#Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos

Neste Dia Internacional da Mulher Rural, 15 de outubro, conheça a inspiradora história de Hilda Loschi, que emprega 90% de mulheres na viticultura em sua fazenda.

 

Os holofotes do mundo estão voltados para a valorização da mulher rural. Este ano, durante a 35ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, foi lançada a Campanha Regional #MulheresRuraisMulherescomDireitos, com ações orientadas à valorização e autonomia das mulheres rurais e indígenas. Esse movimento só se fortalece a cada dia, inclusive aqui no Brasil, onde segundo o mais recente Censo Demográfico, as mulheres são responsáveis pela renda de 42,4% das famílias do campo. Cerca de 14 milhões de brasileiras que estão nas áreas rurais, nas comunidades quilombolas e indígenas e nas reservas extrativistas são as protagonistas da agricultura familiar e empresarial. Elas são as responsáveis pela produção de 45% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Alinhada a esse pensamento de valorizar a mulher rural, a Corteva Agriscience™ está produzindo, neste mês de outubro, uma série global chamada “This is my story”, que evidencia mulheres que simbolizam essa forte presença no campo. Elas foram selecionadas em diversos países e, por aqui, a nossa representante será Hilda Loschi, a única brasileira homenageada no projeto. “É uma responsabilidade imensa representar o Brasil, porque sabemos que existem tantas mulheres incríveis, maravilhosas e com trajetórias inspiradoras. Fico lisonjeada em receber o convite para participar e por representar um mundo tão amplo e diverso como o agronegócio”.

A luta pela valorização da mulher

Hilda Loschi trabalha com horticultura, fruticultura e pecuária, no norte de Minas Gerais. Nascida em Barbacena, interior de Minas Gerais, Hilda sempre trabalhou no campo. Quando morava com os seus pais, ainda solteira, cuidava de hortaliças e flores na propriedade da família. Anos depois, casou-se e foi para Claro dos Poções, em Minas Gerais, trabalhar na produção de feijão, algodão e criação de gado de corte com o marido. Aos 28 anos, Hilda ficou viúva. Com dois filhos pequenos, mudou-se para Montes Claros, também em Minas Gerais, e foi trabalhar no comércio, mas sem deixar as atividades na fazenda. Até 2015, atuou como fornecedora de hortaliças dos mercados de Montes Claros e Pirapora. Hoje permanece com a produção de frutas – bananicultura e uvas. Além disso, desde 2003, é distribuidora de herbicidas da Corteva Agriscience™ na região.

Para Hilda, os principais desafios da mulher na agropecuária são os mesmos que todas as mulheres enfrentam diariamente como, por exemplo, equilibrar as emoções, conciliar a vida familiar com as atividades do trabalho, ser ágil nas tomadas de decisões e deixar alguns sonhos de lado ou para depois. Além disso, no campo, ainda há o desafio de aprender a lidar com as incertezas do clima, as distâncias que não nos permitem uma rotina e o trabalho em um ambiente com dificuldades às vezes extremas. Mas, por outro lado, “é sempre um prazer enorme ter contato com a natureza, poder conviver com pessoas muito simples e verdadeiras e a possibilidade de fazer o que a gente gosta e sabe”, explica a profissional.

Em suas fazendas, na viticultura, Hilda conta com um time 90% de mulheres. E nas hortaliças, até bem pouco tempo, 80% da mão de obra era feminina. Somente na produção de banana o cenário é diferente em função do peso dos cachos. “Minha filosofia sempre foi essa de trazer a mulher para o mercado de trabalho formal, com direitos assegurados, férias, hora extra, licença-maternidade”, conta Hilda.

Para a empresária, hoje a mulher é mais respeitada. “Por outro lado, temos limitações para algumas funções, então, precisamos ter discernimento para fazer bem feito o que temos capacidade. A gente deve se impor com bom senso, competência e postura profissional”, defende.

Competência, aliás, que Hilda sempre buscou. Com frequência, ela participa de eventos no Brasil e no exterior. Em uma viagem recente a Tel Aviv, em Israel, conheceu startups e novas tecnologias para melhorar a eficiência produtiva e a redução de custos. A partir da experiência, ela trouxe a agricultura de precisão para a fruticultura, com o uso de mapas de solo na bananicultura, por exemplo. “Temos também outros resultados positivos como a redução da adubação ou adequação no uso de insumos em algumas plantações”, conta ela, reforçando a necessidade atual de promover ganhos e rentabilidade.

Hilda deixa um recado para todas as mulheres que trabalham no campo, sejam elas engenheiras agrônomas, médicas veterinárias, trabalhadoras rurais, gestoras, entre tantas outras profissões: “Não desista diante das dificuldades, seja verdadeira e dê o melhor de si. Afinal, você está lidando com uma alquimia vital, a produção do alimento – mais uma vez fazendo o amor se transformar em vida”.

A homenagem é mais do que justa, Hilda! E temos muito orgulho de tê-la como representante brasileira. Parabéns a todas as mulheres que dedicam a sua vida ao trabalho no campo. Confira aqui todas as histórias homenageadas no projeto.

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Uma resposta para “#Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos”

  1. Ola,meu nome e regia,moro em natal,minha curiosidade e conhercer um plantacao de uva,li sobre sua historia,es uma guerreira,trabalho com flores.

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