Chuvas: previsões para as próximas duas semanas

A expectativa é de chuvas no início de março no Norte e no Centro-Oeste do país. Na segunda semana, os maiores volumes estão previstos para as regiões Norte e Nordeste, além do Norte de Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Norte de Minas.

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Na última semana de fevereiro as chuvas ocorreram em maiores volumes no Centro-Oeste e no Centro-Sul do país, mais especificamente em Mato Grosso, Rondônia, Oeste de Santa Catarina, São Paulo, Triângulo Mineiro, Leste de Mato Grosso do Sul e Sul/Sudeste de Goiás.

Nessas regiões, os volumes ultrapassaram os 50 milímetros no acumulado entre os dias 23 e 27 de fevereiro.

Observe na Figura 1 que também choveu forte no Norte do Tocantins, Pará e no Maranhão.

Por outro lado, neste mesmo período, as chuvas foram escassas no Rio Grande do Sul, Oeste e região Central do Paraná, Oeste de Mato Grosso do Sul, Acre e boa parte da região Nordeste.

Figura 1.
Volume de chuvas no Brasil entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2020, em milímetros.

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Fonte: NOAA

O tempo mais seco no Paraná, por exemplo, permitiu o avanço em um ritmo melhor da colheita da soja (safra de verão ou primeira safra) e semeadura do milho (segunda safra).

Segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), no estado, a colheita da soja avançou 20 pontos percentuais em uma semana e atingiu 42% da área semeada na temporada atual (2019/2020) até o dia 26/2.

Com relação ao milho de segunda safra, o plantio chegou a 61% da área prevista neste ciclo, com avanço de 29 pontos percentuais em uma semana.

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja começou e, até o dia 27 de fevereiro, 2% da área com a cultura foi colhida. No caso do milho, a colheita atingira metade da área semeada no estado, segundo a Emater.

Já em Mato Grosso, depois do forte avanço dos trabalhos no campo entre os dias 7/2 e 14/2, o ritmo caiu um pouco com as chuvas em maiores volumes nas semanas seguintes.

No estado, 73,2% da soja foi colhida e 79,6% do milho de segunda safra foi semeado até o dia 21/2, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Figura 2.
Condições para manejo do solo e condições para a colheita – 48 horas a partir de 27 de fevereiro de 2020.

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Fonte: Agritempo

Situação das pastagens

Nas principais regiões pecuárias no Brasil Central e no Centro a capacidade de suporte das pastagens está boa e permite aos pecuaristas manterem as boiadas engordando no pasto.

Dessa forma, se o preço da arroba do boi gordo não reage conforme o esperado pelo pecuarista, o acréscimo de peso dos animais compensa. Esse fator tem mantido a oferta de boiadas limitada e dado sustentação às cotações no mercado do boi gordo.

Previsões

A seguir, as previsões de chuvas no país nos próximos sete e catorze dias, a partir de 27 de fevereiro.

A expectativa é de que as precipitações sigam em grandes volumes nos primeiros dias de março nas regiões Norte e Centro-Oeste, o que mantém a preocupação com relação às áreas de lavouras de verão que ainda não foram colhidas e às áreas que serão semeadas com milho na segunda safra.

Por outro lado, essas chuvas são favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de segunda safra já estabelecidas, assim como para as condições das pastagens.

Destacamos as áreas em vermelho/laranja na Figura 3, que abrangem boa parte de Minas Gerais e de Goiás, que deverão receber chuvas de até 135 milímetros no acumulado até o dia 4 de março.

Figura 3.
Previsão de chuvas entre os dias 27 de fevereiro e 4 de março de 2020, em milímetros.

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Fonte: NOAA

Para a segunda semana de março, as previsões apontam para um volume menor de chuvas na metade Sul do país, e maiores precipitações nas regiões Norte e Nordeste, além do Norte de Mato Grosso, Tocantins, Goiás e de Minas.

Figura 4.
Previsão de chuvas entre os dias 5 e 11 de março de 2020, em milímetros.

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Fonte: NOAA

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