Retrospectiva 2021: veja os assuntos que foram destaque no ano

Selecionamos algumas reportagens para relembrar como foi 2021 no Pasto Extraordinário

Ao longo de 2021, o blog Pasto Extraordinário publicou diversas reportagens que trouxeram à tona assuntos relevantes para os pecuaristas e produtores rurais. Mercado, sustentabilidade, tendências, manejo e pastagem, nutrição e sanidade, boas práticas, o destaque das mulheres no agronegócio, histórias da vida no campo, análises e dicas para os pecuaristas pautaram as temáticas do nosso blog. 

Nossa intenção é sempre trazer conteúdo de qualidade, que faça diferença no dia a dia dos nossos leitores e que possa contribuir para melhorar a produção agropecuária. 

Considerando tudo o que foi produzido no ano passado, tivemos a certeza de que 2021 – apesar dos desafios enfrentados não só pela pandemia, mas também pela seca histórica que atingiu o Brasil – merece uma retrospectiva de reportagens mostrando os resultados positivos e os relatos inspiradores que passaram pelo Pasto Extraordinário.

Confira a Retrospectiva 2021 e relembre os temas mais importantes do ano.

Janeiro

Mercado do boi começou o ano firme

A oferta restrita de boiadas manteve as cotações do boi gordo em alta na segunda metade de dezembro de 2020 e, no início de janeiro de 2021, indicava um cenário firme, mesmo com a demanda mais calma típica do mês. Inclusive, o primeiro dia útil no mercado do boi gordo do ano passado (04/01) foi de valorização. Leia a reportagem completa.

Saiba a importância do controle de plantas daninhas nas pastagens

Pelo menos 95% dos bovinos no Brasil são criados em pastagens, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Comparado com o confinamento, o sistema de produção em pasto possui como vantagem um custo menor de produção. Contudo, há muitos cuidados que devem ser tomados para o bom desenvolvimento do capim e do desempenho animal.

Os pontos de atenção incluem as operações, desde a análise de solo e a escolha da espécie forrageira até a semeadura, a adubação, o controle das plantas daninhas e o manejo correto da área (altura de pastejo e taxa de lotação). Saiba mais. 

Fevereiro

Fim do negócio da China no mercado de carnes?

Não é segredo que a China tem sido o vetor das valorizações nos diversos mercados de carnes após o surto de peste suína africana, que começou em 2018 e afetou fortemente a produção do país no período. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a região era a maior produtora e representava 47,8% da produção global na época. Entre 2018 e 2020, a produção de carne suína chinesa caiu 29,7%, passando de 54 para 38 milhões de toneladas em equivalente carcaça, uma redução de 16 milhões de toneladas.

 Leia mais. 

O retorno dos Estados Unidos ao rol de compradores de carne bovina in natura do Brasil

Uma das boas notícias que 2020 trouxe para a pecuária brasileira foi a retomada das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos. A liberação foi dada em fevereiro, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) e pelo Serviço de Inspeção e Inocuidade Alimentar (FSIS, na sigla em inglês), quase três anos depois da suspensão devido à identificação de abcessos provocados por reações no rebanho à vacina contra a febre aftosa.

Em 2017, quando a importação foi suspensa pelos Estados Unidos, fazia quase um ano que o Brasil havia conseguido abrir as portas daquele mercado para sua carne in natura, depois de mais de uma década de negociação. Confira.

Março 

Quanto custa produzir um boi?

Quem responde a essa pergunta é o CUSTObov – sistema desenvolvido pelo pesquisador em economia rural Fernando Paim, da Embrapa.

“Usando o CUSTObov, é possível saber quanto custa a arroba de gado gordo produzida, o bezerro desmamado e qualquer outro produto gerado pela bovinocultura de corte”, afirma Paim, que atuou na Embrapa por quase 40 anos e agora está aposentado.

A ferramenta eletrônica, que tem mais de 19 mil downloads desde sua criação, conforme a Embrapa Gado de Corte, oferece diversas planilhas para controle. Leia mais.

Única pecuarista entre os dez maiores produtores de leite brasileiros fala sobre gestão

Entre os dez maiores produtores de leite do Brasil, há apenas uma mulher: Huguette Guarani. No entanto, ela afirma que esse fato não está relacionado ao gênero. Para Huguette, não existe distinção entre mulheres e homens nesse tipo de atividade.

