Saiba qual é o seu perfil de investidor no mercado financeiro

A melhor opção de investimento varia conforme o valor disponível, tempo de aplicação e nível de risco

perfil de investidor

Investir no mercado financeiro pode ser uma excelente alternativa para quem quer fazer o dinheiro render mais. Existem diversas opções, e a escolha depende do perfil de quem está investindo. O economista Marcelo Andrade Ferreira, autor do livro “Manual Básico de Análise Econômica”, explica que é importante refletir de maneira realista sobre as expectativas em relação ao investimento. É preciso levar em consideração seus objetivos, o valor inicial a ser investido, os aportes subsequentes, o prazo da aplicação e a taxa de juros que será obtida. “Para se ter um bom investimento, é importante ter expectativas adequadas e realistas, pois a formação de patrimônio através do mercado financeiro é um processo gradual e que requer consistência, assim como ocorre, por exemplo, na pecuária”, destaca.

Descubra se o seu perfil de investidor é conservador, moderado ou arrojado

O especialista aponta que o perfil de investidor está relacionado ao tamanho do risco que ele está disposto a se submeter.

Perfil conservador: busca um ganho constante com menos riscos.

Perfil moderado: busca melhores rendimentos a longo prazo.

Perfil arrojado: busca aumentar o potencial de ganho, mesmo com o risco de perder dinheiro em algum momento.

Depois de definir seu perfil, o futuro investidor deve escolher a opção de investimento considerando os diversos bancos e corretoras que existem no mercado. A orientação é investir somente em aplicações nas quais seja possível entender efetivamente seu funcionamento e suas regras.

“Em linhas gerais, as opções de investimento no mercado financeiro são classificadas em renda fixa e renda variável, sendo que no primeiro tipo há uma rentabilidade mais estável e previsível. Já no segundo tipo, a rentabilidade é mais instável e imprevisível, podendo inclusive ser negativa. Entretanto, a renda variável tem um potencial de retorno mais alto, em função exatamente dos riscos envolvidos. Por isso que no mercado financeiro dizemos que a rentabilidade está relacionada ao risco. Quanto maior a chance de aumentar o lucro, maiores são os riscos”, esclarece Ferreira, que também é professor de Finanças Corporativas do MBA Executivo em Gestão Estratégica de Negócios da Faculdade Santíssimo Sacramento (BA) e educador financeiro da TopoMoney Educação Financeira.

Se você já é um investidor, Marcelo aconselha a analisar os atuais investimentos e pesquisar alternativas constantemente devido ao cenário econômico atual, no qual a taxa SELIC está na mínima histórica e pode chegar a 4% em 2020. Isso significa que a renda fixa corre o risco de rentabilizar os investimentos em um percentual abaixo da inflação, causando a perda de poder aquisitivo do dinheiro investido.

O risco de ter prejuízo sempre está presente, e, para minimizá-lo, Marcelo salienta que é essencial não assumir mais riscos do que o necessário e controlar o ímpeto de obter ganhos elevados o tempo todo. Também é fundamental buscar bancos e corretoras reconhecidos pelo mercado como instituições sérias, ficar atento ao custo das taxas administrativas e pesquisar constantemente sobre o mercado financeiro brasileiro.

Tempo de aplicação depende do objetivo do investimento

Ter em mente qual o objetivo do investimento é fundamental para saber qual a melhor opção. Para uma emergência, a aplicação mais adequada será a de curto prazo (até dois anos). Já o investimento de médio prazo, como comprar um carro, pode durar até cinco anos. Por fim, o de longo prazo, que pode envolver a compra de um imóvel, por exemplo, é acima de cinco anos.

Curto prazo: mais segurança e liquidez, porém, rentabilidade menor. Exemplo: Tesouro Direto ou Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Médio prazo: menor liquidez, rentabilidade maior. Exemplo: Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Longo prazo: mais riscos e melhor rentabilidade. Exemplo: Debêntures (títulos emitidos por empresas – em que o investidor recebe o valor emprestado acrescido de juros).

“É possível aumentar os riscos gradativamente, buscando rentabilidades maiores com investimento de parte dos recursos em fundos multimercado, ações e outras modalidades menos seguras, mas com maior potencial de retorno. Quanto maior o prazo, maior a chance de que um ativo traga bons retornos após um mês, semestre ou até mesmo um ano desfavorável”, ressalta o economista.

Veja qual é a opção ideal de investimento de acordo com o valor disponível

Marcelo dá alguns exemplos de aplicações conforme o valor disponível para o investimento:

Até R$ 1.000,00 – Tesouro Direto. É uma aplicação nos mesmos moldes de um fundo de investimento, mas com os demais custos em patamares bem menores do que as taxas de administração.

De R$ 1.000,00 a R$ 10.000,00 – É possível incorporar ao Tesouro Direto outras alternativas, como os CDB.

Acima de R$ 10.000,00 – Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito de Agronegócio (LCA) e Fundos de Investimento Imobiliário (FII).

Acima de R$ 1 milhão – O ideal é procurar um especialista para fazer uma análise personalizada e buscar as melhores opções.

Títulos verdes são opção interessante de investimento

Os títulos verdes, ou green bonds, são títulos de dívida que podem ser emitidos por instituições financeiras, não financeiras ou públicas, e seus recursos são destinados para a execução de projetos com responsabilidade ambiental. A novidade é que, no mês de novembro de 2019, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assinou um memorando de entendimento em parceria com a ONG Climate Bonds Initiative (CBI) para a criação do mercado de títulos verdes do setor agropecuário do Brasil. A iniciativa aconteceu devido à edição da Medida Provisória 897 de 2019, conhecida como MP do Agro, que está tramitando no Congresso e define mecanismos de investimento na área rural.

Segundo Marcelo, os títulos verdes são, na prática, debêntures. Ou seja, as empresas emitem títulos de dívida no mercado para captar recursos destinados ao financiamento de projetos ambientalmente sustentáveis. “Entendo ser uma alternativa interessante na medida em que tem o potencial de repetir as taxas já oferecidas pelas debêntures, que em alguns casos estão oferecendo IPCA + 5,5% ao ano. Como o IPCA encerrou o mês de setembro desse ano, por exemplo, com acumulado de 12 meses em 2,89%, teríamos então um retorno bruto de 8,55% ao ano, quase três pontos e meio acima da SELIC. A depender das taxas de juros oferecidas, pode ser uma aplicação rentável, ainda mais pelos bons propósitos envolvidos na aplicação dos recursos captados por esses títulos”, acrescenta.

perfil de investidor

Marcelo Andrade Ferreira, economista, professor de Finanças Corporativas do MBA Executivo em Gestão Estratégica de Negócios da Faculdade Santíssimo Sacramento (BA) e educador financeiro da TopoMoney Educação Financeira. Autor do livro “Manual Básico de Análise Econômica”, da Editora InterSaberes. Funcionário do Banco do Nordeste.

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