Não chove há mais de 100 dias no Brasil Central e região Sudeste!

Em Goiás, Tocantins, São Paulo, além do Leste de Mato Grosso, Sul do Maranhão, Sul do Piauí, Oeste da Bahia, Triângulo Mineiro e Norte de Minas não chove há mais de 90-100 dias e a situação das pastagens é ruim. No Brasil Central e região Sudeste são esperadas chuvas em maiores volumes e mais regulares somente a partir de setembro/outubro.

Não choveu em boa parte do Brasil Central e região Sudeste ao longo de julho. As precipitações ficaram restritas ao Sul e Norte do país.

Figura 1.

Volumes acumulados de chuvas no Brasil em julho (até o dia 26) de 2018, em milímetros.

Com o período seco, as condições das pastagens pioraram diminuindo a capacidade de suporte animal e as taxas de lotação, no caso, da pecuária de corte. É a entressafra do boi.

Em alguns estados como Goiás, Tocantins, São Paulo, além do Leste de Mato Grosso, Sul do Maranhão, Sul do Piauí, Oeste da Bahia, Triângulo Mineiro e Norte de Minas não chove há mais de 90 dias.

Com isso, a suplementação dos bovinos através do confinamento ou semi-confinamento é necessária nos próximos meses para o animal ganhar peso, especialmente no Brasil Central e Centro Sul.

Em termos de oferta de boiadas para abate, ela está composta basicamente por boiadas oriundas de confinamentos, com uma pequena participação de boiadas terminadas em pasto. Este quadro tem dado sustentação às cotações do boi gordo.

No Sul do país, especificamente no Rio Grande do Sul, o cenário está diferente. Com as chuvas, a situação das pastagens de inverno é boa e permite que os bovinos ganhem peso. Esta maior oferta para abate tem pressionado para baixo as cotações.

Figura 2.

Número de dias consecutivos sem chuvas. Referência: até 26 de julho de 2018.

Se por um lado a falta de chuvas tem prejudicado as pastagens, por outro, o tempo seco tem colaborado com a colheita da segunda safra – milho, sorgo, algodão, etc. (2017/2018) no Brasil Central, além da região Sudeste e do Paraná.

No entanto, apesar da colheita da segunda safra em andamento, os preços firmaram-se no final de julho com os vendedores retraídos e à esperada de preços melhores. Desta forma, quem não aproveitou a janela de compra do cereal em junho (queda de 15%) já se depara com preços mais firmes.

 

Expectativas

Para a primeira quinzena de agosto, a previsão é de chuvas apenas no Rio Grande do Sul e extremos Norte do país. A seca continuará grassando no restante do país.

No Brasil Central e região Sudeste são esperadas chuvas em maiores volumes e mais regulares somente a partir de setembro/outubro.

Figura 3.

Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 30 de julho e 11 de agosto de 2018, em milímetros.

 

El Niño

Para mantermos no radar de monitoramento, os modelos numéricos de previsão climática indicam possível início de um fenômeno El Niño.

Para julho, agosto e setembro a previsão é de neutralidade para o fenômeno, porém, para os trimestres seguintes (agosto, setembro e outubro; e setembro, outubro e novembro) há uma indicação de ocorrência do fenômeno El Niño, mas ainda é necessário acompanhar a evolução dessa previsão.

Em termos práticos, a ocorrência do El Niño poderá significar um menor volume de chuvas em 2019 especialmente no Brasil Central.

Desta forma, o pecuarista que pretende reformar as pastagens a partir de outubro, com a retomada das chuvas, precisa ficar atento a estas questões.

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