Preço do boi gordo em compasso de espera

Associação entre oferta reduzida de boiadas e período de início de mês pode dar fôlego para o preço do boi gordo.

preço do boi gordo

A oferta de boiadas está menor (entressafra), fato que pode dar fôlego para o mercado do boi gordo. Porém, em curto prazo, não é esperada uma alta intensa de preços, o movimento deve ser moderado.

Para o pecuarista que planeja ou precisa negociar nas primeiras semanas deste mês, acompanhar o mercado de perto em agosto pode ser uma boa estratégia.

Pontos de atenção para o mercado do boi gordo no curto prazo:

  • Oferta restrita de boiadas;
  • Dia dos Pais;
  • Exportação de carne bovina em alta;
  • Empregos voltando a crescer.

Já se observa uma oferta de boiadas menor em relação aos meses anteriores e, somado a isso, o Dia dos Pais (no próximo dia 11/8) é outro ponto que colabora com preços maiores pela arroba, uma vez que deve favorecer o escoamento da carne.

Entretanto, o consumo no mercado interno deixando a desejar, tem limitado a retomada de preço no mercado do boi.

Em julho, no acumulado do mês (até o dia 29/7), a cotação da carne com osso no mercado atacadista caiu. No período, o preço do boi casado castrado teve queda de 5,2%, o que evidencia o consumo fraco no mercado interno.

Por outro lado, a exportação de carne bovina in natura segue em alta. No acumulado do primeiro semestre, o Brasil exportou 27,5% mais, na comparação anual. Com o dólar em bom patamar para quem exporta, a tendência é de que o mercado externo siga apresentando bons resultados.

Além disso, caso a ampliação de mercado se concretize (e o cenário para que isso aconteça é favorável), abrindo novas plantas frigoríficas para a exportação para a China, além de novos acordos comerciais, como com o Vietnã, por exemplo, os preços podem ganhar força.

Lembrando que a maior parte da produção brasileira é destinada ao mercado interno, portanto, mesmo com o aumento da exportação, esta tem um efeito limitado no mercado.

Quanto ao número de empregos, está aumentando aos poucos, apesar do ritmo lento.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em junho deste ano (últimos dados disponíveis), o Brasil teve um saldo de cerca de 48,4 mil empregos, o melhor resultado dos últimos quatro anos.

Já no acumulado do primeiro semestre, o saldo foi de 408,5 mil empregos, assim como junho, esse foi o melhor resultado desde 2014.

É fato que a retomada da economia não veio, pelo menos até o momento, no ritmo esperado, contudo, o país está em uma situação mais favorável do que nos últimos anos, o que colabora com o mercado agropecuário como um todo.

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Felippe Reis – Zootecnista

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