BPA: recomendações para o uso de herbicidas em pastagens

Confira as principais recomendações com relação à aplicação de defensivos agrícolas.

 

O uso adequado de herbicidas e pulverizadores agrícolas deve ser uma das prioridades na rotina rural. Para ajudar você, conversamos com o engenheiro agrônomo Reginaldo Souza, do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Corteva Agriscience™, Divisão Agrícola DowDuPont. Confira a seleção feita por ele com as dez principais recomendações:

  1. Levantamento de área para a recomendação de herbicidas

Deve ser feita uma avaliação prévia das áreas, considerando fatores como: pastagem (espécie, estande, vigor etc.); plantas daninhas (espécies predominantes, percentual de infestação, estádio vegetativo, porte, relação área foliar/raízes etc.); tipo de solo (arenoso, argiloso etc.), topografia e regime pluviométrico (distribuição das chuvas, áreas alagadiças ou encharcadas no pasto no qual será feita a aplicação etc.), bem como, conferir se existem áreas de preservação permanente e/ou culturas de folhas largas sensíveis nas proximidades da área a ser tratada.

Essa avaliação pode ser feita pelo técnico da Corteva Agriscience™ ou pelos assistentes técnicos dos distribuidores, devidamente treinados. Eles orientam o pecuarista sobre a modalidade de aplicação mais apropriada à área, com herbicidas devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que sejam mais adequados às plantas daninhas e condições da propriedade. Isso é feito de forma rigorosa, dentro das normas de segurança para preservar o meio ambiente e a saúde das pessoas envolvidas, as quais devem estar protegidas com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) no momento da manipulação e aplicação dos herbicidas.

  1. Manejo adequado das plantas forrageiras

O pecuarista deve ficar atento às orientações do técnico quanto ao manejo correto das plantas forrageiras após a aplicação, de forma a evitar ou minimizar a reinfestação de plantas daninhas. Para mais informações sobre passos importantes para a boa formação da pastagem, clique aqui.

  1. Uso de pontas de pulverização

Priorizar o uso de pontas de pulverização com menor risco de deriva e equipamentos em perfeito estado de uso para evitar desperdícios dos produtos e possíveis danos ao meio ambiente.

  1. Manipulação, transporte, armazenamento e aplicação dos herbicidas de pastagem

Devem ser feitos sempre em conformidade com a legislação vigente no país. Confira mais informações e detalhes no site da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF).

  1. Controle da entrada de pessoas e/ou animais

Observar o período de carência para entrada de pessoas e/ou animais na pastagem tratada e respeitar o período residual para rotação de culturas com plantas sensíveis ao herbicida utilizado.

  1. Monitoramento das condições ambientais

Deve ser realizado o monitoramento das condições climáticas na área aplicada, para que a aplicação seja feita sob condições climáticas adequadas: umidade relativa do ar (acima de 50%); temperatura do ar (menor que 30 oC); e velocidade do vento (entre 3 e 10 km/h).

  1. Utilização de condicionadores de calda herbicida

Recomenda-se sempre usar água limpa e com pH entre 4 e 5 para os herbicidas de pastagens da Corteva Agriscience™Divisão Agrícola da DowDuPont. No entanto, quando constatar que o pH da água disponível está acima de 5, é recomendável a utilização de condicionadores de pH, para que este seja corrigido, visando potencializar a ação do herbicida, bem como, se necessário, corrigir a presença de sais em suspensão e dureza da água, mediante o uso de condicionadores de calda herbicida.

  1. Manutenção e limpeza do pulverizador

A limpeza deve ser realizada diariamente, ao final do trabalho, ou quando houver troca do tipo de herbicida. Ela garante a saúde dos colaboradores, a preservação da natureza e a eficiência do produto. Além de água, detergentes especiais e desengraxantes podem ser usados, sempre seguindo a recomendação do fabricante. Os filtros, bicos e gatilho precisam ser removidos e imersos em água para serem lavados. Aqui no Pasto Extraordinário, já demos dicas de como fazer a manutenção do equipamento. Clique aqui para ler a matéria completa.

  1. Tríplice lavagem das embalagens de herbicidas

É obrigatória para eliminar resíduos tóxicos e, posteriormente, enviá-las para as unidades de recolhimento de embalagens vazias, distribuídas por todo o país (veja mais abaixo). Deve ser feita conforme a NBR (Norma Brasileira) 13.968 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT):

  • Esvaziar a embalagem e enchê-la com água limpa até ¼ de seu volume (25%).
  • Recolocar a tampa e fechar com firmeza para agitar o recipiente em todos os sentidos, durante cerca de 30 segundos, para dissolver qualquer resíduo do produto que tenha aderido à superfície interna.
  • Despejar a água de enxágue no tanque do equipamento de aplicação. A embalagem deve ficar sobre a abertura do tanque por mais 30 segundos para que o conteúdo escorra.
  • Repetir o procedimento por mais duas vezes e, então, inutilizar a embalagem, perfurando o fundo com um objeto pontiagudo.
  1. Descarte correto das embalagens de herbicidas

Segundo a ANDEF, a destinação correta das embalagens é obrigatória desde 2002, pelo Decreto N.º 4.074, que determinou a responsabilidade compartilhada entre agricultores, canais de distribuição, indústria e poder público. Já falamos sobre quais são as etapas para o descarte correto aqui no Pasto Extraordinário.

Caso você precise se aprofundar em alguma dessas práticas, a Corteva Agriscience™ desenvolve treinamentos e palestras em diversas regiões do país, com atividades interativas sobre as melhores ações recomendadas. Você pode conferir mais sobre o programa aqui.

 

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2 respostas para “BPA: recomendações para o uso de herbicidas em pastagens”

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