Parte 1 | Pasto: Crescimento constante?

A estacionalidade da produção das pastagens é inevitável, porém, existem técnicas que podem ser adotadas para minimizarem os seus efeitos.

Crescimento do pastoAutor: Luis Felipe de Moura Pinto; Engenheiro Agrônomo, Msc. em ciência animal e pastagens – Esalq/USP

Parte 1

A produção de forragem sofre influência direta de fatores edafoclimáticos (clima e solo). Portanto, é variável ao longo das estações do ano.

Como a cada época, o tipo de fator relacionado ao crescimento do pasto varia, as taxas de acúmulo mudam e, com isso, não há padronização da produção. Para as plantas tropicais, por exemplo, altas temperaturas, luminosidade e disponibilidade hídrica determinam uma elevada taxa de crescimento do pasto.

Ao longo das estações do ano, cada um desses fatores vai alterando o que determina a curva de produção. Esse então é o significado de “estacionalidade de produção de forragem”.

Em algumas regiões do país, o uso de plantas de clima temperado (C3), as chamadas pastagens de inverno, auxilia de uma certa forma na diminuição dessa diferença de crescimento. Contudo, a demanda dos animais, dependendo da estrutura do rebanho, deve ser suprida de forma que todos tenham capacidade de desempenho, sem restrição de forragem.

No entanto, em algumas épocas do ano em que há excesso de produção de pasto, a oferta pode ser maior do que a demanda e o contrário também pode ocorrer. Logo, é necessário ajuste desse equilíbrio.

Algumas técnicas de produção de forragem e de suplementação ajudam a ajustar esse delta. O deslocamento de forragem de forma conservada (silagem, pré-secado ou feno) pode ser realizado nos períodos de excesso de produção, para que possa ter uso nas épocas de falta.

Independentemente do local, a atividade agropecuária baseia-se no conceito de produtividade, o que nada mais é do que a produção que se tem de um determinado produto, pela unidade de área utilizada para aquele fim.

Desta forma, existe maior facilidade para a comparação entre atividades distintas dentro da fazenda. Contudo, a rentabilidade de cada atividade passa a ser talvez o principal mecanismo comparativo, já que se pode comparar o ganho real por unidade de área.

Vale lembrar, que o resultado final da operação é o lucro por hectare.

Todavia, para dentro da porteira, existe somente uma forma de aferirmos produtividade dentro de um sistema de bovinocultura: produção individual e a taxa de lotação.

O binômio entre os dois, gera a quantidade de quilos ou arrobas por hectare.

Produtividade (kg/ha) = GPV (kg/animal/dia) X Taxa de Lotação (UA/ha)

Assim, o planejamento da produção de forragem deve necessariamente ser implementado.

Cada região possui uma interferência de clima específica, o que acaba determinando produções diferentes de espécies diferentes e a otimização do potencial de produção de cada fazenda é o início desse plano estratégico.

Dependendo de cada sistema de produção, existe a possibilidade de troca de espécies forrageiras, intensificação das já existentes, enfim, uma série de alternativas para ajuste de produção.

Cada espécie, relacionada a cada fazenda, possui uma curva de crescimento. Essas taxas de acúmulo podem ser medidas ou estimadas. De uma forma ou de outra, o controle dessas taxas gera um efetivo de matéria seca.

Outro ponto importante, é que os pastos de uma fazenda não necessariamente produzem da mesma forma. Se tivermos dentro do sistema um módulo intensivo de produção, o acúmulo será diferente dos outros pastos, por exemplo.

Uma forma de visualização dessa produção é através de planilhas de controle, que podem tanto mostrar a produção estimada como a efetiva (medida a campo).

 

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