Fruta-de-lobo ou lobeira… Já ouviu falar?

Muito comum em pastagens, a lobeira, apesar do uso medicinal, é uma das principais plantas daninhas de pastagens.

lobeira

Dando início a uma série de textos sobre plantas daninhas, falaremos sobre a Solanum lycocarpum, que por ser comumente consumida por lobos, é conhecida pelos nomes populares de lobeira ou fruta-de-lobo.

A lobeira possui alguns usos medicinais e pode ser indicada no auxílio do tratamento de diabetes, por exemplo.

Algumas pessoas a confundem com a Jurubeba (Solanum paniculatum), planta cujo fruto é muito usado terapeuticamente e também para consumo humano, seja em forma de conserva ou em forma de fermentação alcoólica, gerando a famosa pinga de Jurubeba.

Prejuízos nas pastagens

Assim como outras plantas daninhas, a lobeira compete com a planta forrageira pelos fatores de crescimento (luz, dióxido de carbono, água e nutrientes do solo), e a consequência disso é a redução da produção de forragem e da capacidade de suporte dos pastos (redução da lotação animal).

E, por ser uma planta arbustiva, ocupa um espaço grande, prejudicando o desenvolvimento da pastagem localizada debaixo de sua copa.

Outra consequência é a impossibilidade de os animais colherem a forragem que está próxima à lobeira em função dos seus espinhos, que por sinal também podem ferir os animais.  

Como identificá-la

Pode-se identificá-la analisando sua taxonomia, a lobeira pertence à família Sonalaceae, essa nomenclatura vem da palavra em latim Solari, que pode ser traduzida como “aliviar” em português, devido às propriedades calmantes de algumas espécies.

Essa é a mesma família do tomate, por exemplo, por isso, o fruto da lobeira lembra o formato do tomate. Porém, uma das formas mais fáceis de identificá-la é por suas flores de pétalas roxas e parte interna (estames) amarelados.

Dependendo do seu tamanho, pode ser classificada como arbusto ou como árvore, podendo chegar a até cinco metros de altura.

lobeira

Folhagem da árvore lobeira.

Seu tronco contém espinhos e é retorcido, típico de uma árvore de cerrado. Já as folhas são compridas e tomentosas, ou seja, cobertas com pelos pequenos e finos.

Regiões de ocorrência

A lobeira cresce e se desenvolve em condições ambientais pouco favoráveis, tais como terras ácidas e de baixa fertilidade. Por isso, essa espécie vegetal se desenvolve facilmente em pastagens degradadas.

Como é capaz de suportar um clima árido e períodos de seca prolongados, a lobeira é comumente encontrada nas regiões de cerrado nos estados do Centro-Oeste e Sudeste, além da Bahia e Paraná.

Como combatê-la

A planta é capaz de rebrotar após ser queimada, portanto, esse método de controle não é o ideal.

Além disso, como essas as plantas possuem estruturas de reprodução vegetativa, elas rebrotam com o corte mecânico, fazendo com que esse também não seja o controle mais indicado, se realizado de maneira isolada.

Dessa forma, uma das formas mais eficazes é o controle químico, que deve ser realizado durante a época das primeiras chuvas, quando as folhas alcançam o tamanho e o vigor adequados para absorver o herbicida.

Uma das tecnologias disponíveis para o controle da lobeira é a Tecnologia XT, que inclui o uso de produtos mais específicos para o controle de plantas duras e que, por ser mais concentrado, facilita o manejo do pecuarista. Outro ponto positivo é que, como não é necessária a mistura com outro diluente, a chance de erro na dosagem é reduzida, bem como o acúmulo de embalagens na fazenda.

Por fim, o uso desse produto traz mais rentabilidade para o produtor, já que ele tem um menor custo por hectare.

Se você está enfrentando dificuldades para controlar a lobeira nos seus pastos, para adquirir os produtos com a Tecnologia XT, é só ir até as revendas e distribuidoras parceiras da Corteva ou entrar em contato com a central de atendimento pelo telefone 0800 772 2492.

E se tiver mais dúvidas sobre a lobeira e os métodos usados para seu controle, deixa um comentário aqui embaixo com o seu contato.

Autora: Marina Zaia – médica-veterinária

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