Mais caroço de algodão para o confinamento em 2019

O caroço é uma alternativa ao farelo de soja na suplementação proteica de bovinos e os preços tem variado menos que as cotações do farelo.

oferta de caroço de algodão

Este é o segundo ano consecutivo de aumento na área plantada de algodão no Brasil.

Na temporada passada (2017/2018), a cultura cresceu 25,2%. Na safra atual (2018/2019), o incremento foi de 35% na área, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Para o pecuarista, isso significará uma maior oferta de caroço de algodão este ano, ou seja, uma alternativa para a suplementação da proteína no confinamento. Ainda segundo a CONAB, a produção brasileira está estimada em 3,97 milhões de toneladas de caroço em 2019, o que representa 32% ou 961,6 mil toneladas a mais do que o colhido no ano passado, cuja oferta já havia crescido 30,8%.

Essa maior disponibilidade no mercado interno, nos últimos anos, contribui para a manutenção das cotações do insumo, mesmo em momentos de alta do farelo de soja, que é o alimento que compete diretamente com ele na nutrição de bovinos.

Figura 1
Evolução dos preços médios do farelo de soja e caroço de algodão em São Paulo, em R$ por tonelada.

Caroço de algodão 2019
Fonte: Scot Consultoria

Oportunidades para o pecuarista

Considerando que estamos caminhando para o período mais seco do ano, o caroço de algodão é uma opção para substituir o farelo de soja, especialmente para os pecuaristas que confinam bovinos.

Para isso, é importante avaliar a distância do vendedor até a propriedade, pensando nos custos com o frete. Mato Grosso e Bahia são os maiores estados produtores de algodão, sendo que o caroço é bastante utilizado nos confinamentos no Brasil Central e na Região Sudeste.

É preciso checar também os limites ou níveis máximos de inserção do caroço na dieta de bovinos. Para saber mais, não deixe de conferir o artigo “Coprodutos proteicos para uso na alimentação de gado de corte”, com mais detalhes sobre esse assunto.

Outro ponto é o período de disponibilidade do produto no mercado interno. Boa parte da produção brasileira de algodão é feita na segunda safra ou safra de inverno.

Ou seja, o plantio é realizado em janeiro/fevereiro (normalmente após a soja precoce) e a colheita ganha força em julho, que é quando começa a “aparecer” caroço no mercado.

Dessa forma, o pecuarista precisa antecipar as negociações do caroço, para a entrega futura, após a colheita. Isso é feito por meio de um contrato de compra. Essa questão (antecipação) é ainda mais importante em anos de alta de preços do farelo de soja, em que, normalmente, há um aumento na procura por alimentos alternativos, como o caroço.


Autor: Rafael Ribeiro de Lima Filho – zootecnista, msc.

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