Panorama das exportações brasileiras de bovinos vivos

“Este mercado movimentou US$ 269,57 milhões em 2017. Entre 2010 e 2014, no auge das exportações, chegou a movimentar mais de US$600 milhões ao ano.”

O Brasil é quarto exportador mundial de bovinos vivos, considerando qualquer tipo de transporte. Por via marítima, é o segundo, ficando atrás apenas da Austrália.

As exportações movimentaram US$ 269,57 milhões em 2017. Foram embarcados mais de 400 mil bovinos em 2017 e até agosto desse ano, já foram mais de 500 mil cabeças, um aumento de 25,1% segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O faturamento até agosto foi de 26,9% maior que a receita total em 2017.

Depois da forte queda nos embarques em 2015, com a saída da Venezuela das compras, por causa da crise política e econômica, as exportações estão se recuperando, tanto em volume como em faturamento.

Figura 1
Evolução das exportações brasileiras de bovinos vivos: volume (em mil cabeças) e faturamento (em milhões de US$).

Desde 2016 a Turquia é a principal importadora de gado vivo brasileiro. No ano passado, os turcos compraram 55,2% animais exportados e em 2018 (até agosto), responderam por 80,5% dos embarques brasileiros, ou 403,71 mil cabeças dos 501,31 mil bovinos exportados vivos. Na sequência apareceram o Egito (13,9%) e o Líbano (9,6%).

Principais origens (portos)

O Pará é o principal exportador de bovinos vivos. De 2007 a 2015 foi responsável por 95,3% dos embarques brasileiros, em quantidade de cabeças. De lá para cá, o Pará dividiu essa participação, com o crescimento dos embarques através dos portos do Rio Grande do Sul e de São Paulo, mas ainda é o maior exportador. Em 2017, o Pará respondeu por 66,1% do gado exportado e em 2018, até agosto, essa participação era de 51%.

Destacamos o porto de Belém, no Pará, o principal local de embarque de bovinos vivos neste ano. Foram 167,45 mil animais ou 33,4% do total. Entre 2005 e 2009 também foram registrados embarques através deste porto, porém, em volumes menores. Com esta mudança na dinâmica de exportação de bovinos vivos, houve alteração nos portos de embarques.

Através do porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, foram exportados 64,32 mil bovinos em 2017, ou 16,1% dos embarques do país. Para comparação, a média dos nove anos anteriores foi de 21,48 mil bovinos embarcados por ano. Na parcial de 2018, o porto de Rio Grande respondeu por 21,6% dos embarques, superando o volume embarcado no porto de Barcarena, no Pará.

Em São Paulo, desde 2016 têm sido realizados embarques pelo porto de São Sebastião. No total foram 41,75 mil bovinos embarcados em 2017 (10,4% do total). Em 2018, esse número saltou para 90,89 mil bovinos vivos exportados (18,1% do total).

Conclusão

Quanto maior a concorrência para a compra de uma commodity, mais esta tende a valer e melhores serão os resultados econômicos de quem as produz.   Desta forma, a exportação de bovinos promove a concorrência pela matéria-prima (boiadas), colaborando com preços mais firmes nos estados que exportam bovinos vivos. A elevação da cotação da arroba melhora as relações de troca com os insumos, o que aumenta o poder de compra do pecuarista, que investe, aumentando e melhorando a produção.

Autor: Rafael Ribeiro de Lima Filho – Zootecnista

 

 

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