Zootecnista, o profissional essencial para o desenvolvimento da pecuária

Neste 13 de maio, Dia do Zootecnista, saiba mais sobre a profissão e a sua importância na busca por maior produtividade e rentabilidade na criação de animais

zootecnista

A necessidade de profissionais especialistas em reprodução e nutrição animal foi um dos grandes motivos para a profissão de zootecnista ser desvinculada da Agronomia e da Medicina Veterinária. Em 1966, foi criado o primeiro curso da área, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), na cidade de Uruguaiana (RS). Dois anos mais tarde, a profissão foi regulamentada pela Lei Federal nº 5.550, em 4 de dezembro de 1968.

Atualmente, cerca de 60 mil zootecnistas atuantes nos países ibero-americanos e os 12 mil só no Brasil (estimativa feita pela Associação Brasileira de Zootecnistas – ABZ) buscam ampliar a produtividade e trazer maior rentabilidade na criação de animais. Como? Com o uso de técnicas de melhoramento genético, reprodução de bem-estar, nutrição eficiente e conhecimento especializado. Para conhecer um pouco mais sobre a profissão e quais os principais desafios no cenário atual da área, conversamos com alguns zootecnistas brasileiros. Confira! 

André Biolchi

O profissional de 27 anos, há dois anos na área e, atualmente, Promotor Técnico da Corteva Agriscience™ – Linha Pastagem no estado do Rio Grande do Sul, conta que desde criança pensou em cursar Medicina Veterinária e não Zootecnia. Mas isso pela falta de conhecimento do curso. Quando conheceu de fato a área, teve a certeza de que fez a escolha certa. “A Zootecnia tem uma multidisciplinaridade de áreas de atuação na produção animal: nutrição, sanidade, genética, administração e gestão rural, bem-estar animal, entre outras, possibilitando a produção de alimentos de qualidade. Isso me interessou muito”, conta André.

Sobre as principais satisfações em atuar na área, o zootecnista ressalta que um dos aspectos mais gratificantes é saber que pode contribuir com a produção animal, trazendo novas tecnologias ao campo, que melhoram os índices produtivos das fazendas. “Além disso, a rotina de trabalho e o convívio com diversas pessoas proporcionam um crescimento como ser humano e como profissional ao compartilhar experiências e lições de vida, evoluindo e amadurecendo constantemente. Tenho muito orgulho da minha profissão e gratidão é a palavra que define poder trabalhar com o que sempre almejei”, acrescenta Biolchi.

Quando perguntado sobre os maiores desafios no atual cenário da Zootecnia, ele cita conseguir demonstrar a importância de um profissional capacitado, que possibilita colocar em prática manejos e implementar tecnologias para intensificar os índices produtivos. Ele explica que, em muitas regiões, os parâmetros culturais ainda predominam nas tomadas de decisões dentro e fora da porteira. E isso necessita de trabalho pontual para cada situação. “Vejo esse ‘desafio’ como oportunidade de exercer nossa profissão e contribuir com a produção animal”, defende.

Luís Amadeu Vendrame Cardoso

Profissional de 38 anos, há 15 trabalha com melhoramento genético no Geneplus – Programa Embrapa de Melhoramento Genético de Gado de Corte, Luís Amadeu teve envolvimento com a pecuária já na infância. Ele acompanhava o pai na condução de um rebanho Nelore comercial e passou a ajudá-lo no controle, na coleta de dados e na seleção dos animais. “Logo peguei gosto pela atividade, especialmente quando notei o impacto do melhoramento genético na produtividade e lucratividade da propriedade”, relembra.

As satisfações em atuar na área começaram quando o zootecnista percebeu a abrangência do mercado. “Além do melhoramento genético, tenho a oportunidade de conhecer outras áreas. Os resultados na pecuária são multifatoriais, então, é fundamental que um profissional seja um generalista, tendo conhecimento em diversas áreas”, explica.

