Previsão de chuvas fortes no Brasil central e Centro-sul em fevereiro

Essa situação pode prejudicar o avanço da colheita da safra de verão e semeadura da segunda safra no país.

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As chuvas em janeiro deste ano ficaram acima da média histórica nas áreas em azul na figura 1, que abrangem o Oeste do Paraná, o Norte de São Paulo, boa parte de Minas Gerais e de Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro, além do Noroeste de Mato Grosso e Sudoeste do Pará.

No Rio Grande do Sul, apesar da seca e elevadas temperaturas no final de 2019 e nas primeiras semanas de 2020, choveu a partir de meados de janeiro e, de maneira geral, as precipitações acumuladas ficaram entre 25 e 50 milímetros acima da média histórica.

Destacamos também a região Nordeste, que registrou chuvas acima da normal climatológica para o mês de janeiro em boa parte dos estados. Essa situação já refletiu em ligeiro aumento da produção de leite na Bahia e em Alagoas, por exemplo.

Já nas áreas em amarelo e vermelho na figura 1, que inclui importantes regiões pecuárias e agrícolas, como as localizadas em Rondônia, grande parte de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, Acre, entre outras, as chuvas ficaram entre 50 e 100 milímetros abaixo da média histórica.

Figura 1
Anomalia (desvio) de chuvas no Brasil em janeiro de 2020, em milímetros.

Fonte: INMET/CPTEC

Em fevereiro (até o dia 7), as precipitações continuaram acima da média na região Sudeste e Nordeste do país, além de Goiás, Mato Grosso do Sul e partes de Mato Grosso.

Em alguns casos, no Centro-Oeste e no Paraná, os grandes volumes diários e a persistência das chuvas têm encharcado os solos, e a elevada umidade prejudica a entrada das máquinas e, consequentemente, o avanço da colheita da safra de verão e a semeadura da segunda safra ou safra de inverno.

Figura 2
Anomalia (desvio) e chuvas no Brasil em fevereiro de 2020, em milímetros.

Fonte: INMET/CPTEC

Na figura 3, é possível observar os volumes totais em janeiro e fevereiro de 2020. Destaque para as áreas em roxo em Minas Gerais, Goiás, Pará, Maranhão e Noroeste de Mato Grosso, com volumes acumulados de até 500-600 milímetros em janeiro, ou seja, bem acima da média histórica, que varia de 300 a 400 milímetros no mês, dependendo do estado.

Figura 3
Volume de chuvas no Brasil em janeiro e fevereiro de 2020 (até o dia 6), em milímetros.

Fonte: INMET/CPTEC

Na figura 4, estão as condições para a colheita e manejo do solo, considerando um período de 48 horas a partir do dia 6 de fevereiro. Nos dois casos, o cenário é desfavorável em curto prazo em boa parte do país. 

Figura 4
Condições para a colheita e para o manejo do solo no Brasil no período de 48 horas após o dia 6/2/2020.

Fonte: Agritempo

Previsão para fevereiro

Para o restante da primeira quinzena deste mês, estão previstas chuvas de até 100-150 milímetros no Brasil Central e em alguns municípios no Norte e Sudeste do país.

Se, por um lado, as precipitações devem manter as boas condições das pastagens, por outro, geram incertezas e especulações acerca da situação das lavouras e produção de grãos, além de dificuldades, em alguns casos, de transporte e deslocamento em função das condições ruins das estradas. Veja a figura 5.

Figura 5
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 7 e 15 de fevereiro de 2020, em milímetros. 

Fonte: USDA

Entre os dias 15 e 23 de fevereiro, as chuvas deverão continuar em maiores volumes no Brasil Central e Centro-Sul, estendendo-se também para as regiões Nordeste e Sul do país, conforme é demonstrado na figura 6.

Figura 6
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 15 e 23 de fevereiro de 2020, em milímetros. 

Fonte: USDA

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