“Acho que este olhar diferenciado vem sempre de quem está do lado de fora. Eu me sinto acolhida pelos colegas de profissão e reconhecida por ser uma das primeiras a conquistar esse destaque entre os maiores produtores”, afirma a pecuarista mineira de 58 anos – filha de mãe brasileira e de pai francês. Confira a entrevista completa.

Abril

Planejamento: custos da reforma e recuperação de pastagem

O mercado está favorável à pecuária de corte, com preços em patamares elevados para a arroba do boi gordo no país em virtude da baixa oferta de animais para abate e da boa demanda para exportação.

Para o longo prazo (2021/2022), o cenário é positivo, considerando uma oferta de gado para abate crescente em relação aos anos anteriores, mas ainda não é suficiente para derrubar os atuais patamares de preços da arroba. Dessa forma, os frutos dos investimentos feitos na atividade hoje serão colhidos em meio a um ambiente ainda favorável de negociação. Leia mais. 

Corteva inicia programa para recuperar nascentes em comunidades rurais

Investir em uma pecuária mais sustentável, com responsabilidade ambiental e social, é um compromisso fundamental assumido pela Corteva com a Plataforma-S. Além de apostar em boas práticas na atividade pecuária, buscamos cumprir esta missão com iniciativas que promovam o fortalecimento das comunidades rurais e a preservação de recursos vitais para o seu desenvolvimento. Nesse contexto, o recurso que mais exige atenção é a água.

Foi com esse pensamento que a Corteva, a partir do pilar de sustentabilidade da Plataforma-S, deu início ao Programa de Proteção e Recuperação de Nascentes — lençóis d’água formados a partir da infiltração das chuvas no subsolo, que, quando atingem a superfície, constituem-se em fontes de água potável. Saiba mais sobre a iniciativa. 

Maio

Chegada da seca e aumento da oferta de gado

O cenário de oferta um pouco melhor de boiadas, com o fim de safra, permitiu que os frigoríficos pressionassem as cotações. Porém, com o início do período seco, ocorre a redução da disponibilidade de pastagem e o acréscimo da oferta de gado, cenário observado todos os anos. Mesmo assim é bom lembrar que nem todo fim de safra é igual. Leia a análise completa. 

Startup brasileira detecta incêndios precocemente, saiba quais são os benefícios

Detectar incêndios precocemente foi uma solução que a startup paulista Sintecsys colocou em prática em prol do meio ambiente. Incêndios florestais são uma das principais causas de emissões de CO2 no Brasil.

Quem contou isso para o Pasto Extraordinário foi o CEO da Sintecsys, Rogério Cavalcante. Ele fala sobre a relevância do trabalho desenvolvido pela startup, que pode, inclusive, ser aplicado na agropecuária. “Atingimos em 2021 a marca de 3 milhões de hectares monitorados, sendo 33% (cerca de 1 milhão de hectares) de mata nativa, não havendo diferença entre instalar em áreas de cultivo ou em áreas de preservação”, afirma Cavalcante. Veja a entrevista na íntegra. 

Junho

Uma fazenda pode ser produtiva e sustentável ao mesmo tempo?

Para Mauricio Filho, de Itagibá, no sul da Bahia, essa pergunta deveria ser formulada de outra maneira, tornando-se uma afirmação: “Para ser produtiva, a fazenda deve ser sustentável”. 

Ele ainda completa: “Ninguém depende tanto do meio ambiente para produzir quanto o próprio agronegócio. Por isso, quando o agropecuarista e o meio ambiente trabalham juntos, há uma sinergia – eu respeito o meio ambiente e ele retribui, puxando-me um degrau para cima. Ou eu puxo o meio ambiente para cima e ele me leva junto, com aumento de produtividade”. Leia mais. 

Agropecuária tem saldo positivo na geração de empregos no país no 1º trimestre

O 1º trimestre de 2021 foi especialmente positivo para a agropecuária no quesito geração de empregos no Brasil. Desde 2007,o cenário não era tão efetivo no setor.

Além disso, de acordo com o economista Luiz Eliezer Alves da Gama Ferreira, do Departamento Técnico-Econômico (DTE) da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), a agropecuária foi o segundo setor que mais gerou empregos no país, com alta de 3,77%, ficando atrás apenas da área de construção – que teve 4,98% de alta.

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), referentes ao 1º trimestre deste ano, apontam que o saldo foi de 60.575 novos postos de trabalho. É o melhor resultado para o período desde 2007. Na época, foram criadas 62.245 vagas de emprego. Saiba mais. 

