Retorno das chuvas no Sudeste?

Apesar dos bons volumes no final de agosto e começo de setembro, a previsão é de tempo seco até o final deste mês. Até lá, retorno de chuvas somente no Sul e extremo Norte.

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Neste início de setembro, choveu em boa parte de São Paulo, além do Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Leste de Mato Grosso do Sul, Noroeste e Sul de Goiás, Paraná, Santa Catarina e quase toda a região Norte.

Os maiores volumes ocorreram nos municípios paulistas e paranaense, onde choveu até 100 milímetros no acumulado até o dia 5/9. Veja a figura 1.

Figura 1
Volume de chuvas no Brasil em setembro/19 (até o dia 5), em milímetros. 

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Fonte: INMET

Apesar de pouco impactar na qualidade das pastagens, essas primeiras precipitações trouxeram certo alívio para estas regiões em termos de umidade do ar e redução da poeira, já que em alguns lugares no Centro Sul e Centro-Oeste não chovia há mais de sessenta dias.

A preocupação continua em Mato Grosso, Tocantins, Norte de Minas e boa parte da região Nordeste, que seguem sem chuvas. Em alguns municípios, a estiagem já dura três meses, conforme apresentamos na figura 2.

Figura 2.
Número de dias consecutivos sem chuvas no Brasil. Referência: 5 de setembro.

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Fonte: INMET

Colheita safra 2018/2019

De acordo com informações do Departamento de Economia Rural (DERAL), até o dia 2 de setembro, 98% da área de milho de segunda safra (2018/19) havia sido colhida no estado. As chuvas não atrapalharam os trabalhos nesta reta final e a expectativa é de que a colheita tenha se encerrado até o final da primeira semana de setembro.

Em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, a colheita está encerrada.

De volta ao Paraná, a colheita do trigo avançou para 12% da área semeada em 2018/2019 até o dia 5/9. Com relação às lavouras, 52% já estão em fase de maturação. Com relação à situação das áreas a serem colhidas, 51% estão em boas condições, 38% em condições medianas e 11% em condições ruins.

No Rio Grande do Sul, a colheita do trigo não começou. Boa parte (59%) das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em fase de floração e 9% em fase de enchimento dos grãos (Emater). Os trabalhos deverão ter início mais para ao final de setembro.

Plantio safra 2019/2020

A partir de meados deste mês, termina o período de vazio sanitário da soja em boa parte do Brasil Central e Centro-Sul.

Com isso, começam os preparativos para a semeadura da safra de grãos de verão (2019/2020), que deverá ganhar força mais para o final de setembro e começo de outubro nas principais regiões produtoras do país.

O vazio sanitário é o período de no mínimo sessenta dias sem a cultura no campo. Treze estados e o Distrito Federal adotaram essa medida, e o objetivo é reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem-asiática durante a entressafra.

Na figura 3, apresentamos o calendário com os períodos de vazio sanitário, por estado.

Figura 3
Períodos de vazio sanitário da soja no Brasil.

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Fonte: Embrapa

Fora as questões relacionadas ao vazio sanitário, o início dos trabalhos de semeadura da próxima safra de grãos depende das condições de umidade do solo. Podemos dizer o mesmo para os pecuaristas que pretendem adubar os pastos.

Previsões de chuvas

Para a primeira quinzena de setembro, a previsão é de chuvas fortes (50-100 milímetros) somente no extremo Norte do Brasil, em uma faixa que vai do Acre até Roraima, e no Sul do Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai.

Em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rondônia, o tempo deverá ficar seco nos próximos dias, com chuvas isoladas de, no máximo, 20 milímetros no acumulado até o dia 13/9. No Nordeste, chove apenas na faixa litorânea. Veja a figura 4.

Figura 4
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 5 a 13 de setembro de 2019, em milímetros.

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Fonte: USDA

Para meados do mês (13 a 21 de setembro), o clima não deverá ser muito diferente, com previsão de chuvas apenas para as regiões nos extremos do país (figura 5).

Figura 5.
Previsão de chuvas no Brasil entre os dias 13 a 21 de setembro de 2019, em milímetros.

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Fonte: USDA

Por fim, nas principais regiões pecuárias, as precipitações deverão retomar, em maiores volumes e mais bem distribuídas, a partir do final de setembro até meados de outubro.

Dessa forma, espera-se uma melhoria da situação das pastagens, em termos de qualidade e disponibilidade de forragem, mais para o final de outubro em diante.


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