Sobre os maiores desafios no atual cenário da Zootecnia, o profissional aponta a necessidade de conduzir a pecuária para um novo perfil tecnológico, buscando por meio de pesquisas e capacitação de profissionais desenvolver tecnologias para aumentar a sustentabilidade dos sistemas de produção. Além de considerar muito importante também o incentivo à adoção de tecnologias. Luís Amadeu defende que “uma boa gestão será decisiva nos resultados, assim como a capacidade de adaptação em um mundo em constante transformação”.

Bernardo Rocha Duarte Véras

O contato com o campo e os animais, desde pequeno, fizeram com que esse profissional de 36 anos, há 15 na área e, atualmente, RTV de Pastagem da Corteva Agriscience™, optasse pela Zootecnia como sua área de atuação. Ele lembra que os fins de semana com o pai na fazenda dos avós o ajudaram na escolha.

“Foi aí que começou a minha paixão por animais e, dentro das Ciências Agrárias, foi a profissão com a qual mais me identifiquei, principalmente por trabalhar direto com produção animal”, conta. Para ele, a geração de resultados e a gestão de empresas de todos os elos da cadeia do agronegócio – pastagem, insumos, produção, industrialização e serviços – estão entre as suas principais satisfações em atuar na área.

Já sobre os maiores desafios do cenário atual, o zootecnista pontua a harmonia entre conhecimento específico da área a ser trabalhada versus o conhecimento macro da realidade socioeconômica em que ela está inserida. “Como toda ciência complexa, a Zootecnia exige do profissional esse equilíbrio. E ele é principalmente notado quando a área da produção animal é base de sobrevivência e desenvolvimento de comunidades rurais interioranas. Somente com esse equilíbrio é que o profissional zootecnista pode obter sucesso em suas decisões e contribuir”, defende.

Rodrigo Patussi Nascimento

Profissional de 41 anos, há 18 atuando na área e, atualmente, coordenador-geral de projetos e gerente-geral da Terra Desenvolvimento Agropecuário, Rodrigo conta que foi por acaso que escolheu ser zootecnista. Ele prestou vestibular para Medicina Veterinária e Zootecnia e acabou passando nos dois cursos. Optou pela segunda área, mesmo sem conhecer todas as funções e atividades que exerceria. Na faculdade, veio a certeza da escolha certa.

“Conhecia a profissão, mas não o papel do zootecnista. Durante a faculdade, compreendi a real e ampla função de um zootecnista e, a partir daí, tive a certeza de que escolhi a profissão certa para mim e que realmente não tinha afinidade com a veterinária. A Zootecnia atendia mais às minhas expectativas, que era trabalhar com o processo produtivo e não a parte clínica dos animais”, explica.

Uma de suas maiores satisfações em atuar na área está no envolvimento com todos os segmentos da cadeia produtiva, o que permite uma abrangência significativa em relação à atuação. “Isso é o que mais me atrai. Além da possibilidade de desenvolver projetos novos relacionados à produção e ao melhor aproveitamento dos nossos recursos, somados ao envolvimento na transformação da gestão e ao crescimento de empresas agropecuárias”, reforça.

Entre os principais desafios do atual cenário da Zootecnia, Rodrigo cita o equilíbrio entre o conhecimento teórico e a sua aplicação efetiva na prática. “Com cada vez menos tempo e mais atribuições, tão comuns atualmente, esse conhecimento faz com que busquemos objetividade e eficiência em nossas ações. Com isso, temos mais mudanças assertivas, mais objetivas e mais realizadoras, com menor gasto energético. Além de equilibrar melhor os fatores produtivos e financeiros, por meio de uma gestão bem feita de equipe e de processos”, argumenta. Ele acrescenta ainda que ter o conhecimento necessário de toda a cadeia produtiva, independentemente em qual segmento esteja inserido, é fundamental para que seja possível determinar o real propósito de uma empresa. “É entender qual o projeto necessário e depois definir as técnicas para aplicar nesse processo”, finaliza.

Parabéns, zootecnistas, pelo seu dia e por escolherem uma profissão cada dia mais relevante para o agronegócio brasileiro! Continuem nos acompanhando para expandir ainda mais seus conhecimentos e habilidades voltados à pecuária.

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