Como a tecnologia pode mudar o agronegócio

Utilizando a tecnologia no agronegócio, é possível alcançar altos resultados, gerar conexão com os clientes, minimizar impactos ambientais, melhorar a gestão, diminuir custos e aumentar a produtividade.

A tecnologia é parceira do agronegócio e tem mudado a realidade no campo há várias décadas. Com a revolução digital, a realidade das fazendas tem se transformado cada vez mais para atender à crescente demanda alimentar da população e aos anseios de consumidores mais exigentes e atentos aos impactos no meio ambiente. Nesse contexto, as empresas exponenciais têm papel fundamental para ajudar os produtores. Essas organizações utilizam inovações tecnológicas para obter altos índices de produtividade com baixo custo, com um novo olhar para a resolução dos problemas.

Com a democratização do conhecimento promovida pela era da informação, muitas questões desafiadoras vieram à tona, e no agronegócio a abordagem exponencial será crucial para superar os desafios e colher frutos no futuro. Um exemplo é a necessidade de aumentar a escala de produção de alimentos para atender à crescente demanda da população de maneira sustentável e com as adaptações necessárias para acompanhar as mudanças climáticas. Hoje, os consumidores estão atentos a toda a jornada do alimento e os produtores precisam se manter atualizados com as questões ambientais para permanecerem e se destacarem no mercado.

A Corteva Agriscience, por meio da sua plataforma digital, oferece ao mercado brasileiro o Granular Insights, uma ferramenta que auxilia produtores de todo o país no monitoramento das suas lavouras, com duas funcionalidades adicionais auxiliando na identificação de pragas, doenças e estimativa de produtividade, tornando a agricultura mais eficiente e lucrativa.

AgTechs têm como objetivo manter a inovação contínua no agronegócio

Várias startups já se organizaram e se especializaram para atender ao agronegócio, são as chamadas AgTechs. Essas empresas promovem inovações no setor por meio da aplicação de novas tecnologias no campo. A principal meta é promover a inovação contínua, com o uso de big data analytics, inteligência artificial, biotecnologia, robotização e a aplicação de ferramentas de automação, para minimizar os impactos ambientais, buscar soluções para aumentar a produtividade e melhorar a gestão.

De acordo com o levantamento mais recente do Distrito AgTech Mining Report, os investimentos em AgTechs ultrapassaram os US$ 160 milhões desde 2009 no Brasil. Em 2020, o investimento foi recorde – US$ 67,3 milhões – e até junho de 2021 foram investidos US$ 4,7 milhões. Atualmente, existem 298 startups voltadas para o agronegócio no Brasil, sendo que 38% do total fazem parte da categoria de agricultura de precisão.

A Solinftec é o grande destaque entre as AgTechs brasileiras, com sólida atuação internacional há mais de 13 anos. É considerada uma das maiores empresas de agricultura digital e de automação de lavouras no país. No mundo, ela é responsável pelo monitoramento de mais de 9 milhões de hectares.

Outro exemplo é a Agrosmart, que está desenvolvendo um sistema inteligente de sensores para irrigação que permite analisar a composição química do solo. Já a startup aeroespacial Altave, de São José dos Campos, trabalha para levar internet a lugares remotos. A empresa utiliza balões que podem carregar modens de 4G, câmeras e equipamentos de conexão via rádio ou satélite. Eles podem subir de 100 a 300 metros e proporcionam sinal Wi-Fi de qualidade em um raio de até 40km. Dessa forma a empresa resolveu um dos problemas primordiais para a corrida tecnológica no campo: a conectividade. Ao mesmo tempo, diversas outras soluções já estão em teste no país.

Estar ligado à rede é fundamental para que outras ferramentas tecnológicas possam ser implementadas da porteira para dentro. A revolução exponencial trará mudanças no agronegócio, na forma de produção, na administração da informação e na gestão, tendo como base as inovações tecnológicas. Entretanto, a equação evolutiva da fazenda ainda está longe de ser resolvida, já que tudo isso gera um universo de dados que deverá ser processado, o que leva a outra grande necessidade de mudança: na gestão, transformando informações em resultados para o setor.

Mas, afinal, como as empresas exponenciais têm mudado a rotina da sociedade como um todo?

É muito raro encontrar alguém que já não tenha sido fortemente impactado pelos serviços ofertados por empresas exponenciais, como Uber, Airbnb, Google e Waze. Elas vêm surpreendendo o mercado com taxas de crescimento aceleradas, consideradas muito superiores à média, com modelos de gestão não tradicionais e hierarquia horizontal. Esse tipo de organização gera valor agregado para seus produtos e cria comunidades de usuários ou clientes. A tecnologia é a principal característica em comum e é utilizada para obter altos índices de produtividade com baixo custo.

O professor da Escola de Negócios ISAE/FGV, Gianfranco Muncinelli, engenheiro especialista em telecomunicações e em gestão empresarial, com formação em análise transacional e programação neurolinguística, explica que essas organizações impactam o mercado pela forma como trabalham, pela receita e pela quantidade de clientes que aumentam de modo acelerado, mas com custos que se mantêm com pequenas mudanças. “Para atender milhões de clientes, o Uber não precisa aumentar seus custos na mesma proporção”, ressalta Muncinelli. A tecnologia é o fator preponderante para a escalabilidade dessas organizações.  “Menos estrutura é necessária, mas muito mais tecnologia está envolvida”, destaca o professor.

Algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo são exponenciais, como Google, Amazon, Apple e Facebook. No Brasil, Gianfranco destaca Nubank, PagSeguro e Ebanx, no setor financeiro, e 99 e Loggi, na mobilidade. No setor imobiliário, o QuintoAndar e o Loft se sobressaem.

O modelo de negócio exponencial gera gráficos diferentes dos modelos tradicionais. Inicialmente, o gráfico costuma ser praticamente reto, mas em pouco tempo a curva se acentua e torna-se constante, como um taco de hóquei, mostrando números exponenciais. A descentralização também é uma diferença do modelo tradicional de negócio e uma característica desse tipo de organização. Normalmente, não existe uma sede, mas uma rede em que todos gerenciam seu próprio objetivo. Além da tecnologia ser o fator comum principal, existem outras características marcantes:

  • Disrupção: é o avanço da tecnologia superando os recursos atuais.
  • Digitalização: os processos de rotina são digitalizados, mudando a forma de comunicação.
  • Democratização: soluções tecnológicas tornam-se mais acessíveis e chegam ao alcance dos usuários.
  • Desmonetização: com a evolução tecnológica e a disrupção, os valores baixam e as soluções ficam acessíveis.

No agronegócio, as empresas exponenciais são players que movimentam o setor e já estão ditando as novas tendências tecnológicas. Quais soluções tecnológicas já estão em uso na sua propriedade? Ou qual você pretende adotar? Conte pra gente nos comentários!

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