Expectativa de preços firmes para o boi gordo em setembro

O cenário de valorizações fortes continua no mercado do boi gordo, com a ajuda do começo de mês, somando-se às exportações e à oferta limitada de gado.

O cenário de firmeza no mercado do boi gordo continua. A oferta de boiadas curta dita o ritmo do mercado.

A disponibilidade de gado terminado em confinamento, embora tenha aumentado um pouco, não tem sido suficiente para atender à demanda das exportações, que seguem em bom ritmo, e de um mercado doméstico com alguma recuperação.

Um dos motivos da oferta curta de confinamento foi a pouca atratividade do sistema em boa parte do ano, como apresentado na análise Atratividade do confinamento e exportações de carne bovina.

A virada de mês, com a melhoria de escoamento no mercado doméstico, colabora com a força das cotações.

A figura 1 mostra a evolução dos preços do boi gordo e da carcaça bovina no mercado atacadista em São Paulo. O animal terminado tem subido desde maio, após o final de safra tímido.

Os preços no mercado atacadista aceleraram a partir de junho. Na última semana, houve alta de 6,2% para a cotação do boi casado, na comparação semanal.

Figura 1.
Preços do boi gordo (eixo da esquerda, R$/@, à vista, livre de imposto) e carcaça bovina (eixo da direita, R$/kg) no atacado em São Paulo.

boi gordo em setembro
Fonte: Scot Consultoria

 Essas valorizações no mercado atacadista ajudam o resultado da indústria que trabalha no mercado doméstico, uma vez que as exportadoras têm a demanda chinesa e o câmbio como fatores positivos.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até a terceira semana de agosto, a exportação de carne bovina in natura teve média diária de 8,2 mil toneladas, um aumento de 33,5% na comparação com o mesmo período de 2019.

Em faturamento, o acréscimo foi de 28,2% na média diária, considerando o valor em dólares, mas cabe o destaque que no mesmo intervalo a cotação do dólar subiu 32%.

No mercado de reposição, a trajetória de alta continua, com valorização de 1,1% na média de todas as categorias e estados pesquisados, considerando a última semana de agosto.

Expectativas

Do lado da oferta de boiadas, a tendência é que ela aumente gradativamente com a chegada de um volume maior de gado terminado em confinamento. No entanto, não esperamos que tal oferta seja suficiente para enfraquecer muito o mercado, mesmo no seu auge, que deve ocorrer entre outubro e novembro.

Para setembro, essa deve ser crescente, mas acompanhada de exportações em bom ritmo e consumo doméstico melhorando, com maior movimentação da economia.

Em resumo, a primeira quinzena de setembro deve ser de preços firmes e com prováveis valorizações nas diversas regiões.

Autor: Hyberville Neto – médico veterinário, msc.

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