Chuvas só para abaixar a poeira!

Após mais de 100 dias sem registrar sequer uma gota, choveu na primeira quinzena de agosto em São Paulo, Mato Grosso do Sul, além do Sul de Minas e Triângulo Mineiro.

No entanto, os volumes foram pequenos, entre 25-100 milímetros no acumulado até o dia 10, com poucos reflexos para a pecuária, especialmente sobre as pastagens, já que de maneira geral, as temperaturas mais baixas e a menor luminosidade continuam interferindo do desenvolvimento do capim.

Em outras palavras, as precipitações ajudaram a “abaixar a poeira” e a melhorar as condições de umidade do ar, que já eram críticas em algumas regiões. Mas em termos produtivos, a situação das pastagens está ruim em grande parte do país, exceto na região Sul onde, atualmente, conta com as pastagens de inverno.

Figura 1.

Volumes acumulados de chuvas no Brasil no mês de agosto (até o dia 10) de 2018, em milímetros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Importante destacar que em Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Oeste da Bahia e Sul do Pará não choveu até a data de edição deste artigo. Veja a figura 2.

Figura 2.

Número de dias consecutivos sem chuvas. Referência: até 10 de agosto de 2018.

Como pode-se notar na figura acima, os estados do Brasil Central continuam sentindo os efeitos da seca. Este quadro de precipitações abaixo da média histórica é característico do fenômeno El Nino, que representa menor volume de chuvas no Brasil Central.

Segundo as agências de meteorologia, a expectativa até setembro é de neutralidade para o fenômeno. No entanto, a partir deste mesmo mês, podemos ver o fenômeno se expressando de forma mais intensa, o que afetaria principalmente o plantio de grãos (safra 2018/2019) nestas regiões, em função dos atrasos nas chuvas e menores volumes.

Expectativas

Para os próximos dez dias (10 a 20 de agosto) a previsão não aponta para chuvas em boa parte do país. Somente no extremo Norte do país deverá chover.

Ou seja, o cenário para o curto prazo é característico para o período seco do ano, com os volumes não ultrapassando 20 milímetros no período analisado (figura 3).

Figura 3.

Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 10 a 20 de agosto de 2018, em milímetros.

Reflexos na pecuária

Com as pastagens com baixa capacidade de suporte e a menor quantidade de bovinos confinados no primeiro giro do confinamento a disponibilidade de boiadas para abate é pequena no Brasil Central e regiões Sudeste e Norte, fato que tem dado sustentação às cotações da arroba do boi gordo.

Esta oferta é composta basicamente por boiadas oriundas de confinamentos e uma participação cada vez menor de boi engordado no pasto.

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