Amor ao campo passado de geração a geração

Após 60 anos na pecuária, Claudio Garcia de Souza, conhecido no meio como ‘Seu Totó’, fala em gratidão ao pai, à esposa e aos filhos

amor ao campo

O texto seria sobre o Seu Claudio Garcia de Souza, pecuarista há mais de 60 anos, mas é quase impossível falar somente dele. Isso porque a maior parte da conversa gira em torno da admiração que tem pelo seu já falecido pai, pelos filhos e pela esposa. A família é o maior valor da vida para ele, que faz parte da terceira geração à frente dos negócios na agropecuária. “Meu avô paterno, José Carlos, começou aqui no século passado, e meu pai, Marcolino, tocou a atividade durante grande parte da vida dele. Eu comecei aprendendo tudo com o meu pai – sou filho único”, conta.

O Seu Marcolino, conhecido por Totó, acabou passando o apelido também para o filho, que ficou famoso no meio agropecuário brasileiro como ‘Cláudio Totó’. “Aproveitei muito os ensinamentos dele e procurei transferi-los aos meus filhos”, diz, mencionando ainda o fato de que o pai faleceu aos 92 anos e não teve oportunidade de estudar, mas sempre foi autodidata, visionário e era muito competente no que fazia. E qual foi o maior aprendizado que o filho teve com o pai? “O trabalho é a base de tudo. E ser honesto não é virtude, é obrigação”, conta.

Leda, a filha do Seu Cláudio, é quem nos ajuda a completar o perfil do pai. E por falar em autodidata, não é que ele também herdou do pai a competência de aprender as coisas na prática e sozinho? Ela conta que o pai fala fluentemente inglês, espanhol e arranha no italiano e alemão. Ele também lê muito, e de tudo – jornais, revistas, livros. E ainda toca acordeon.

“O trabalho na nossa atividade foi minha razão de viver. Foi com ele que conseguimos tocar tudo para frente com a esperança de dias melhores para o nosso país” – Cláudio Garcia de Souza.

O sucesso da família, segundo Claudio Totó, se deve à atitude sempre responsável de seu pai e também pela ajuda frequente dada às sociedades beneméritas da cidade. “Meu pai sempre foi exigente com as amizades e com os seus compromissos. Ele recebia cartas da diretoria do banco elogiando sua conduta quando fazia financiamentos”, recorda.

O perfil da quarta geração dos Garcia de Souza foi moldado pelo pai e pelo avô, e, claro, pela esposa, Ledir, que “teve influência importante na educação dos filhos”, segundo o pecuarista. Os três filhos do casal – os zootecnistas Leda e Marco, e o agrônomo Fernando – dividiram as funções e propriedades entre eles, amistosamente. “Eles têm amor pelo que fazem, preservam ao máximo as propriedades, usam as tecnologias mais modernas e conseguem com isso um resultado financeiro positivo”, conclui Seu Claudio, orgulhoso.

 “O segredo para enfrentar os desafios é trabalho, trabalho, trabalho, não tem outro segredo”, Cláudio Garcia de Souza.

Essa sucessão contínua vem dando cada vez mais frutos aos negócios, principalmente, na atividade de melhoramento genético e na realização de eventos para profissionais do segmento. Parabéns e sucesso à família inteira!

Campo: amor e negócio

Para os três filhos de Seu Claudio Totó, assumir os negócios do pai significou dar continuidade a toda a história da família e tudo o que ele conquistou. Os herdeiros tomaram à frente das propriedades de maneira unida e com o foco bem alinhado no negócio.

“Eu e meus irmãos fomos, aos poucos, assumindo a gestão das propriedades e, apesar de meu pai ter dividido as áreas, mantemos unificado o gado e o trabalho. Tem dado certo”, conta Leda.

Há 58 anos, os Garcia de Souza priorizam a atividade de melhoramento genético da raça Nelore. Aos poucos. foram incluindo e incrementando animais de outras raças e, há cerca de 20 anos, começaram a buscar linhagens puras alternativas dentro da própria raça Nelore. “Meu pai sempre pensou desta forma: priorizar a avaliação visual do gado e investir e focar na seleção dentro da própria fazenda, buscando essas linhagens alternativas para preservar o rebanho puro”, explica Leda.

Também fazem parte do negócio da família leilões de animais (o último realizado em junho contou com 70 Nelore e 30 Guzerá) e eventos destinados aos profissionais do segmento, como o 5.º Dia de Campo, também realizado em junho, com palestrantes que trouxeram informações relevantes a produtores e pecuaristas.

 

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