Reta final no mercado do boi gordo

Expectativa firme para o curto prazo no mercado do boi gordo, mas sem projeções de altas fortes, uma vez que na segunda quinzena, tipicamente, o cenário de negócios é mais parado.

Reta final no mercado do boi gordo em 2018

No fim de ano, com a volta das chuvas e, consequentemente, qualidade das pastagens, o pecuarista avalia se vende a boiada em dezembro ou deixa em engorda para entrega a partir de janeiro. Evidentemente, isso depende das condições do gado na saída do período seco.  

Quando a venda fica para o próximo ano, há questões positivas relacionadas ao imposto de renda, pois a receita da venda entra no exercício seguinte.

Além dessas questões, o produtor deve avaliar o peso atual do gado (se há “espaço” para engorda), o custo de manutenção da boiada e as expectativas de mercado. Focaremos nesse último item.

Ao longo de novembro, a oferta do gado de confinamento diminuiu, ainda sem a chegada do gado de pastagens em maior volume, o que colaborou para a retomada da firmeza das cotações, como pode ser observado na figura abaixo. 

Figura 1
Evolução do preço do boi gordo, em R$/@, à vista, livre de Funrural.  

Figura 1 - Evolução do preço do boi gordo em novembro
Fonte: Scot Consultoria

No final de novembro, apesar de as cotações retomarem a firmeza, o preço estava 2,3% menor que o pico observado no segundo semestre, entre o fim de setembro e o começo de outubro (R$ 151,50/@, à vista, livre de Funrural).

Tipicamente, temos valorizações no atacado de carne bovina sem osso nos últimos meses do ano. Isso ocorre justamente por “essa lacuna” de oferta e maior demanda.

O incremento do consumo é relacionado ao pagamento do décimo terceiro salário e às contratações temporárias. Com mais dinheiro em circulação, ocorre aumento no consumo de carne bovina.

A figura 2 mostra a evolução dos preços médios no mercado atacadista de carne sem osso. Os momentos de pico de preços observados ocorreram entre outubro e dezembro.

Figura 2
Evolução das cotações médias dos cortes de carne bovina no atacado, em R$/kg, valores nominais.

Figura 2 - Evolução das cotações médias dos cortes de carne bovina no atacado em novembro
Fonte: Scot Consultoria

No caso do cenário de 2018, temos as exportações em bom ritmo, colaborando com a concorrência pela carne no atacado e valorizando o produto.

Expectativas

Se, por um lado, no atacado houve valorização semanal de 2,3% na cotação média na última semana de novembro, no varejo temos margens de comercialização mais apertadas, o que ilustra um consumo ainda em recuperação.

Com China e Hong Kong, além da volta da Rússia às compras, o que aconteceu em novembro, o mercado internacional tem obtido bons resultados e está competindo com o varejo.

A associação da oferta limitada ao consumo maior deve manter as cotações do boi gordo firmes na maior parte das regiões.

Tradicionalmente, os frigoríficos buscam gado até a primeira quinzena de dezembro. Após esse período, as programações já estão feitas, e os volumes de negócios no atacado diminuem. Além disso, o próprio pecuarista diminui as vendas.

No varejo, a segunda quinzena é o melhor período de escoamento, mas negócios com boi gordo e carne no atacado perdem volume. Com isso, para o pecuarista que pretende vender gado em dezembro, a primeira quinzena deve ser de maior apetite da indústria por boiadas.  

Autor: Hyberville Neto – Médico Veterinário, msc. 

 

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