Painéis fotovoltaicos e biogás podem aumentar lucratividade do agronegócio

Ao produzir energia, essas alternativas sustentáveis reduzem os gastos com eletricidade e ainda podem gerar mais renda

Painéis fotovoltaicos

O agronegócio é um setor com diferentes possibilidades para aumentar a produtividade de uma propriedade – e, por si só, é capaz de fomentar outros negócios e fortalecer a cadeia produtiva. Uma das formas de aprimorar o rendimento do solo e garantir lucro é investir na instalação de painéis fotovoltaicos e na produção de biogás.

O uso de painéis fotovoltaicos é uma alternativa interessante para aproveitar o solo, promover sustentabilidade e até gerar empregos. A produção de energia solar em conjunto com o solo fértil ainda pode trazer economia à propriedade, já que a eletricidade pode ser usada para irrigar a terra, para o abastecimento de água e até nas cercas elétricas que auxiliam o manejo do gado. Nas fazendas produtoras de leite, o recurso é uma opção para garantir luz às ordenhadeiras e aos tanques de resfriamento utilizados para armazenar o líquido.

Antes considerada uma tecnologia mais cara, hoje a energia solar é mais acessível e tem um grande potencial para contribuir com o desenvolvimento do agronegócio. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o custo do sistema fotovoltaico teve uma redução de 80% nos últimos 10 anos no Brasil. Além disso, o investimento na manutenção é baixo e existem linhas de crédito em diversas instituições bancárias para facilitar sua implantação. 

A instalação dos painéis fotovoltaicos pode ser feita de duas formas: no modelo off-grid ou no on-grid. No sistema off-grid, a propriedade não é conectada a uma rede de distribuição, e o armazenamento da energia que sobra deve ser feito em um banco de baterias, que garantem eletricidade em dias chuvosos e à noite. Já o modelo on-grid permite a conexão com a rede, ou seja, a energia produzida entra na rede de distribuição e o excesso é transformado em crédito para o produtor. A desvantagem é que, se houver falha de energia elétrica, o sistema só voltará a funcionar quando a eletricidade estiver reestabelecida. Para evitar que isso aconteça, é possível instalar, conjuntamente, o banco de baterias e garantir abastecimento em qualquer situação.

– Os painéis são instalados em estruturas ou telhados e reagem com a luz solar;

– O inversor solar, conectado aos painéis, transforma a energia do sol em energia elétrica;

– A energia elétrica produzida vai para o quadro de luz e é distribuída para os pontos existentes na propriedade.

Biogás

Um recurso abundante encontrado em qualquer fazenda com animais é o esterco, que pode ser utilizado para promover a pecuária sustentável a partir da produção de energia, de biofertilizantes e de gás combustível. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), a estimativa é que até 2030 o biogás represente um volume igual ao do sistema fotovoltaico em relação à energia elétrica distribuída, e o agronegócio terá uma participação importante nesse cenário. Atualmente, de acordo com dados do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), a suinocultura produz 14% do biogás nacional e a pecuária de leite, somada a outras atividades, representa apenas 3% da produção.

Da mesma forma como acontece no sistema fotovoltaico, o biogás pode gerar energia elétrica (que pode ser usada para suprir a demanda da própria propriedade). Seu excedente vira crédito junto à empresa de distribuição. O biodigestor, tanque que transforma os dejetos em biogás, ainda contribui para manter os estábulos limpos e para a reutilização da água da lavagem desses locais (usada para carregar os dejetos para o tanque). Outro benefício é a produção de biofertilizantes, que melhoram a produtividade do solo e ajudam a recuperar áreas degradadas, reestabelecendo sua matéria orgânica. A tecnologia ainda diminui os impactos da pecuária no meio ambiente ao dar destino para os dejetos dos animais.

Com o aprimoramento das tecnologias, o sistema ficou mais barato e eficiente ao longo dos anos. O incentivo do governo, com a abertura de linhas de créditos específicas, facilita a implantação da estrutura necessária para produzir o biogás.

– Um primeiro tanque recebe os dejetos para homogeneizar o efluente;

– Na segunda etapa, o dejeto vai para o biodigestor, que contém um substrato de fermentação para produzir o biogás. Considerado um material poluente, o esterco cria, entre outros gases, o metano (CH4). A manta de PVC retém o gás resultante.;

– A queima do CH4 junto com o oxigênio dá origem à energia, que, por sua vez, é usada no funcionamento do motogerador que produz eletricidade.;

– O gás também pode ser purificado para se transformar em gás combustível.;

– O resíduo final pode ser usado como adubo orgânico.

 

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