Julho

Pesquisador desenvolve “reconhecimento facial” para bovinos

É mesmo possível fazer o reconhecimento “facial” de bois? Sim! Além de ser viável, é uma inovação que vem sendo desenvolvida no Brasil pelo pesquisador Fabrício de Lima Weber, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Para Weber, a tecnologia – de um modo geral – pode trazer mais agilidade ao campo no manejo dos animais, no processo de pesagem e na classificação de escore de condição corporal. Ao desenvolver o projeto, Weber conta que também levou em consideração a utilização de câmeras robustas, que possam ser instaladas facilmente e adquiridas por um preço acessível. Veja a reportagem completa.

Dia do Pecuarista: agropecuária aumenta o PIB e produtores falam sobre o orgulho da profissão

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no 1º trimestre de 2021, na comparação com o 4º trimestre de 2020, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho. 

A Agropecuária foi o setor que mais contribuiu para esse resultado, registrando um crescimento de 5,7%. Na lista também figuram os segmentos da Indústria (0,7%) e de Serviços (0,4%).

Além disso, o 1º trimestre de 2021 foi muito positivo para a agropecuária no quesito geração de empregos no Brasil. Desde 2007, não havia um cenário tão favorável no setor. Em comemoração a esses números tão positivos e ao Dia do Pecuarista, celebrado em 15 de julho, conversamos com produtores sobre o orgulho em ser pecuarista. Confira!

Agosto

Produtos sustentáveis e com procedência comprovada conquistam cada vez mais consumidores

Uma pesquisa da IBM, em parceria com com a National Retail Federation (NRF), apontou que consumidores estão dispostos a pagar em média 35% a mais por produtos sustentáveis e de procedência transparente. Para se aprofundar no assunto, o blog Pasto Extraordinário entrevistou o presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia – Delair Bolis.

De acordo com Bolis, esse dado interfere no dia a dia do pecuarista e de todos os produtores do agronegócio, pois influencia na forma como o produtor vai se diferenciar no mercado, trazer serviços e soluções para melhorar o bem-estar do animal, ser sustentável, oferecer um produto final com qualidade e informações e com o propósito de marca para o cliente.

Bolis avalia que, além da exigência cada vez maior, o consumidor também está conhecendo mais sobre o produto que está comprando. Saiba mais. 

Pastagem sem infestação: pecuarista da Região Sul relata os resultados com a Tecnologia Ultra-S

A pecuarista Jocasta Gonçalves da Silva, da Propriedade Três Irmãos, em Praia Grande (SC), afirma que a principal mudança no pasto, a partir do uso de produtos com a Tecnologia Ultra-S, foi o controle das plantas daninhas. “A pastagem está sempre bonita e sem infestação”, contou. Ainda destacou que a produtividade da fazenda dobrou e houve economia no custo por área tratada com essa tecnologia.

“Em valores, não sei dizer [de quanto foi a economia], mas aplico sempre na época certa conforme está na instrução. Sempre tenho 100% de efeito e, com isso, o dinheiro aplicado é retornado com a maior produção de pastagem. Assim, consigo colocar mais cabeças de gado por hectare”, explicou. Leia a reportagem completa.

Setembro

Áreas livres de febre aftosa sem vacinação impulsionam o agronegócio

Em maio de 2021, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu seis estados brasileiros como áreas livres de febre aftosa sem vacinação – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia –, 14 cidades do Amazonas e cinco municípios do Mato Grosso. O reconhecimento agrega valor à carne brasileira, possibilitando a exportação para mercados mais exigentes, como Canadá, Coreia do Sul e Japão, a comercialização de outros produtos para os países que já faziam parte da carteira de compradores e também atesta a qualidade sanitária da pecuária do país. Saiba mais.

Como a suplementação proteica no período seco pode melhorar a eficiência dos bovinos em pasto?

A suplementação dos bovinos de corte em sistemas de pastejo é realizada normalmente no período seco do ano para minimizar as perdas da baixa produção e da qualidade da planta forrageira, já que há deficiências nutricionais decorrentes da diminuição da luminosidade e das chuvas, além das temperaturas mais baixas.

O objetivo é suprir as deficiências basais da forragem por meio do fornecimento associado de fontes de nitrogênio solúvel, macro e microelementos minerais e fontes de proteína e energia, possibilitando ganhos produtivos por meio da melhora na conversão da pastagem ingerida na produção animal. Leia a reportagem completa.

