Carne vegetal: Fazenda Futuro conquista mais de 10 mil pontos de venda em 30 países, com produção de carne de origem vegetal

Entenda os motivos que levaram a Fazenda Futuro, uma startup brasileira, a alcançar um crescimento exponencial, conquistando mais de 10 mil pontos de venda em 30 países.

O mercado mundial de alimentos está passando por importantes mudanças. Novos e mais exigentes consumidores têm buscado produtos mais sustentáveis, com segurança alimentar, rastreabilidade de origem e, em muitos casos, deixando de comer proteína animal. Um cenário que requer atenção, especialmente para quem atua na agropecuária. 

Se por um lado existe esse comportamento de consumo, por outro há um contexto de grandes oportunidades de negócios. Isso porque com o aumento da população mundial, e devido à excelente qualidade da carne produzida no Brasil, o mercado só tem apresentado números de crescimento exponencial

Para entender melhor esse cenário mercadológico de alimentação mundial, o blog Pasto Extraordinário entrevistou Marcos Leta, o fundador da Fazenda Futuro, criada há pouquíssimo tempo, quase três anos, e que já conta com mais de 10 mil pontos de venda em 30 países. A startup acabou de receber um aporte de R$ 300 milhões de investidores como BTG Pactual, Enfini  Investments, Monashees, Go4it Capital, Rage Capital e XP Investimentos. Com essa injeção de capital, a expectativa da Fazenda Futuro para 2022 é a de investir em sua ampliação global e na continuação da construção da categoria de carne vegetal  no Brasil. 

“Nossos produtos são uma alternativa para a carne animal e entregam o mesmo sabor, textura e valores nutricionais. Somos inovadores, mas não artificiais, pois a tecnologia está na cadeia de produção e não nos ingredientes. Nada é feito em laboratório e nenhuma molécula artificial é usada na composição”, afirmou Leta. 

O empresário explicou que a Fazenda Futuro foi desenvolvida para atender às necessidades de pessoas que buscam ter uma vida mais equilibrada, mas sem abandonar o que estão acostumadas a comer. “Acredito que a nossa empresa faz parte de um futuro não tão distante, no qual o sabor e a sustentabilidade estão relacionados”, explicou.

Potencial de crescimento do mercado de carnes vegetais

Atualmente, os principais mercados da startup fora do Brasil são os Estados Unidos e a Europa. O empreendedor destacou que, segundo o Barclays, o potencial de crescimento do comércio de carnes vegetais deverá ganhar força nos supermercados e restaurantes, alcançando uma receita total de US$ 140 bilhões nos próximos 10 anos. Esse número, conforme Leta, corresponde a 10% do que a indústria de carne tradicional fatura nos dias de hoje: US$ 1,4 trilhão.  

“A demanda por produtos de origem vegetal tem aumentado consistentemente em paralelo à demanda por alimentos saudáveis. Uma pesquisa conduzida pela Snapcart, em parceria com The Good Food Institute (GFI), constatou que quase 30% dos brasileiros decidiram reduzir o consumo de produtos de origem animal. O levantamento indicou que para 59% das pessoas o que motiva essa escolha é a preocupação com a saúde, enquanto 11% disseram que as restrições alimentares influenciaram na decisão”, contextualizou.

Leta também citou dados do Ibope, que indicam que 14% dos brasileiros se declararam vegetarianos em 2018. Ou seja, o país tem cerca de 29,2 milhões de pessoas que não comem carne de origem animal – número que mostra como o vegetarianismo tem conquistado cada vez mais adeptos. “Trabalhamos para que a Fazenda Futuro esteja presente no máximo de lugares como uma alternativa alimentar mais sustentável”. 

Sabor, textura e valor nutricional

“A Fazenda Futuro não está no mercado vegetariano ou vegano, mas no de carnes. Viemos suprir a demanda por uma alternativa mais sustentável, mas sem ter que deixar de lado o prazer em comer algo gostoso. Em tão pouco tempo, foi possível comprovar que potencial e espaço para o crescimento não faltam”, afirmou. Segundo Leta, por trás do desenvolvimento de cada produto há um cuidado para reproduzir uma versão muito próxima ao da carne animal e com algumas melhorias, principalmente no quesito valor nutricional. 

“No Futuro Burger 2030, por exemplo, criamos uma nova fórmula com ingredientes naturais que têm um teor de gordura de apenas 6,5 mg por porção de 80g. Outro ponto é a qualidade dos condimentos. Todos são não transgênicos, sem glúten, 0% de colesterol e 0% de gordura trans – que é a característica mais impressionante”, contou. O objetivo da startup é o de alastrar os negócios para o segmento de bebidas vegetais – inicialmente, no mercado norte-americano e no europeu. Esse novo passo ocorre após o portfólio da Fazenda Futuro contemplar as mais variadas opções de carne plant-based: hambúrguer, frango, carne moída, linguiça e, mais recentemente, atum.

Recentemente, a Fazenda Futuro passou a produzir atum plant-based

Em 2019, quando a Fazenda Futuro foi fundada e firmava-se como a primeira startup a trazer a carne sintética ao mercado brasileiro, o Pasto Extraordinário já havia conversado com Leta. À época, o Futuro Burger era vendido em uma rede de lanchonetes e em dois supermercados, em São Paulo.

Quanta coisa mudou, não é mesmo? Seguimos acompanhando as tendências e a movimentação do mercado. Aproveitamos para perguntar a sua opinião sobre o assunto. O que você acha da ampliação do negócio de carne vegetal?

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