Reforma na pastagem e aumento na produtividade rural

O fornecimento de alimento de qualidade para os animais na época das secas é uma excelente estratégia para se ter sucesso na fazenda.

Reforma na pastagem.

Juliano Meneghetti
Rebanho: 500 cabeças (ciclo completo)
Tamanho da propriedade: 556 hectares
Fazenda: Fazenda Córrego do Carreiro
Município: Inocência – MS

Localizada em Inocência – MS, a Fazenda Córrego do Carreiro foi adquirida pela família na década de 80. Durante 30 anos a propriedade foi explorada de forma tradicional, extensivamente, para pecuária de corte.

A partir de 2014 foi implantado um projeto de reforma de pastagem utilizando sorgo para a produção de silagem, consorciado com Brachiaria brizantha, cultivar Piatã, para a produção de pastagem, em solos cuja fertilidade foi recuperada através da adubação residual deixada pela lavoura.

Como a fazenda encontra-se em solos de cerrado, com teores de argila abaixo de 10,0%, a fertilidade natural é baixa. A análise de solo, antes da reforma com sorgo, revelou teores de fósforo em torno de 3 mg/dm3; pH: 4,9; soma das bases: 10,4 mmolc/dm3; saturação por bases 37,0% e saturação por alumínio: 16,0%.
Após a colheita do sorgo, uma nova amostragem foi realizada e os teores de fósforo se elevaram para 21 mg/dm3; pH: 5,5; soma das bases: 15,2 mmolc/dm3; saturação por bases 54,0% e saturação por alumínio caiu para 0,0%, mostrando que estes solos respondem à correção e adubação.

Nessas áreas foram produzidas de 30 a 35 toneladas de silagem por hectare, com um custo aproximado de R$120,00 por tonelada. Os custos de reforma da pastagem foram amortizados pela terminação de bovinos de descarte em confinamento.

Uma das principais estratégias para se produzir com sucesso foi o fornecimento de alimento de qualidade para manter o rebanho em bom estado corporal na época das secas. Seja o “pasto safrinha”, que se manteve verde por todo o período seco ou a silagem de sorgo, com teores de proteína bruta ao redor de 6,3%.

As áreas recuperadas com o consórcio sorgo/braquiária suportaram uma carga de 2,0 UA/ha, com a adubação residual deixada pelo sorgo. Nelas machos e fêmeas de recria ganharam 750 g/dia, com uso de sal mineral proteico de baixo consumo.

Com a reforma e recuperação das pastagens, a produção da propriedade que era de 5@/ha/ano, passou a ser de 15@/ha/ano, mostrando a viabilidade e vantagens da reforma.

 

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