E o impacto dos custos de produção e da inflação no mercado do boi gordo?

Com a arroba do boi gordo se desvalorizando e os custos de produção seguindo a trajetória oposta, a intensificação é o caminho para se manter vivo na atividade pecuária.

Provavelmente você já deve ter ouvido a seguinte afirmação: “Não se ganha mais dinheiro na pecuária como antigamente.” Quem está na atividade e vivenciou a pecuária em décadas passadas sabe que ela mudou e ficou mais difícil.

No Brasil, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o medidor oficial de inflação do Brasil desde 1999. O IPCA aponta a variação mensal do custo de vida médio de famílias que ganham mensalmente entre um e quarenta salários mínimos, em onze regiões metropolitanas.

Desde o Plano Real, em 1994, em poucas ocasiões as cotações do boi gordo subiram mais do que a inflação. Ou seja, o preço do boi gordo está se desvalorizando ao longo dos anos.

Novas tecnologias foram desenvolvidas ou aprimoradas e os sistemas de produção que eram extrativistas e extensivos deram espaço para sistemas renovadores intensificados. Esta “pecuária moderna” tem por fim produzir mais em menos tempo e mais por unidade de área, pois, com o avanço tecnológico, os custos de produção se elevaram e inevitavelmente o aumento na produtividade é essencial para manter a atividade lucrativa.

Gráfico - Evolução dos custos de produção, cotações do boi gordo e inflação (IGP-DI)
Figura 1. Evolução dos custos de produção, cotações do boi gordo e inflação (IGP-DI). Base 100 = agosto de 1994. Fonte: FGV / Scot Consultoria.

Além da elevação dos custos de produção, a inflação é outra questão que precisa ser enfrentada, pois ela reduz o poder de compra da moeda, em função do aumento geral dos preços de produtos e serviços. Ela é calculada por meio de diversos índices, como o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) e IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado), entre outros. Cada um avaliando uma cesta de produtos que varia de acordo com o setor analisado.

De um lado, a desvalorização real da arroba do boi gordo, do outro, os custos de produção subindo mais do que a inflação, que, em conjunto, diminuem o poder de compra do pecuarista frente aos insumos consumidos pela atividade. O resultado é o achatamento da margem do pecuarista.

Conclusões

É fato que vivemos com o achatamento das margens, porém, a notícia boa é que isso não impede a obtenção de lucro com a atividade pecuária. Do mesmo modo que há pecuaristas deixando a atividade, há os que lucram com ela.  

Apesar do aumento nos custos de produção, há diversas tecnologias que auxiliam a atividade e conseguem elevar a produtividade por hectare. Para continuar no negócio, o pecuarista deverá cada vez mais investir em novas tecnologias e produtos.

Você pode conferir na seção Mercado e Soluções um acervo de materiais técnicos, para ajudar você a elevar o resultado da sua propriedade.

Autor: Breno de Lima – Zootecnista

 

 

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