paulo, por exemplo, a média de ágio foi de 2,8% de janeiro a maio. Neste último mês, atingiu 4,1%, o que equivale a R$ 5,76/@ ou R$ 69,20 em um animal de 12@.

Outro ponto importante é que, além do mercado de carnes de maior valor agregado, que tem crescido no Brasil, as novilhas atendem à exigência da China, que busca animais para serem importados com até trinta meses.

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Oportunidade para os pecuaristas

A situação de queda da produção chinesa de suínos devido ao surto de Peste Suína Africana já tem gerado aumento das vendas para esse destino. Isso vai ao encontro do aumento da demanda pela categoria.

A venda de animais jovens, não apenas novilhas, é uma tendência da pecuária, atividade que tem exigido eficiência do produtor. Ao abater animais mais jovens, há um aumento no giro da fazenda, o que tende a melhorar o resultado financeiro, que é o objetivo principal.

O abate de novilhas depende também da estratégia reprodutiva da propriedade, no caso de fazendas que fazem cria, ou da disponibilidade de fêmeas jovens para aquisição na região.

De toda forma, é um mercado a ser avaliado e, se atrativo à realidade da fazenda, aproveitado para melhorar resultados.

Autor: Hyberville Neto – médico-veterinário

 

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4 respostas para “O abate de novilhas é o maior registrado nos últimos 10 anos”

    1. Oi José, tudo bem? Agradecemos pelo contato! 😀 Próximo de Marília-SP há diversos frigoríficos com os quais você pode trabalhar. Em Lins-SP (74,4 km de Marília-SP) há o JBS, em Promissão-SP (95,9 km de Marília-SP) temos o Marfrig, em Bauru-SP (107 km de Marília-SP) temos o Mondelle, em Lençóis Paulistas-SP (153 km de Marília-SP). Dentre os frigoríficos que possuem Serviço de Inspeção Federal (SIF), estes são os maiores e mais próximos de Marília-SP. Porém, a negociação é particular de cada empresa, ou seja, pode ser que seja mais vantajoso trabalhar com algum frigorífico mais longe, fica a depender da negociação. Lembrando que para esta negociação estamos considerando os bovinos terminados para o abate (boi gordo, vaca gorda e novilha gorda).

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