Internet das Coisas e agropecuária andam juntas

A Internet das Coisas pode melhorar os métodos produtivos e apoiar a tomada de decisão do produtor, reduzindo custos e trazendo mais rendimento para a pecuária

internet das coisas

A expressão Internet of Things (IoTs), conhecida no Brasil como Internet das Coisas, consiste em máquinas que se comunicam sem interferência humana, conectadas entre si e pela internet fazendo com que o mundo físico se aproxime do digital. A tecnologia da Internet das Coisas faz, cada vez mais, parte da rotina do mundo atual e já é uma realidade no campo, como por exemplo, por meio de sensores sem fio, localizados no solo ou em tratores, que, em conjunto com softwares de análise de dados, permitem um mapeamento do campo mais preciso; por imagens de plantas capturadas por câmeras, drones e satélites, que podem ajudar na detecção de pragas; ou ainda, por sensores intracorporais em animais, que auxiliam no monitoramento da saúde e bem-estar animal.

Segundo a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), o uso de IoT já é uma realidade para 60% da agropecuária brasileira. Seja durante a lida no trato com os animais, durante a gestão das atividades ou, ainda, permitindo o aumento de produtividade e a otimização no uso de recursos, a IoT tem se tornado muito comum entre os pecuaristas brasileiros e pode ser considerada uma grande aliada na hora de definir estratégias de negócio, além de aumentar o faturamento do pecuarista.

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Existem hoje dispositivos que “conversam” por diferentes protocolos dentro de uma mesma rede, acompanham as atividades, armazenam informações, coletam dados e, a partir daí, auxiliam no trabalho diariamente. Um exemplo disso é o BeefTrader, uma plataforma de inteligência de mercado, que foi desenvolvida depois de três anos de pesquisa para encontrar soluções para a pecuária de precisão. A ferramenta ajuda produtores e frigoríficos a identificar o melhor momento de negociação dos bovinos, a partir da curva de lucro individual. Essa curva é formada por informações de mercado e monitoramento por sensores em tempo real para cada animal.

A cientista de alimentos e especialista em marketing para alimentos e agronegócios, Gabriela Estevam, explica que o BeefTrader é uma solução de inteligência de mercado que ajuda o produtor e a indústria a tomar decisões, uma vez que permite identificar o melhor período econômico para movimentar os animais. “Meu conhecimento em alimentos permite inferir sobre a qualidade da carne, por exemplo, sendo esse resultado do acompanhamento animal correto, manejo bem realizado e garantia de fluxo de informação dentro da cadeia, ligando produtor, indústria e consumidor final”. Esse recurso cruza os dados de peso, idade e cobertura de gordura, além dos preços nos mercados físico e futuro. O programa traça as melhores recomendações do momento exato para a comercialização dos animais e permite a entrega de tudo isso – é o meio para a identificação correta das informações necessárias para cada elo da cadeia.

Para entender melhor essa solução, assista ao vídeo do confinamento realizado em uma das fazendas do Grupo Água Tirada, do Mato Grosso do Sul, e saiba mais como a tecnologia BeefTrader, desenvolvida pela empresa @Tech funciona.

Para Gabriela, é necessário que os grandes e médios fazendeiros, e também os pequenos produtores, compreendam o potencial do mercado de Internet das Coisas para a agropecuária, instalando tecnologias inteligentes para otimizar o tempo, aumentar a competitividade e o ganho em suas produções e negociações.

Se a Internet das Coisas ainda não é uma realidade no seu negócio, considere implementar a tecnologia de forma gradativa, começando pelo mais simples, como, por exemplo, aplicativos que podem ajuda-lo a ter mais produtividade na fazenda. Você também pode considerar utilizar equipamentos mais inteligentes, como este pulverizador conectado à internet que ajuda a definir com mais assertividade a quantidade de herbicidas a ser aplicado nas plantas daninhas.

Você sabia?

As tecnologias que envolvem a Internet das Coisas evoluíram muito desde o início do século e, certamente, outras surgirão em breve. Segundo dados da Gartner Symposium ITxpo, 2017, estima-se que existem 15 bilhões de dispositivos conectados entre si e pela internet, e esse número deve ultrapassar 35 bilhões em 2020, nas cidades e, inclusive, nas fazendas.

 

Qual a sua opinião sobre a Internet das Coisas? Também acredita que este é o futuro? Conte pra gente aqui nos comentários.

 

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