Outubro

Herdeiras da empresa Bom Futuro falam sobre o papel da mulher na agropecuária

 Bom Futuro, a maior empresa agropecuária do país, fica em Mato Grosso. Apesar de ter 13 herdeiros, a sucessão da gestão ainda não foi feita, e os quatro sócios fundadores são atuantes nessa frente.

Pensando nas mulheres dentro da empresa, quatro das herdeiras representam as famílias fundadoras no conselho de família. São elas: Aline Bortoli, Kleidimara Scheffer, Leticia Scheffer e Nayara Scheffer. Dayla Mayra Santos Scheffer é uma das herdeiras que atua efetivamente dentro da Bom Futuro, no setor da pecuária.

Em entrevista ao blog Pasto Extraordinário, Dayla contou como é ser mulher e empresária na agropecuária – um segmento predominantemente masculino. Veja como foi o bate-papo. 

Furtos e roubos de gado estão cada vez mais comuns: aprenda a se prevenir

Não é de hoje que quem vive e trabalha na zona rural enfrenta problemas de segurança pública que evidenciam a vulnerabilidade do meio rural e colocam em risco os produtores e seus bens.

As principais ameaças são os furtos e roubos que, de acordo com um estudo feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em 2018, correspondem a 49% e 33% dos crimes cometidos no campo, respectivamente.

Nesses casos, é comum que o objeto dos furtos e roubos seja o rebanho do criador de gado, crime chamado de abigeato. “São vários os tipos de abigeato. Por exemplo, tem o que sangra o animal e retira uma parte da carcaça, deixando para trás a outra parte, e tem o que leva todas as partes, ficando pequenos indícios da sangria como patas ou chifre”, enumera a produtora rural e vice-presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Ligia Buso. Saiba mais. 

Novembro

De olho na preservação do bioma, pecuarista pantaneira aposta na produção sustentável

Depois das graves queimadas registradas em 2020, a seca que já dura meses e o início de incêndios na região colocam os pantaneiros em estado de alerta mais uma vez. Entre eles, porém, há quem se sinta mais preparado para prevenir e lidar com a situação, como a pecuarista e presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), Ida Beatriz Machado de Miranda Sá.

“Neste ano estamos muito mais preparados. Temos um comitê de prevenção e combate aos incêndios no município, tivemos muitas capacitações com brigadistas, temos mapeados os equipamentos em cada uma das propriedades, sabemos o número de pessoas capacitadas e onde há água”, enumera Ida. Confira a reportagem completa. 

Sistema usa inteligência artificial para identificar o período fértil do gado leiteiro

Saber exatamente quando se inicia o cio de vacas leiteiras, possibilitando que a inseminação artificial seja feita no momento certo para potencializar as chances de sucesso e, consequentemente, tornar a fazenda mais eficiente. Essa é uma das principais vantagens da solução trazida para o Brasil pela empresa de engenharia e desenvolvimento de software Radix em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG).

Composto de sensores instalados nas patas dos animais e em uma coleira, o sistema “observa” o movimento, a temperatura e a ruminação do animal para, por meio de análise preditiva, determinar exatamente quando o período fértil se inicia. Ele também é integrado por uma plataforma que pode ser acessada no computador ou no celular e um dispositivo que envia as informações coletadas pelos sensores para a plataforma. Leia mais.

Dezembro

Reação de preços para o boi gordo

O mercado do boi gordo vinha trabalhando em queda após a confirmação dos casos de “vaca louca” atípicos em 4 de setembro e a consequente suspensão da produção de carne destinada à China. Entretanto, na virada do mês, os preços reagiram.

Como a maior parte do gado confinado foi vendida nas principais regiões produtoras em setembro e outubro, a oferta passou a diminuir ao longo de novembro. Somado a isso, o maior ímpeto por compras pelos frigoríficos, em função da proximidade do período de fim de ano, em virtude do aumento do consumo, ampliou a concorrência pela matéria-prima, pressionando as cotações. Leia a reportagem. 

Ano recorde para o mercado de fertilizantes?

Com a crise de desabastecimento geral de fertilizantes, a maior demanda nacional e internacional, a elevação do frete marítimo e o patamar elevado do dólar, os preços dos fertilizantes no mercado doméstico deverão seguir firmes. Uma conjuntura dos fatores contribuiu para essa alta. Confira a análise feita neste artigo.

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