Agosto: exportação de carne bovina bate recorde

“Este mercado movimentou US$ 269,57 milhões em 2017. Entre 2010 e 2014, no auge das exportações, chegou a movimentar mais de US$600 milhões ao ano.”

O mercado externo é um importante canal de escoamento da nossa produção. A exportação consome um quinto da produção de carne bovina brasileira. E a desvalorização cambial, particularmente neste ano, tem facilitado a exportação, apesar dos números já consolidados.

 

Em agosto, o volume exportado foi recorde. Foram embarcadas 144,42 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Esse desempenho representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a agosto, a exportação foi de 836,5 mil toneladas, ou seja, 84 mil toneladas a mais do que o volume embarcado no mesmo período de 2017.

Figura 1
Evolução mensal da exportação brasileira de carne bovina in natura em 2017 e 2018, em mil toneladas.

Do volume exportado, 22,8% teve a China como destino, seguido de Hong Kong, com 20,9% e do Egito, com 11,8% (figura 2). Esses três destinos concentram 55% das exportações, e o restante foi dividido em outros 98 países.

Figura 2
Exportação brasileira de carne bovina in natura de janeiro a agosto de 2018, participação dos destinos no volume total.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro semestre de 2018 foram abatidos 4,2% mais bovinos do que o mesmo período em 2017, e a exportação ajudou a consumir esse aumento de produção. 

No mercado interno, os preços dos cortes da carne bovina no mercado atacadista praticamente não caíram, traduzindo um consumo interno firme, apesar da recessão econômica e do desemprego.

Comparando, porém, a média de preço de todos os cortes de janeiro a meados de setembro de 2017, com esse mesmo intervalo em 2018, os preços dos cortes de traseiro caíram 2,9%, enquanto os preços dos cortes de dianteiro subiram 3,2%.

É que os cortes de traseiro, também conhecidos como cortes de primeira, como, por exemplo, a picanha e o filé mignon, têm maior valor agregado; quando há um enfraquecimento na economia, eles são menos consumidos e, se há menor procura, o preço cai.

Já os preços dos cortes dianteiros, ou seja, os cortes de segunda como, por exemplo, o peito e a paleta, subiram. Isso acontece porque, por serem mais baratos, são mais procurados pelos consumidores e também são mais demandados pela maioria dos países importadores, Fator que também colaborou com o aumento dos preços desses cortes no mercado interno.

Conclusão

Por fim, a expectativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) é de que as exportações brasileiras cresçam 9% este ano, frente a 2017. Se essa expectativa se confirmar será um recorde, atingindo 1,7 milhão de toneladas embarcadas.

Além do câmbio favorável, a demanda pela China deverá continuar aquecida, e há possibilidade de abertura de novos mercados e ampliação de plantas frigoríficas habilitadas, o que justifica essa expectativa.

Autores: Alcides Torres – Engenheiro Agrônomo, Marina Zaia – Médica Veterinária.

 

 

 

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