O clima na 1ª quinzena de agosto

Até o dia 18/8, a previsão é de chuvas e frio no Sul e tempo seco no restante do país.

previsão do tempo pasto extraordinário

No mês que se encerrou (julho), as chuvas ocorreram em maiores volumes nos estados do Sul, Nordeste e Norte do país.

No Rio Grande do Sul e boa parte da faixa litorânea da região Nordeste, por exemplo, choveu entre 100 e 250 milímetros no acumulado do mês que se encerrou.

Já no extremo Norte do Brasil, as precipitações acumuladas chegaram a 300-350 milímetros no mesmo período.

Também choveu acima da média histórica em São Paulo, Sul de Minas Gerais e Sul de Mato Grosso do Sul, com excedentes entre 25 e 100 milímetros, frente à média histórica.

Destacamos na figura 1 uma grande área em branco no mapa, que compreende boa parte do Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Triângulo Mineiro, Norte de Minas e Oeste da Bahia, locais onde não choveu ao longo de julho. Nessas regiões, a situação das pastagens está ruim, como já é esperado para o período seco do ano. A expectativa é de recuperação da qualidade do capim e oferta de matéria verde, somente após setembro, com as chuvas retomando no Brasil Central e na região Sudeste.

Figura 1
Volume de chuvas no Brasil em julho, em milímetros.

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Fonte: INMET / CPTEC

É importante destacar que no Norte do país as precipitações ficaram concentradas no Amazonas, em Roraima e no Amapá. Já em Rondônia e no Acre, os volumes ficaram entre 25-50 milímetros abaixo da normal climatológica e, com isso, as condições das pastagens pioraram nas últimas semanas.

Na figura 2, apresentamos os desvios (anomalias) de chuvas no país em julho, em relação à normal climatológica (média histórica).

Figura 2
Anomalias (desvios) de chuvas no Brasil em julho, em milímetros.

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Fonte: INMET/ CPTEC

Na pecuária de corte, considerando a situação atual do capim no Centro-Oeste e região Sudeste, a oferta de gado de pasto diminuiu bastante nas últimas semanas de julho, o que colaborou para o encurtamento das escalas de abates e firmeza das cotações da arroba do boi gordo.

Esse cenário deverá continuar nos próximos meses, com a oferta de gado para abate no Brasil Central e Centro-Sul sendo composta basicamente pela boiada de confinamento.

Já no Sul do país, as pastagens cultivadas de inverno estão em boas condições e permitem que os animais ganhem peso. No entanto, é importante destacar que, a partir de meados de agosto/setembro, esses animais serão retirados das pastagens de inverno, pois nessas áreas será semeada a safra de grãos 2019/2020.

Na pecuária de leite, em termos de pastagem, a situação é semelhante, ou seja, capim seco no Centro-Oeste e no Sudeste, e começando a secar no Norte (destaque para Rondônia e Acre).

Mesmo com as pastagens secas devido à falta de chuvas e ao frio mais intenso, em alguns períodos a oferta de alimentação concentrada aos animais colaborou para o aumento da produção de leite.

No Sul do país, as boas condições das pastagens de inverno e o fornecimento do alimento concentrado também refletiram em incremento na produção.

Na região Nordeste, destacamos as chuvas em volumes acima da média em julho, especialmente em Alagoas e Sergipe. Nesses estados, a produção de leite aumentou, diferentemente do que ocorreu no Ceará e em Pernambuco, que registraram menos chuvas e, consequentemente, queda na produção de leite.

Com relação à agricultura, a colheita da segunda safra ou safra de inverno está na reta final no país.

É importante lembrar que o vazio sanitário, que é o período de ausência total de plantas vivas de soja (questões sanitárias), vai de 1º de julho a 15 de setembro, ou seja, até lá não se pode plantar.

Previsão

Para o começo de agosto, a previsão é de chuvas no norte da região Norte do país e na faixa litorânea que vai da região Sudeste até o Nordeste (figura 3).

Com relação à temperatura, esta pode voltar a cair no Sul nas primeiras semanas deste mês.

Nos próximos sete dias, o frio intenso retorna ao Rio Grande do Sul, com temperaturas negativas e possibilidade de geadas.

Figura 3
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 2 e 10 de agosto de 2019, em milímetros.

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Fonte: USDA

Para o final da primeira quinzena e começo da segunda metade de agosto, estão previstas chuvas basicamente no extremo Norte do país e na faixa litorânea dos estados das regiões Sul e Nordeste (figura 4).

Figura 4
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 10 e 18 de agosto de 2019, em milímetros.

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Fonte: USDA


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