Mães: exemplos de superação no agronegócio e na vida

Conheça a história de uma mãe que inspirou a filha a continuar os negócios da família

Mães, esposas, trabalhadoras do campo e, de repente, sucessoras. Cada vez mais as mulheres, que antes eram vistas apenas como coadjuvantes no meio rural, são protagonistas de suas histórias. Muitas delas têm se destacado nas atividades relacionadas com o agronegócio.

Jocasta Gonçalves da Silva, 32 anos, pecuarista de gado de leite em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, é um exemplo de determinação, força e coragem. Ela está à frente da Fazenda Três Irmãos há pouco mais de três anos – e os resultados já são surpreendentes.

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O começo

Filha de agricultores, Jocasta sempre viu sua família trabalhar no campo com plantação de fumo e gado de corte. Quando tinha 18 anos, seu pai, José Wagner Cristóvão da Silva, faleceu e ela se viu sozinha com a mãe, a dona Celanir Gonçalves da Silva, para tomar conta da fazenda, pois, um tempo antes, seus dois irmãos haviam partido para tentar a vida na cidade grande.

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“Naquele momento, a minha mãe assumiu a propriedade. Na época, tínhamos poucas vacas e só dava para fazer alguns queijos. Eu ajudava a minha mãe quando eu podia, pois fazia faculdade de Administração”, lembra Jocasta.

Ela conta que se formou em Administração e começou a trabalhar na cidade. Sua vida estava cada vez mais urbana e distante da realidade do campo. Seu círculo de amizades, seu namorado (futuro esposo), enfim, suas atividades eram todas voltadas para a cidade.

Segundo a pecuarista, quando ela se casou, sua mãe estava disposta a vender a fazenda da família, pois não queria nem aguentava mais estar à frente daquele árduo trabalho. Foi então que Jocasta decidiu largar as atividades que tinha no momento para tomar conta da propriedade.

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A determinação

Naquele ano, Jocasta abandonou o seu emprego para assumir o gerenciamento da propriedade. Ela tinha tanta certeza de que iria dar certo que decidiu investir todo o dinheiro que possuía na pecuária de leite e foi morar ao lado de sua mãe.

“Nesse dia, foi possível ver a satisfação e a felicidade estampadas no rosto da minha mãe. Para a dona Celanir, foi uma alegria enorme ver a filha voltar para o campo e acreditar nas atividades da agropecuária. A partir daí, nós começamos a trabalhar, pesquisar, aprender e trocar experiências juntas, pois até o momento tudo era feito com muito amadorismo na propriedade”, ressalta Jocasta.

As dificuldades

O início das atividades e implementações dos processos foram muito difíceis. Jocasta conta que realizava visitas em fazendas vizinhas, buscava auxílio de profissionais da área e, muitas vezes, não era bem recebida, pois muitos deles não faziam questão de ajudá-la. Tudo isso aconteceu durante a gravidez. Ela tinha muitos motivos para desistir e desanimar, mas não foi o que aconteceu.

“Patinei muito no início, mas tudo serviu de aprendizado”, comemora. Pouco tempo depois, conheceu os técnicos da Cooperja e conseguiu alavancar a Fazenda Três Irmãos. “Tivemos ajuda deles na parte reprodutiva, na área de pastagens e na nutrição do gado”, relata.

Quando Jocasta assumiu os trabalhos, ela modificou muita coisa. Mudou a pastagem (que antes era nativa) para o tifton, construiu um galpão de ordenha – que antes era ao pé –, separou as bezerras das vacas e as relocou em piquetes individuais. A pecuarista afirma que já fez várias melhorias, mas ainda falta muito.

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A rotina

Segundo Jocasta, conciliar o papel de mãe com a rotina de trabalho no campo não uma é tarefa fácil, mas o esforço com certeza vale a pena. “Hoje a minha filha, Julia Gonçalves Rosa, tem dois anos de idade. Ao mesmo tempo em que é bem corrido desempenhar todas as funções, é também muito prazeroso, pois tenho a oportunidade de estar ao lado dela. Eu posso ensinar a Julia a amar e respeitar os animais, mostro as qualidades de viver no campo e, também, ensino os detalhes de um trabalho com amor”.

“Tenho muito orgulho de ter chegado aonde cheguei e posso dizer que conquistei o meu espaço no campo. Minha família me deu total apoio nessa jornada, principalmente a minha mãe, que sempre esteve ao meu lado”, diz a pecuarista.

Esse orgulho de trabalhar no campo é compartilhado não somente pelas mulheres da família Gonçalves da Silva, mas também por 90% de 4.157 produtoras rurais entrevistadas, conforme um estudo realizado pela Corteva Agriscience™ em 17 países.

A história de Jocasta e da dona Celanir, assim como de diversas outras mulheres que vivem no campo e administram propriedades e suas famílias por meio de trabalho intenso, nos faz valorizar o propósito da vida e nos inspira, ainda mais, a seguir em frente.

Feliz dia a todas as mães que vão em busca dos seus sonhos e seus espaços. Que nos inspiram, nos ajudam, nos dão colo e acima de tudo, muito amor! Vocês merecem todo nosso respeito, reconhecimento e admiração. Verdadeiras guerreiras que merecem somente coisas boas.

Essa é uma homenagem do Pasto Extraordinário a todas vocês. Muito obrigado!

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