Inteligência artificial faz a classificação de carcaças de forma confiável

Sistema inovador beneficia pecuaristas, indústria e varejo e possibilita o rastreamento das carcaças.

classificação de carcaças

Um dos gargalos da indústria frigorífica é a classificação das carcaças que chegam do abate. No Brasil, o processo é realizado por um profissional que avalia visualmente cada carcaça. Em outros países, é utilizado o ultrassom, que possui alto custo e necessita de muitas alterações físicas nas plantas das empresas. Ao identificar a necessidade da indústria de ter um processo mais transparente e confiável, a Ecotrace Solutions desenvolveu um sistema considerado inovador na classificação de carcaças.

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Segundo Flavio Redi, CEO da Ecotrace, é feita a instalação de uma balança após o atordoamento, o que permite o uso de um dado que antes não existia para a conferência. Para classificar as carcaças, a plataforma utiliza inteligência artificial. São instaladas câmeras em pontos estratégicos da planta frigorífica e, a partir de um padrão de algoritmos criados pela Ecotrace, o sistema é capaz de classificar o acabamento, identificar falhas operacionais e contusões. Os algoritmos também podem ser alterados de acordo com as especificações técnicas da empresa. “Tudo é interligado com o sistema do frigorífico. No final do dia, o processo é auditado para analisar as diferenças entre o trabalho humano e o da máquina. Quando o resultado da máquina com inteligência artificial passar a ficar satisfatório, será necessária apenas a supervisão de um profissional”, explica.

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Flavio destaca que a plataforma beneficia os pecuaristas, a indústria e o varejo. Confira os benefícios para cada público:

Pecuarista

– Possibilidade de saber o peso após o atordoamento;

– Acesso a aplicativo que avisa o início e o fim do abate, disponibilizando dados do romaneio ao finalizar o lote e fotos de todas as carcaças;

– Classificação das carcaças de maneira imparcial pela inteligência artificial, minimizando os conflitos de informações entre o produtor e o frigorífico. Com a classificação correta, pode haver maior rendimento.

Indústria

– Mais segurança na classificação das carcaças;

– Previsão de estoque antecipada. Hoje, só é possível prever o estoque após a desossa;

– Monitoramento das falhas operacionais em tempo real;

– Monitoramento das contusões com mais assertividade.

Varejo

– Acesso às fotos das carcaças;

– Possibilidade de rastreabilidade pela geração de evidências, o que deixa o processo mais transparente, facilitando acordos comerciais e questões regulatórias;

– Tecnologia blockchain para trazer confiança para todos os elos da cadeia. 

 “A classificação passa a ter uma assertividade maior. Com isso, o pecuarista, que está sendo bonificado por qualidade, passa a ter um diferencial. Por outro lado, o produtor que não teve um desempenho adequado poderá ter um rendimento menor. O que podemos garantir é que a máquina acerta mais do que um humano, apontando assim a classificação com assertividade de mais de 90%. Fotografamos todas as carcaças, possibilitando,assim, ao produtor checar seu lote visualmente e verificar como foi o comportamento dentro da indústria. Sem inteligência artificial, não teria como sistematizar esse processo”, ressalta Flavio.

Atualmente, o sistema está funcionando em duas plantas de bovinos, e, para este ano, a previsão é de instalar a plataforma em 15 locais. O investimento para implantar o sistema depende dos módulos a serem instalados e pode variar entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por planta. O nível de automação e a complexidade da planta influenciam o custo. Em relação aos avanços do sistema, Flavio conta que a Ecotrace tem investido muito nas ferramentas, principalmente nos aspectos de rastreabilidade e classificação. “Firmamos parcerias com pesquisadores para evoluir ainda mais os algoritmos”, acrescenta.

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