Pecuaristas de Rondônia atingem produtividade de quatro arrobas por hectare ao ano

Presidente do Sistema Faperon/Senar-RO acredita que, com tecnologia e estratégia, é possível superar essa marca

O programa Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Corte conseguiu elevar a produtividade de pecuaristas em Rondônia. A média de produtividade dos assistidos pela ATeG atingiu a marca de quatro arrobas por hectare ao ano, de acordo com Hélio Dias de Souza, presidente do sistema formado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). “Contudo, pelo potencial apresentado pelos produtores assistidos pela ATeG Corte, pode-se alcançar uma produtividade bem mais alta, com nível tecnológico e estratégia bem sucedida”, afirma Souza.

O que é o ATeG Corte?

De acordo com Souza, “a ATeG Corte tem como objetivo implantar um modelo de gestão e operação de assistência técnica continuada aos produtores que englobe todos os processos da cadeia produtiva, desde a realização de ações técnicas efetivas até os processos de gestão do negócio, buscando proporcionar a evolução socioeconômica da família, com responsabilidade ambiental”.

Hoje, o programa ATeG atende 260 propriedades em Rondônia – que, ao todo, somam um rebanho de 70 mil cabeças de gado. Quando foi criado, em 2018, o atendimento era realizado em 70 propriedades distribuídas em três cidades e contava com três profissionais de campo. 

Agora, oito médicos veterinários atuam como consultores na pecuária de corte, atendendo a mais de 200 pecuaristas. No total, o programa ATeG presta assistência a 1.860 produtores em oito diferentes cadeias produtivas. Mais de 60 técnicos dão essa assessoria especializada para os produtores.

Na prática, segundo Souza, a assistência prestada pelos consultores é focada na transferência de tecnologias aplicáveis e no controle de gestão no negócio em cada empreendimento vinculado ao programa. O objetivo da ATeG Corte é, ainda conforme Souza, buscar uma adequação produtiva e de gerenciamento capaz de trazer resultados econômicos e renda para as propriedades rurais assistidas.

“A metodologia implantada pelo programa ATeG Corte está diretamente relacionada à qualidade e à periodicidade dos serviços prestados. As visitas às atividades do corte são realizadas com grupos de 30 produtores selecionados e desenvolvidas por metas. O profissional realiza o atendimento nas propriedades todos os meses, com visitas de quatro horas de duração, levantando informações produtivas, ambientais, sociais e econômicas”, explica.

Desafios

Para Souza, o maior desafio encontrado pelos profissionais de campo da ATeG na cadeia produtiva de corte é quebrar o paradigma do tradicionalismo por parte dos produtores na implantação de um sistema de manejo adequado para a evolução socioeconômica. “Esse padrão tradicional vem passando de geração para geração, criando, com isso, uma barreira que o técnico às vezes não consegue romper”, afirma.

Souza ainda complementa que Rondônia passa por transformações do antigo sistema produtivo na pecuária para um novo modelo que, segundo ele, é pautado na melhoria da qualidade de pastagens, no melhoramento genético e dos índices zootécnicos, sem deixar de lado a sustentabilidade dos empreendimentos e o bem-estar animal.

O que diz o produtor?

Alysson Ari Dal Toé Matos, representante de uma pecuarista atendida pela ATeG, a produtora Alice Dal Toé, da Fazenda 3 Marias, conta que o principal ponto positivo do programa para a produtividade da propriedade foi o planejamento. “Tanto o planejamento das tarefas quanto dos números: resultados e investimentos”, afirma. 

Todos os meses, Matos recebe a visita dos profissionais da ATeG que, de acordo com ele, apresentam propostas e novas metas, além de vistoriar as metas antigas. 

Eles também fazem o levantamento das informações – como quantidade de animais, despesas e investimentos – e o levantamento dos resultados.

Matos revela que o conhecimento dele sobre os números do negócio melhorou após a atuação da ATeG na fazenda. “Algo que fazíamos muito pouco antes de termos esse suporte”, explica. 

O representante afirma também que se sente mais qualificado, pois passou a ter uma visão mais realista quanto à capacidade de implementar novos projetos na propriedade rural e também em relação ao prognóstico de saldos necessários à administração.

Matos demonstra animação ao vislumbrar o futuro da produtividade na fazenda. “Agora sei o que posso implantar e consigo prever esses resultados. Já estamos elaborando novos projetos que serão com certeza um sucesso e, assim, vamos melhorando nossos resultados”.

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