Chuvas: previsão para o trimestre abril, maio e junho

Historicamente, este é um período de queda nas temperaturas e redução nas chuvas no Brasil Central e no Centro-Sul, mas as precipitações este ano poderão ficar abaixo da média (normal climatológica).

boletim climatologico pecuaria

Em março, até o dia 20, as chuvas ficaram concentradas  na “metade norte” do país.

Observe, na figura 1, que em boa parte de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, choveu entre 100-150 milímetros no acumulado do mês.

Já em Rondônia, Amazonas, Norte do Tocantins, Sudeste e Nordeste do Pará, além do Maranhão e do Piauí, os volumes ultrapassaram os 300-350 milímetros em alguns municípios.

Figura 1
Volume de chuvas no Brasil no acumulado de março de 2020 (até o dia 19), em milímetros.

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Fonte: CPTEC

Por outro lado, nos estados da região Sul do Brasil, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a situação até então é de estiagem.

Com o tempo mais seco, os trabalhos no campo (colheita da safra de verão e semeadura da safra de inverno) avançaram em um bom ritmo no Sul e no Centro-Sul do país, mas a falta de chuvas mantém a preocupação com relação ao desenvolvimento das lavouras de grãos (segunda safra) e à situação das pastagens, em especial no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Devido a esse cenário, as produtividades médias (grãos) poderão ser revisadas para baixo nesses estados, bem como a seca poderá afetar a engorda dos bovinos a pasto e a produção de leite em curto e médio prazos.

No Brasil Central e na região Norte, as chuvas, apesar dos grandes volumes verificados em algumas regiões, não têm atrapalhado o avanço da colheita da safra de verão e a semeadura do milho de segunda safra, e a boa condição das pastagens permite a manutenção do gado no pasto engordando.

Começou o outono

No dia 20 de março, teve início o outono no país, estação que seguirá até o dia 20 de junho, quando começa o inverno.

O outono é caraterizado pela queda na temperatura, redução no volume de chuvas no Brasil Central e no Centro-Sul e pelo amarelar e início da queda das folhas das árvores.

Na figura 2, apresentamos o mapa com a previsão de anomalias (desvios) de chuvas no país no trimestre abril, maio e junho, que compreende a estação em questão, e uma comparação com as previsões anteriores, referentes ao trimestre março, abril e maio.

Destacamos: i) o deslocamento das chuvas para o extremo Norte do país e para a região Nordeste, que deverão receber volumes de até 50-100 milímetros acima da média histórica; e ii) o aumento das áreas em amarelo e bege no mapa, que representam as expectativas de chuvas em volumes abaixo da média histórica para esse período (abril, maio e junho).

Ou seja, os próximos meses, que já são de chuvas mais escassas no Brasil Central e na região Sudeste, poderão registrar volumes ainda menores de precipitações, na comparação com a normal climatológica (média histórica).

Figura 2
Previsão de chuvas no Brasil nos trimestres: i) março, abril e maio e ii) abril, maio e junho de 2020, em milímetros.

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Fonte: INMET

Considerando que os próximos três meses são de desenvolvimento das lavouras de inverno ou segunda safra (milho, sorgo, trigo, etc.), se confirmada a previsão, a falta de chuvas poderá afetar a produtividade média das culturas.

No caso da pecuária, a expectativa é de que as pastagens comecem a perder vigor e qualidade a partir de meados de abril, com a queda nas temperaturas e menor volume de chuvas.

Toda segunda-feira um novo boletim climatológico é publicado às 6h. Não deixe de acompanhar! 

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