Diversificar a produção para ganhar mais dinheiro

Veja como diversificar as atividades realizadas no seu negócio pode ajudar a diminuir os riscos e ampliar sua renda

Diversificar a produção

Produção o ano inteiro, mão de obra fixa e qualificada, redução nos riscos, equilíbrio das contas, segurança financeira. Você acha possível um cenário como esse? Com a diversificação da produção, não só é possível como recomendado por especialistas para ampliar a renda de um negócio e trazer a sustentação financeira que tantos produtores e pecuaristas buscam. Quer ver como?

Gado leiteiro, gado de corte, equinos, suínos, aves, café, cana, vinho, flor, feno… As opções de atividades ou culturas que podem ser realizadas e cultivadas em uma propriedade rural são inúmeras. O desafio é justamente conseguir avaliar qual delas é a mais adequada e poderá trazer vantagens ao seu negócio. Segundo o engenheiro agrônomo e consultor na área Juliano Alarcon Fabricio, o primeiro importante aspecto a ser levado em consideração pelo produtor ou pecuarista é perceber que cada propriedade funciona como um verdadeiro sistema individual de produção, com características únicas, exclusivas e determinantes para que o negócio dê certo.

Para isso, Juliano aponta alguns passos a serem seguidos pelo profissional antes mesmo de tomar a decisão de mudar de atividade ou incluir uma nova na produção. E defende alguns conceitos como “universais” quando o assunto é manter a sustentação de qualquer que seja a atividade realizada. “O sucesso está no equilíbrio. E alguns princípios são universais, como aumentar a produtividade com a maior remuneração possível do capital, respeitando o meio ambiente”, opina.

Entre as dicas destacadas pelo consultor para quem deseja diversificar a produção do negócio estão:

1. Traçar um norte

“São inúmeras as propriedades visitadas por nós para fazer o diagnóstico e definir um planejamento. E, nessa avaliação, encontramos as propriedades sem objetivos claros, sem metas de faturamento, sem norte definido. Isso, na maioria das vezes, traz prejuízos aos produtores já que trabalham muito, gastam energia, porém, na direção incorreta, não trazendo resultados positivos.”

2. Capacidade de investimento

Cada produtor precisa ter um objetivo econômico, e esse será o norte do negócio. Só assim é possível definir o melhor caminho a seguir e os passos mais adequados. Isso sempre respeitando a capacidade de investimento do produtor, é claro.

3. Resgatar a confiança entre técnico e produtor

Contar com o trabalho de profissionais técnicos é fundamental para que o produtor ou pecuarista encontre o equilíbrio para o seu negócio e alcance o sucesso. Essa relação deve ser de respeito e confiança mútuos, sempre.

“Mais importante que a velocidade, é a direção que estamos indo. Vejo como uma sabedoria muito grande as pessoas que entendem e respeitam isso.”
Juliano Alarcon Fabricio, engenheiro agrônomo e consultor

Conhecido como Dr. Pastagem, Juliano presta, há mais de 10 anos, consultoria e ministra palestras a profissionais do agronegócio sobre fertilidade e adubação do solo, além de temas como agricultura familiar, custos de produção, irrigação de pastagens, planejamento de gestão de propriedades. Pecuaristas de leite e de corte que seguem sua metodologia já apresentaram crescimento de 500 a 1.000% em produtividade e faturamento.

Outro exemplo de diversificação de atividades trabalhado pelo consultor é a integração lavoura-pecuária, com a qual tem sido possível obter resultados bastante positivos: “Selecionamos uma parte pequena de agricultura e a transformamos em pasto. Temos conseguido agregar consideravelmente na renda de produtores, quase dobrando a rentabilidade das fazendas”, ressalta.

Mas as atividades dos profissionais consultados por Juliano são variadas. Como é o caso do pecuarista e médico veterinário Fernando Alves, de 38 anos, que mantém a atividade de pecuária de corte e lavoura de arroz na forma de arrendamento na Estância Santo Antão, em Alegrete, no Rio Grande do Sul. Há três anos, Fernando incluiu aos negócios a produção de feno em cima de uma pastagem de tifton 85, estabelecida na propriedade em outubro de 2015. Ele conta que o fator principal para a inclusão da nova atividade foi a tentativa de reduzir o vazio forrageiro do outono em um sistema de pastoreio baseado praticamente de maneira exclusiva em campos nativos do bioma pampa.

Diversificar a produção
Produção de feno na Estância Santo Antão, em Alegrete, no Rio Grande do Sul

Comercialização de feno

Fernando conta que, a partir dessa safra de feno, a estância vai iniciar também a venda do feno de tifton, implementando dessa forma uma fonte de renda adicional à pecuária. “Esses produtos são selecionados de acordo com a qualidade de cada corte, priorizando o material de melhor qualidade para o comércio. A atividade ainda está longe de cobrir os investimentos feitos, mas como a pastagem de tifton é perene e a área de uso para pecuária é grande, a longo prazo, talvez, possa se pagar, ainda mais considerando o comércio de feno, em alta na região”, explica.

O pecuarista também confidencia que, além de ser um bom negócio, a atividade acabou se tornando “um hobby, uma paixão, de modo que certamente veio para ficar aqui na fazenda”.

E aí na sua propriedade, você também diversifica a produção? Quais atividades são realizadas? Conte sua experiência para nós aqui no blog.

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