Primeiros pastejos: pontos importantes!

Os cuidados nesta etapa garantem uma boa formação e a longevidade das pastagens.

Os cuidados e manejos no primeiro pasto, também chamado de pastejo de desnate, refletem-se na maior produção animal, uma vez que está ligada diretamente à longevidade do pasto e, consequentemente, ao retorno econômico do produtor.

Os cuidados nos primeiros pastejos garantem uma boa formação da pastagem, o que resulta em um pasto com altura e cobertura uniformizadas.

Esses pontos de atenção incluem a altura correta para a entrada e saída dos animais, a taxa de lotação adequada e equipamentos suficientes em lugares estratégicos, como os comedouros, bebedouros e cercas.

Na Tabela 1, apresentamos as alturas de entrada e saída de animais nas pastagens para diferentes espécies de plantas forrageiras.

Tabela 1.
Altura de entrada e saída de animais em pastos utilizando o manejo rotativo para diferentes espécies de plantas forrageiras.

Nome popular

Altura de entrada (cm)

Altura de saída (cm)

Capim-mombaça

90

30 a 50

Tanzânia ou capim-colonião

70

30 a 50

Capim-elefante

100

40 a 50

Braquiarão ou capim-marandu

25

10 a 15

Xaraés (MG-5)

30

15 a 20

Decumbens ou braquiarinha

35

15 a 25

Tifton-85

25

10 a 15

Capim coast-cross

30

10 a 15

Florakirk

30

10 a 15

Fonte: adaptado de DA SILVA et al., 2008.

Uma maneira eficiente para o controle de entrada e saída de animais é por meio da mensuração da altura do pasto, que pode ser feita com uma régua específica.

É importante ressaltar que, no caso do primeiro pastejo, é indicado que os animais entrem na área quando o capim atingir de 75% a 80% da altura recomendada normalmente. A saída dos animais também é feita um pouco antes, com 15% a 20% acima da altura de saída recomendada, para poupar a planta.

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Esse manejo com um pastejo mais precoce evita a brotação das pontas das pastagens, com formação e cobertura mais homogêneas e maior vigor do capim, diminuindo a competitividade das plantas invasoras em relação à pastagem. Dessa forma, é estimulado um pasto com bastante folhas, poucos colmos e material morto, o que favorece o desempenho animal.

Outro ponto importante é que a entrada dos animais ocorra de 40 a 75 dias após a germinação, dependendo da espécie forrageira.

Em relação aos animais, o ideal é a utilização de animais mais leves nas áreas de primeiro pastejo, de modo a evitar danos às pastagens e a compactação do solo.

A taxa de lotação também deve ser levada em conta para que haja um controle de demanda e oferta de pasto. Caso haja uma maior taxa de lotação, a degradação do pasto será favorecida, ao passo que uma menor taxa de lotação favorece a subpastagem.

Um outro ponto que resulta na heterogeneidade do pasto é o número e a localização de comedouros e bebedouros, visto que as áreas próximas a esses equipamentos são degradadas mais rapidamente que as demais.

Dessa forma, a utilização de bebedouros artificiais e de comedouros bem distribuídos favorece uma homogeneidade maior de pasto. Além disso, esses equipamentos, incluindo as cercas, devem ser estruturados antes mesmo do plantio, para que não resulte em um crescimento excessivo de capim e, consequentemente, no acamamento do capim.

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Por fim, os cuidados e manejos descritos acima visam melhorar o desempenho da planta forrageira nos primeiros pastejos, que são cruciais para a longevidade e o vigor do capim. É importante destacar que os principais pontos estão relacionados à presença do animal na área e aos cuidados para não se exercer forte pressão de pastejo e prejudicar o desenvolvimento da planta.

Referências
AGUIAR, D. Primeiro pastejo. Acesso em: 02/12/2020 < https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/18736194/podcast-primeiro-pastejo>.

CEZAR, E. Etapas para formar bem uma pastagem. Acesso em: 02/12/2020 <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/8353124/etapas-para-formar-bem-uma-pastagem>.

DA SILVA, S. C., DO NASCIMENTO JÚNIOR, D., EUCLIDES, V. B. P. Conceitos básicos, produção e manejo. Ed. Viçosa: Suprema gráfica e Editora Ltda., v.1, 115p., 2008.

PELUSO, E. P. et al. Formação de pastagem – Aspectos além da escolha das sementes. Acesso em: 02/12/2020 <http://www.gerentedepasto.com.br/noticia/6/formacao-de-pastagens-aspectos-alem-da-escolha-das-sementes>.

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