Conheça a história de superação da COVID-19 do pecuarista Adelmo Alves

Embrapa elaborou cartilha voltada aos pecuaristas de corte para evitar a contaminação pelo novo coronavírus nas propriedades

A pandemia da COVID-19 se espalhou pelo mundo mais rápido do que qualquer especialista poderia prever. Mortes, crises e mudanças radicais de hábitos transformaram a rotina das pessoas, e as experiências com a doença trouxeram aprendizados que serão levados para o resto da vida.

O pecuarista Adelmo Alves dos Santos Júnior, 56 anos, mora em Vilhena (RO) e foi infectado pelo novo coronavírus. Adelmo vem de uma família tradicional no trabalho em fazendas e desde menino é ligado ao segmento da pecuária. Durante sua trajetória, montou rodeios e tinha toda a estrutura para esse tipo de evento. Hoje, o pecuarista compra bois para engorda no interior de Rondônia.

Delminho do Rodeio, como é mais conhecido, ficou 16 dias internado no Hospital Regional de Vilhena e quase foi intubado. “Eu, com o máximo cuidado, passando álcool, não pegando na mão de ninguém, acabei pegando essa maldita doença. Fiquei ruim, minha família apavorada, meus amigos apavorados. Meu filho é médico, pediu para eu fazer uma ressonância do tórax e quando viu disse que meu pulmão estava 25% comprometido e que eu devia ir ao hospital. Eu fui, fiquei internado e assustado, pensei que ia morrer. Cinquenta por cento é a nossa cabeça e cinquenta por cento é a doença”, conta. Durante a internação, o pecuarista colocou aparelhos para fazer exercícios para o pulmão. “Eu me agarrei em Deus, fiquei 16 dias internado. Deus me deu a vitória e a salvação e eu ganhei alta”, ressalta.

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Após 16 dias de internação, o pecuarista recebeu alta e, hoje, está curado da COVID-19

Depois de sair do hospital, Adelmo ainda demorou para se recuperar completamente da doença e sentia dores nas costas e nas pernas, fraqueza, e teve que continuar a fazer exercícios para o pulmão. O pecuarista confessa que não acreditava que a doença poderia levá-lo à morte, mas, depois de ser contaminado e sobreviver à COVID-19, ele entendeu a gravidade da pandemia e tem aconselhado as pessoas a adotarem medidas de cuidado e prevenção para combater o novo coronavírus. “Eu peço aos meus amigos, ao povo todo, que não façam aglomeração, usem a máscara, carreguem o álcool, porque o trem é feio. Eu ando de carro na minha cidade e vejo os botecos todos cheios só passo na frente com o vidro fechado. Eu não tenho coragem de descer e andar em aglomeração enquanto estamos com essa pandemia. Mas graças a Deus estou aqui, firme, forte e trabalhando já”, alerta.

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Cartilha da Embrapa traz dicas de prevenção para pecuaristas de corte

Para auxiliar os pecuaristas de corte a evitar a disseminação do novo coronavírus em suas propriedades, a Embrapa lançou uma cartilha com dicas relevantes. Além de apontar os principais sintomas, como febre, tosse, dificuldade respiratória e cansaço, o material reforça que idosos, doentes crônicos e indivíduos com a imunidade comprometida fazem parte do grupo de risco que está mais exposto a complicações que podem levar à morte. Confira outros esclarecimentos sobre a COVID-19 e recomendações para prevenção. 

É possível se infectar pelo contato com os animais?

Não há evidências da contaminação por meio de contato com animais domésticos. A forma comprovada de contágio é de humano para humano, por meio de gotículas exaladas por infectados ou pelo toque em objetos ou superfícies contaminadas. Entretanto, recomenda-se que doentes não tenham contato com animais em virtude das poucas informações existentes sobre o vírus até o momento.

Medidas de prevenção nas propriedades rurais

– Restringir a entrada de pessoas na propriedade. Se for necessário permitir o acesso, manter o distanciamento de, no mínimo, dois metros.

– O manejo sanitário deve ser mantido de acordo com as recomendações do médico veterinário para garantir a saúde e o bem-estar dos animais.

– Seguir as orientações do Ministério da Saúde e adotar novos hábitos e cuidados para minimizar o risco de infecção.

– Buscar informações de fontes confiáveis, como autoridades de saúde locais e nacionais.

– Lavar frequentemente as mãos e utilizar álcool 70% antes e depois do serviço.

– Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com a parte interna do braço.

– Não levar as mãos à boca, nariz ou olhos, principalmente após tocar objetos ou superfícies.

– Não compartilhar objetos pessoais, como copos, talheres, cuias e bombas.

– Evitar aglomerações.

– Retirar roupas e sapatos ao chegar em casa e ir direto para o banho. Limpar, com álcool 70%, maçanetas, chaves, celular e outras superfícies após tocá-las, lavar as roupas e higienizar os sapatos com desinfetante.

– Se for necessário ir à cidade, prefira ir sozinho para evitar a exposição de familiares.

– Evite muitas pessoas dentro do veículo e deixe as janelas sempre abertas para circulação do ar. Ao chegar, limpe o veículo internamente e repita os procedimentos de higiene que faz ao chegar do campo.

– Evite o trânsito frequente entre a zona urbana e a área rural para não correr o risco de levar o vírus para o campo.

– Se apresentar sintomas, fique em casa e ligue para o serviço de saúde da cidade mais próxima para receber orientações.

Você adotou algum protocolo específico na sua propriedade para evitar a disseminação do novo coronavírus? Conte pra gente nos comentários.

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