Verão promete chuvas acima da média histórica

Chuva no pasto

A previsão é de que a estação seja mais quente se comparada ao verão do ano anterior. Espera-se também um maior volume de chuvas, especialmente no Centro-Oeste e Norte do país.

No último dia 21 de dezembro teve início o verão no hemisfério Sul. A estação seguirá até o dia 20 de março de 2019 e é marcada pelo aumento da temperatura e maior frequência e volume de chuvas em todo o país, sendo fundamental para o desenvolvimento das lavouras de verão, assim como para a manutenção da qualidade e do vigor das pastagens nos primeiros meses de 2019.

Para o trimestre janeiro, fevereiro e março de 2019, a previsão é de que as temperaturas fiquem acima da média histórica (normal climatológica) em boa parte do país.

Observe o mapa na Figura 1. Os maiores desvios são esperados para o Norte de Mato Grosso, grande parte de Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro, Norte do Paraná, Oeste de Santa Catarina e Norte do Rio Grande do Sul, com as temperaturas chegando a 0,8ºC acima da média histórica para o período.

Figura 1
Previsão de anomalias (desvios) de temperatura no Brasil no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2019, em ºC.

Previsão de anomalias de temperatura no Brasil primeiro trimestre de 2019

Fonte: INMET | CPTEC

Com relação às chuvas, os volumes também deverão ficar acima da média histórica no primeiro trimestre do ano que vem.

As maiores diferenças em relação à normal climatológica são esperadas no Brasil Central e nas regiões Sul e Sudeste, além da Bahia, parte do litoral do Nordeste, Sul do Pará e Cone Sul de Rondônia

No Nordeste do Mato Grosso, Norte de Goiás e Tocantins, a previsão é de que as chuvas sejam até 100 milímetros acima da média histórica. Veja a figura abaixo.

Figura 2
Previsão de anomalias (desvios) de chuvas no Brasil no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2019, em ºC.

Previsão de anomalias de chuvas no Brasil no primeiro trimestre 2019, em ºC.

Fonte: INMET | CPTEC

Por fim, o Centro de Previsão Climática do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) dos Estados Unidos aponta chance de ocorrência de El Niño próxima de 60% no outono do hemisfério Sul, mas como um fenômeno de fraca intensidade.

Historicamente, em anos de El Niño, as chuvas tendem a ficar mais concentradas no extremo Sul da região Sul do Brasil, além de calor em áreas do Sul, Sudeste, Centro-oeste e Nordeste. Em áreas do extremo Norte do país, dentre elas as regiões Norte e Nordeste, a tendência é de tempo seco.

 

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