Everardo Ferreira Telles conta sobre a história do Grupo Telles

Everardo tem 77 anos, é engenheiro agrônomo com especialização em Economia Rural e usufrutuário com direito a veto e à tomada das decisões no Grupo Telles.

Everardo Ferreira Telles

Confira a entrevista na íntegra do presidente do conselho do Grupo Telles, Everardo Ferreira Telles, sobre como é estar há quatro décadas à frente do grupo, contribuindo para a ampliação, a modernização e a diversificação das empresas

Como é estar à frente dos negócios da família, que já estão na quinta geração?

Na verdade, hoje, o Grupo Telles – anteriormente Grupo Ypióca, até 2012, em função de ser o principal produto do mesmo “aguardente Ypióca” – se encontra na quinta geração tendo seu patrimônio total composto por sete empresas, todas Sociedades Anônimas, já transferido, em iguais proporções, aos meus sete filhos. Dessa maneira, a sucessão já se encontra resolvida, definida através de um acordo societário.

Quais foram as principais dificuldades enfrentadas quando começou a gerenciar os negócios da família? Como foi esse processo de aprendizagem e de tomadas de decisão?

Os desafios foram muitos. Durante o período na universidade, eu trabalhava na única empresa do meu pai. Após três anos formado, em 1970, assumi a direção dessa empresa, Ypióca Agroindustrial Ltda. Dessa data, até recentemente, construí mais seis empresas, nos diversos setores da economia (ver site: www.grupotelles.com).

Como e por que surgiu a expansão e a diversificação dos negócios?

Analisando a economia do país, concluí ser prudente diversificar minhas atividades. Dessa maneira, se uma atividade, por qualquer motivo, não estivesse dando resultado financeiro, poderia ser “socorrida” por outra empresa do Grupo. Porém, essas empresas teriam que ter uma sinergia entre si e teriam que ser verticalizadas. Por que verticalizadas? Porque só assim eu teria total controle de suas atividades e só assim eu poderia oferecer um controle de qualidade aos seus produtos.

Qual é o segredo para o sucesso do negócio por todos esses anos?

Sucesso é uma palavra que todos podemos alcançar. Depende, basicamente, da “coragem de agir”. Mas não só isso. As empresas, com seus negócios, são a imagem de seu dono, que precisa ser humilde, determinado, honesto, cumprir com o que promete, ter no coração amor e compaixão, e seguir a “regra de ouro”, agir com as pessoas assim como gostaria que agissem com você.

Qual recado gostaria de deixar para os outros profissionais do agronegócio brasileiro?

Agir com integridade, que é obrigação de todos nós, e procurar sempre inovar, melhorando ou descobrindo novas tecnologias.

Nós, citando alguns exemplos, trabalhamos há muitos anos com pastagem e culturas de soja e milho, utilizando o combate biológico, produzindo fungos e bactérias.

Produzimos também defensivos naturais, provenientes de óleos vegetais por nós produzidos.

Produzimos, ainda, “bactérias eficientes”, que contribuem para melhorar a conversão alimentar em bovinos de corte e de leite, aumentando a produção. Essas “bactérias eficientes” também são pulverizadas nas pastagens, trazendo dois grandes benefícios, na folha da gramínea, para aumentar a captação de nitrogênio do ar e no solo da pastagem, acelerando a dissolução do fósforo existente e a tornando disponível para as raízes das gramíneas.

Gostou de conhecer essa história? Conte para nós nos comentários qual profissional do agronegócio você gostaria de ver aqui no Pasto Extraordinário.

 

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