Mulheres no agronegócio: conheça a trajetória de Talita Farias Silva

Primeira agrônoma de campo atuante na pecuária no Maranhão, Talita supera os desafios diários e se destaca na profissão como representante comercial da Corteva Agriscience™

Talita Farias Silva

A engenheira agrônoma Talita Farias Silva, 28, percorre as estradas do norte do Maranhão e do Piauí visitando fazendas e atuando diretamente com pecuaristas. A engenheira é representante comercial da Corteva Agriscience™ por meio da sua empresa Farias & Sousa Representações LTDA desde 2019. Sua função é gerenciar o território que está sob sua responsabilidade, atendendo os canais de distribuição exclusivos da marca de herbicidas para pastagem.

Talita Farias Silva

Talita Farias Silva, agrônoma representante comercial da Corteva Agriscience™

Além de prospectar clientes, Talita também busca novos negócios, mantém contato com os pecuaristas, realiza dias de campo, treinamentos e palestras. Suas atividades ainda incluem a análise do potencial das regiões, desenvolvimento de ações para ingressar em novos mercados e a busca de soluções para suprir as necessidades dos pecuaristas de maneira rápida e eficiente. “Eu acompanho os vendedores e os técnicos em levantamento de área nas fazendas, faço fechamento de negócios com os pecuaristas e visitas aos clientes para entender mais sobre os negócios deles”, afirma.

A agrônoma destaca que a possibilidade de conhecer muitos lugares e pessoas, lidar com diferentes situações e enfrentar desafios é o que mais gosta no seu trabalho. “Não tem a menor chance de cair na rotina, pois cada semana vivencio algo novo, novos desafios, novas metas, novos problemas para resolver. Isso faz a gente crescer, se desenvolver e amadurecer pessoal e profissionalmente”, considera.

Talita Farias Silva

Talita superou os desafios e hoje é respeitada como profissional

Desafios de ser mulher no agronegócio

O primeiro e o principal desafio enfrentado por Talita foi ser pioneira como agrônoma de campo atuante na pecuária do Maranhão. “Quando eu chegava às fazendas, notava os olhares e a surpresa do pecuarista ou dos trabalhadores. Aconteceram muitas situações de chegar à fazenda com outro colega vendedor ou técnico e ser cumprimentada como esposa ou namorada do profissional que estava me acompanhando. Mas logo me apresentava e vinha um sorriso sem graça como resposta. Para ser ouvida, tive que mostrar minha força no campo, meu conhecimento e minha coragem. No início, fui assediada, mas nunca abaixei a cabeça. Sempre fui firme e hoje sou respeitada como profissional”, relata.

No seu dia a dia profissional, os homens ainda são maioria. No ano passado, uma das distribuidoras atendidas por Talita contratou mais uma agrônoma como vendedora externa e, de vez em quando, elas têm a oportunidade de visitar fazendas juntas. A engenheira enfatiza que a participação da mulher no agronegócio tem aumentado ao longo dos anos, seja como prestadora de serviços, proprietária, produtora ou no papel de decisão. “Isso é uma tendência, a presença da mulher nos cursos de agrárias é cada vez maior. Daqui a pouco não serão mais apenas estudantes, mas profissionais com muita vontade, força, dedicação e garra para fazer seu diferencial e conquistar cada vez mais espaço no agronegócio. Acredito que podemos melhorar, aumentar o incentivo dentro das universidades, mostrando casos de sucesso das mulheres em diferentes setores. Essa troca de experiência só aumenta o interesse das estudantes em participar diretamente dessa área. Falo por experiência própria, pois me inspirei em outras profissionais após ter conversado e trocado experiências com elas. Apesar de todos os desafios, eu vi que, assim como elas, eu também poderia conquistar meu espaço”, observa.

Rotina diária

Talita organiza sua agenda com sete dias de antecedência para atender às demandas de e-mails, telefonemas, viagens, visitas, reuniões com equipes de vendas internas e externas, fechamento de negócios e abordagem com pecuaristas no campo. “Quando necessário passo de três a cinco dias longe de casa, saindo na segunda e retornando na sexta. Mas, quando estou na minha cidade-sede, aproveito para ir à academia, sair com meus amigos, viajar, visitar minha família. Também adoro ficar em casa tranquila, lendo livros e assistindo a séries. E tenho aulas de inglês online duas vezes por semana”, ressalta.

Sobre os planos para o futuro, a profissional confidencia que pretende se capacitar ainda mais para desempenhar sua função com excelência, conhecer outras regiões do Brasil e outros países, casar e ter filhos. 

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Talita Farias Silva

O contato com o campo e com as pessoas é o que atraiu Talita para a profissão

Trajetória profissional

Formada em engenharia agronômica pela Universidade Federal Rural da Amazônia, localizada em Paragominas, no Pará, Talita fez estágio em uma revenda de insumos para milho e soja durante a graduação. No último período da faculdade, decidiu estagiar na cidade de Campo Verde, no Mato Grosso, em uma estação experimental de pesquisa e desenvolvimento de produtos para soja, milho, algodão, feijão e pastagem. Depois de colar grau, Talita conseguiu seu primeiro emprego como agrônoma em Lucas do Rio Verde, também em Mato Grosso. Ao finalizar seu projeto na multinacional, especializada em sementes e produtos químicos voltados para o agronegócio, a profissional voltou a Paragominas, sua cidade natal, para trabalhar com projetos de custeio e investimento para pecuaristas e agricultores.

“Nessa experiência profissional, percebi o que eu mais gostava mesmo: o contato com pessoas, o campo, negociar, montar eventos, viajar, conhecer novos lugares. Pedi demissão sem ter nenhuma proposta de emprego em vista”, conta. Uma semana depois, Talita participou de um processo seletivo para trabalhar na Corteva Agriscience™. A concorrência foi grande – quase 700 inscritos para quatro vagas, sendo que 30 foram selecionados para entrevista em grupo e destes 15 foram direcionados para a entrevista pessoal. Cinco dias depois dessa fase, Talita recebeu a ligação que esperava: foi chamada para trabalhar em Bacabal, no Maranhão. Mesmo sem conhecer ninguém na região, ela encarou o desafio e participou do projeto durante um ano e dois meses. “Então, fui convidada a continuar meu trabalho, mas agora como representante comercial e continuo até hoje”, acrescenta.

Leia também: Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio da Corteva Agriscience

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