Frio reflete em aumento da oferta de gado para abate

Esta maior disponibilidade pressionou as cotações do boi gordo para baixo no Sul do país.

previsão do tempo pecuária

Na primeira quinzena de julho, choveu nas regiões Norte e Sul do país. Os volumes chegaram até 100-150 milímetros no acumulado até o dia 11.

As precipitações se estenderam até São Paulo e Sul do Mato Grosso do Sul, porém, em volumes menores. Também choveu em Alagoas e em Sergipe, conforme apresentamos na figura 1.

Figura 1
Volume de chuvas no Brasil em julho/2019 (até o dia 11), em milímetros.

Boletim climatológico pecuária

Fonte: INMET/ CPTEC

Reflexos na agricultura e na pecuária

No caso do Sul do Brasil, São Paulo e Mato Grosso do Sul, além das chuvas nas últimas semanas, a queda na temperatura fez gear em diversos municípios, com as temperaturas mínimas chegando abaixo de zero.

Com as geadas e a elevada umidade no campo, o avanço da colheita da segunda safra de milho foi prejudicado, por exemplo, no Paraná. Além dos atrasos nos trabalhos, se esse cenário de geadas persistir, poderá haver perdas nas áreas que ainda não foram colhidas. Isso deu sustentação às cotações do milho no estado em julho.

Para a pecuária de corte, o reflexo do clima adverso foi o aumento da oferta de boiadas para abate, o que pressionou para baixo as cotações da arroba do boi gordo não só nos estados do sul, mas também em São Paulo e Sul da região Centro-Oeste, que também registraram quedas nas temperaturas.

Já no Brasil Central e região Nordeste, especificamente no Sul da Bahia, a situação foi oposta. Com o tempo seco e a dificuldade em compor as escalas de abate, o cenário foi de preços mais firmes no mercado do boi.

Com relação ao milho de segunda safra, a colheita avançou em bom ritmo em Mato Grosso, maior produtor nacional, inclusive com revisões para cima das produtividades médias das lavouras. Essa maior oferta do cereal tem mantido o mercado com preços andando de lado no Centro-Oeste, inclusive com quedas pontuais.

Previsão para meados deste mês

Até o dia 20 de julho, as previsões apontam para a continuidade das chuvas, principalmente na região Norte do país, onde poderá chover até 100-150 milímetros no acumulado deste período.

Deverá chover também na região Sul, porém, em volumes menores (30-50 milímetros). Veja a figura 2.

Figura 2
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 12 e 20 de julho de 2019, em milímetros.

Boletim climatológico pecuária

Fonte: USDA

Médio e longo prazo

Para o trimestre julho, agosto e setembro, a expectativa é de chuvas acima da média histórica nos estados do Sul do país.

Já no Brasil Central e na região Nordeste, as precipitações deverão ficar abaixo dessa Normal Climatológica, com déficit entre 50 e 100 milímetros, frente à média histórica para esse período.

Por fim, no Norte do Brasil, destacamos o cenário de clima mais seco em Rondônia e no Sul do Pará, comparativamente com o Acre (figura 3).

Figura 3
Previsão de anomalias (desvios) de chuvas no Brasil no trimestre julho, agosto e setembro de 2019, em milímetros.

Boletim climatológico pecuária

Fonte: INMET


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