Produtos sustentáveis e com procedência comprovada conquistam cada vez mais consumidores

Valor agregado será o grande diferencial no mercado, de acordo com Delair Bolis, presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

Produtos sustentáveis e com procedência comprovada conquistam cada vez mais consumidores

Uma pesquisa da IBM, em parceria com com a National Retail Federation (NRF), apontou que consumidores estão dispostos a pagar em média 35% a mais por produtos sustentáveis e de procedência transparente. Para se aprofundar no assunto, o blog Pasto Extraordinário entrevistou o presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia – Delair Bolis.

De acordo com Bolis, esse dado interfere no dia a dia do pecuarista e de todos os produtores do agronegócio, pois influencia em como o produtor vai se diferenciar no mercado trazendo serviços e soluções para melhorar o bem-estar do animal, ser sustentável e oferecer um produto final com qualidade e informações e com o propósito de marca para o cliente.

Bolis avalia que, além da exigência cada vez maior, o consumidor também está conhecendo mais sobre o produto que está comprando.

“A responsabilidade da cadeia fica evidente no posicionamento desse consumidor e se reflete em práticas que contribuem com o conceito de que o bem-estar animal ajuda a prevenir doenças e a faz com que os animais respondam melhor aos tratamentos – quando necessário. Assim, garantem a sanidade e, consequentemente, um produto final de qualidade que protege também a saúde das pessoas, utilizando melhor os recursos naturais e cuidando do meio ambiente”, afirmou.

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Produto de valor agregado

Bolis acredita que, para gerar mais valor agregado ao produto e se destacar no mercado, a principal aposta para o setor do agronegócio é a inovação aliada à mudança do modo de pensar, o que, segundo ele, inclui a utilização de serviços e de ferramentas que identificam, monitoram e rastreiam a saúde do animal produzido.

Além disso, essas ferramentas, como o monitoramento, trazem conveniência ao produtor, já que ele consegue ter acesso a informações de onde estiver, o que antes só era possível se ele estivesse presente em sua propriedade.

“Isso tudo gera um valor agregado aos seus produtos porque, além de estar cuidando do animal, também está seguindo as exigências que atualmente os consumidores possuem, como mostra a pesquisa da IBM. As pessoas estão priorizando empresas que são sustentáveis, transparentes e alinhadas com seus principais valores ao tomar decisões de compra e, por isso, estão dispostas a pagar mais e até mudar seus hábitos de consumo, pelas marcas que acertam nisso”, explicou.

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 Rastreabilidade = diferencial

Outro elemento do levantamento que Bolis considera interessante é o fato de que as empresas precisam se diferenciar para ganhar mais confiança dos clientes. Ou seja, necessitam passar informações detalhadas dos produtos com transparência e rastreabilidade.



Consumidores buscam cada vez mais informações detalhadas sobre a procedência animal

“Eu também acho que precisamos falar mais do que e como fazemos. Permita-me citar um exemplo: de 1990 a 2019, a pecuária brasileira aumentou a produtividade em 169%. Reduzimos a área de pastagem em 15,5%, e o abate de animais acima de 36 meses é de menos de 6%, atualmente, contra mais de 50% em 1990. E o mais importante: toda a tecnologia usada – que organizações como Corteva Agriscience™ e MSD ajudam a democratizar – evitou o desmatamento de 270 milhões de hectares. Precisamos comunicar mais assertivamente e proativamente tudo isso”, afirmou Bolis.

Futuro da agropecuária

Considerando a pesquisa da IBM, que identificou quanto o propósito da marca supera o custo e a conveniência para os compradores de hoje, Bolis analisa que, a médio prazo, as empresas e os produtores de alimentos vão precisar investir cada vez mais em inovação e no uso de tecnologias que apresentem informações e que mostrem a jornada completa aos consumidores.

“Na agropecuária, a tendência é aplicar no campo, cada vez mais, soluções e serviços de gestão do dia a dia, principalmente aquelas voltadas ao monitoramento e rastreabilidade, que atuam no tratamento individualizado do animal e ajudam no planejamento da fazenda, trazendo a inovação para o negócio e, com isso, permitindo gerir recursos, assegurar o bem-estar dos animais e agregar valor aos produtos. Precisamos maximizar a oportunidade da diferenciação e da democratização da tecnologia”, explicou.

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Democratização da tecnologia

Bolis pontuou que 70% dos alimentos consumidos pela sociedade são provenientes de pequenas e médias propriedades. Portanto, segundo ele, a aceleração da democratização da tecnologia vai melhorar a produtividade.

“Com isso, não vamos alimentar o mundo com aumento de produção, mas sim com aumento da produtividade, o que levará a um aumento do volume produzido”, afirmou.

Bolis passou 15 anos fora do Brasil e voltou há quatro anos. Ele contou que percebe com orgulho e satisfação que o país está dando passos largos e velozes em relação às principais inovações tecnológicas – como a integração lavoura-pecuária, o uso de insumos naturais, o menor uso de água e baixo carbono, o rastreamento da cadeia e o uso da precisão nos processos de produção – que estão mudando o agronegócio:

“Acredito que esse caminho transparente e sustentável trará também contribuição na cadeia como um todo: colaboradores que trabalham mais engajados, sabendo que possuem um propósito positivo, tendem a ser mais produtivos, já que contribuem para a construção de um legado”.

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Investimento da MSD Saúde Animal em transformação tecnológica

“Acreditamos em iniciativas inovadoras e tecnológicas para continuar nos diferenciando no mercado de saúde animal. Há alguns anos, a empresa passou a entender a importância de trilhar essa jornada para oferecer uma experiência ainda mais completa e positiva para os seus clientes, impulsionando a produtividade do negócio de tecnologia e ciência”, disse Bolis.

De acordo com ele, desde 2019, a MSD Animal investiu globalmente mais de US$ 4 bilhões na compra de empresas e startups de tecnologia. A nova unidade de negócios criada neste ano é a MSD Saúde Animal Intelligence. “Ela tem como foco maximizar a efetividade do uso de dados gerando insights para os produtores, para a sociedade e para a MSD, além de fortalecer o trabalho voltado ao bem-estar animal e Saúde Única (OneHealth), integrando sanidade e sustentabilidade entre animais, seres humanos e o meio ambiente”, afirmou.

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Identificação, monitoramento e rastreamento

De acordo com Bolis, as etapas de identificação, monitoramento e rastreamento objetivos em comum: garantir o bem-estar aos animais, tornar a produção mais sustentável e lucrativa e atender às exigências do consumidor sobre o produto final.


Identificação, monitoramento e rastreamento dos animais são fundamentais dentro da agropecuária sustentável

“Cada etapa possui a mesma importância, mas são diferentes e é importante que sejam realizadas individualmente. Elas nos permitem individualizar as análises, as decisões e ações, valorizando ainda mais o retorno sobre o investimento realizado”, explicou.

Esses três passos juntos, segundo Bolis, permitem promover a sinergia entre a inteligência de dados e a saúde animal. Dessa forma, as informações coletadas em cada uma das fases se transformam em conhecimento e em medidas efetivas de prevenção, de cuidado e da promoção das boas práticas no campo. “Além disso tudo, claro, promove a saúde também para as pessoas”, concluiu Bolis.

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