Expectativas para o mercado chinês em 2022

O que esperar da demanda chinesa por carnes em 2022?

O papel das exportações de carne bovina na produção brasileira é crescente. Em meio ao cenário de consumo doméstico menor nos últimos anos, sua participação foi fundamental para o setor.

A participação das exportações no escoamento da produção brasileira saiu de 15% em 2010 para 24,1% em 2020 (figura 1).

Figura 1.
Participação das exportações de carne bovina in natura no total da produção de carne brasileira, em tonelada equivalente de carcaça (tec).

*estimativa
Fonte: IBGE / MDIC / Scot Consultoria

O aumento das exportações foi marcado pela crise sanitária vivida pelo rebanho suíno chinês após surto de peste suína africana (PSA) e a redução do rebanho e produção.

O país asiático, maior produtor e consumidor mundial de carne suína, aumentou suas importações de carnes para abastecer seu mercado e, em meio ao cenário, o mercado brasileiro se beneficiou.

Em 2020, China e Hong Kong representaram 65% e 69% do faturamento das exportações brasileiras de carne bovina e suína in natura. E, nessa mesma ordem, 63,5% e 66% do faturamento de janeiro a outubro de 2021.

A importância do mercado chinês para o Brasil é evidente, mas a concentração em um só cliente pode ser arriscada para a cadeia produtiva, como o momento que vivemos em setembro/2021 no mercado pecuário, em meio à confirmação de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB).

Os questionamentos que ficam são: qual é a atual situação da produção suína brasileira e qual é a expectativa da demanda chinesa em 2022?

Produção chinesa e expectativas

A produção de suínos na China está em recuperação e, em 2021, cresceu 2,7%. Apesar do crescimento, está 15,6% menor do que em 2018.

Figura 2.
Rebanho de suínos chinês, em milhões de cabeça.

*estimativas
Fonte: USDA / Elaboração: Scot Consultoria

A retomada da produção em 2021 aumentou a oferta de carne no país e, até outubro, os preços do suíno na China caíram, o que, em meio a um cenário de custos de produção elevados, desestimulou parte da retomada da produção e do alojamento de matrizes em 2022, estimados em 570 milhões de cabeças e 37,5 milhões, respectivamente (figuras 2 e 3).

Figura 3.
Rebanho chinês de matrizes suínas no início do ano, em milhões de animais.

*estimativa
Fonte: USDA / Elaboração: Scot Consultoria

Pensando na necessidade chinesa de importações e no cenário para o mercado brasileiro, após reduzir as importações de carne suína e de frango em 2021 com o aumento da produção local, as expectativas são de aumento em 2022.

Para a carne bovina, as importações deverão crescer em 2021 e, para 2022, devemos ter mais um ano de alta.

Figura 4.
Variação das importações globais chinesas entre 2020-21 e 2021-22.

*estimativas.
Fonte: USDA / Elaboração: Scot Consultoria

Com as expectativas atuais de aumento das importações chinesas, o cenário deverá ser positivo para as exportações de carnes brasileiras.

Felipe Fabbri – zootecnista, me.
Scot Consultoria

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