Oferta diminui e mercado do boi gordo ganha força

Expectativa é de redução das escalas de abate e mercado firme para o boi em setembro.

Expectativas para o boi gordo na primeira quinzena de setembro

Para a primeira quinzena de setembro, a expectativa é de que a disponibilidade de boiadas siga limitada, o que deverá manter as cotações firmes.

Além da oferta restrita de boiadas para abate, em função da entressafra, as exportações brasileiras em bom ritmo têm dado sustentação aos preços da arroba do boi gordo.

No acumulado de janeiro a julho, o país embarcou 21,8% a mais de carne bovina in natura, frente ao mesmo período de 2018.

No mercado interno, os preços da carne bovina se mostraram firmes mesmo na segunda metade do mês, quando o consumo é menor. Isso se deve à redução nas escalas de abates e à redução dos estoques de carne na indústria.

Com relação à boiada de confinamento neste segundo giro, estima-se um crescimento menor que o esperado inicialmente, em função do cenário de preços do milho, que pontualmente registraram valorizações devido ao câmbio e exportações em bom ritmo.

Portanto, daqui para frente, não é esperado um aumento significativo no volume de boiadas a ponto de pressionar o mercado. Em curto e médio prazos, as atenções se voltam para o consumo no mercado interno e às exportações brasileiras.

No mercado interno, apesar do escoamento abaixo do esperado para este ano, ainda assim os frigoríficos têm conseguido impor preços maiores para a carne bovina em 2019 em comparação a 2018, o que sugere que mesmo com o lento escoamento, o consumo está melhor do que no ano passado.

O preço do boi gordo também apresentou alta na comparação anual, porém, em menor intensidade do que a carne bovina. Veja a figura 1.

Figura 1.
Variação anual da cotação do boi casado e do boi gordo (2019 x 2018), de janeiro a agosto de 2019, considerando a praça de Araçatuba-SP.

Gráfico sobre a variação anual do preço do boi gordo
Fonte: www.scotconsultoria.com.br

Com relação às exportações, as expectativas são de bons volumes embarcados nos próximos meses, superando os resultados de 2018.

As recentes valorizações do dólar frente ao real e a demanda mundial firme são fatores de sustentação das exportações este ano. Destaque para a China, que deverá seguir comprando bons volumes de carne do Brasil.

Além disso, há a possibilidade de novas plantas serem habilitadas a exportar carne bovina para o país asiático. A expectativa era de que o anúncio ocorresse ainda em agosto, porém, o governo chinês esfriou os ânimos do Brasil. Caso essas novas plantas sejam habilitadas, a demanda por gado pelos frigoríficos poderá ganhar ainda mais força, além do efeito sazonal de entressafra.

Portanto, com a oferta limitada e a demanda externa aquecida, a expectativa é de que o mercado do boi gordo siga com os preços firmes, com o escoamento no mercado interno ditando a intensidade das valorizações.

No mercado futuro (B3), as cotações dos contratos de boi gordo com vencimentos mais próximos estiveram mais firmes nas últimas semanas de agosto.

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Felippe Reis – zootecnista
Scot Consultoria

 

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