De olho no clima e na retomada das chuvas!

A semeadura da safra de verão 2021/22 teve início no Sul do país; no Brasil Central, as chuvas, até então, ocorreram de forma heterogênea e em baixos volumes

No acumulado de setembro (até o dia 22), as chuvas foram mais concentradas nas regiões Norte e Sul do país.

Em alguns municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, por exemplo, choveu até 200-250 milímetros no período.

Por outro lado, em grande parte do Paraná, os volumes não ultrapassaram os 25-50 milímetros no mesmo período.

Também choveu no Norte de Mato Grosso, Sudoeste de Goiás, região Central de Mato Grosso do Sul, além de algumas áreas no Sudeste do país, no entanto, as chuvas foram isoladas e em menores volumes, totalizando 25 a 50 milímetros no acumulado de setembro, até então.

Dessa forma, em boa parte do Brasil Central, regiões Sudeste e Nordeste, e no Paraná, as precipitações ficaram abaixo da média histórica (Normal Climatológica) para o mês em questão. Os déficits variaram entre 25 e 100 milímetros em relação à média histórica. Veja a figura 1.

Figura 1.
Volume total de chuvas no Brasil em setembro/21 (até o dia 22) e desvios (anomalias) em relação à normal climatológica (média histórica), em milímetros.

Fonte: Inpe / Cptec

Destacamos que o vazio sanitário da soja terminou no dia 15/9 nas principais regiões produtoras, e os produtores aguardam as chuvas para iniciarem o plantio da cultura. Já a semeadura do milho de verão (safra 2021/22) teve início no Sul do país, nas regiões onde choveu bastante nos últimos dias.

Para o fim de setembro (22/9 a 30/9), a previsão é de que continue chovendo no Sul do Brasil (30-80 mm) e no extremo norte da região Norte do país (30-60 mm).

A expectativa é de que chova também em algumas partes da região Sudeste, além de Mato Grosso do Sul, Norte de Mato Grosso e Rondônia, mas os volumes não deverão ultrapassar os 20 milímetros no acumulado do período analisado, o que mantém a preocupação com relação à semeadura da próxima safra de grãos (2021/22), bem como a recuperação das pastagens nessas regiões.

Para o começo de outubro (até o dia 8), a expectativa é de chuvas em maiores volumes nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, com volumes chegando a 100-125 milímetros no acumulado do período (figura 2), o que deverá favorecer o avanço do plantio da safra de verão nessas regiões.

Figura 2.
Previsão de chuvas, em milímetros.

Fonte: USDA

Por fim, para uma análise de longo prazo, apresentamos, na figura 3, as previsões de anomalias de chuvas (desvios em relação à média histórica) no último trimestre de 2021.

A previsão é de um cenário mais favorável de chuvas a partir de outubro no Brasil Central, regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Sul do país, mas, por outro lado, nos estados da região Sul, além de partes de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, as chuvas deverão ficar entre 50 e 100 milímetros abaixo da média histórica para o período em questão, o que mantém a atenção com relação à próxima safra de grãos e a recuperação das pastagens nessas regiões.

Figura 3.
Previsão de anomalias (desvios) de chuvas no Brasil no último trimestre de 2021, em milímetros.

Fonte: Inmet

 

 

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