Sistemas corretos de manejo de pastagem e suplementação animal reduzem a emissão de GEEs no meio ambiente

Como o manejo de pasto e a suplementação animal podem reduzir os gases do efeito estufa

O sistema de manejo de pastagem tem se mostrado uma forma eficiente de equilibrar a equação da produtividade com a sustentabilidade, visto que pode contribuir para a mitigação da emissão dos Gases do Efeito Estufa (GEEs). O Brasil apresenta alto potencial para produção de forragem, com a qual os animais podem ser mantidos no pasto o ano inteiro.

O sistema de manejo busca produzir a maior quantidade de forragem possível em determinada área, com maior proporção de folhas jovens em relação a colmos (tipo de caule) e material senescente (folhas secas). Uma boa produção requer principalmente cuidados para que o solo e as plantas tenham boas condições de desenvolvimento, para depois lançar esforços ao ganho animal.

Métodos de pastejo

Existem três métodos básicos de pastejo. Mas, dependendo das condições da região e das propriedades, podem ocorrer adaptações:

  • Contínuo: os animais ficam em uma área determinada, em grande parte criados extensivamente. Tendem a ter menor competição e maior seleção, ou seja, alimentam-se de porções com qualidade superior à média do pasto. Nesse método de pastejo, pode-se manter a taxa de lotação fixa ou pode-se ajustar o número de animais em função da oferta de forragem;
  • Alternado: nesse sistema, o produtor alterna o rebanho em áreas previamente desocupadas destinadas a uso quando o pasto que estiver sendo utilizado entrar em desgaste ou degradação, e até mesmo quando atingir a altura de saída ideal para a forrageira.
  • Rotativo: corresponde à divisão da área de pasto em mangas menores ou piquetes, por meio dos quais os animais alternarão o pastejo em períodos fixos de descanso e ocupação. Existem várias modalidades de pastejo rotativo, incluindo o denominado Voisin. O mais importante no sistema de pastejo é ajuste da taxa de lotação em função da oferta de forragem e observar as alturas de início e fim do período de pastejo em função das características morfofisiológicas do pasto.

 O manejo na mitigação de GEEs

O manejo do pasto por meio do ajuste da taxa de lotação (animais/área) em relação à oferta de forragem de alta qualidade (folhas e caules digestíveis) é a chave para o sucesso da mitigação de GEEs e aumento da produtividade, associado a maior vida útil do pasto, explica o professor Dr. Ricardo Andrade Reis, da UNESP de Jaboticabal.

Para ele, pastos bem-manejados, além da maior produção animal, permitem maior incorporação de carbono/kg de produto (CO2eq de produto), como arroba, kg de carcaça e litros de leite. “No cálculo do Equi CO2/produto consideramos, além das emissões de metano, os valores referentes ao dióxido de carbono (CO2) e de óxido nitroso (N2O)”, conta o professor.

Melhorar a qualidade do pasto impacta diretamente na diminuição de GEEs, pois a produção de metano entérico (de ruminantes) é resultado da degradação ruminal da fibra de baixo valor nutritivo, pondera Reis. Assim, o manejo de pasto que aumente a proporção de folha por caules de maior digestibilidade, ou seja, com mais qualidade nutricional, resulta em menor emissão de metano.

Suplementação da dieta de bovinos

A suplementação da dieta do animal tem sido usada como mais uma ferramenta para aprimorar resultados e gerar menos impactos ambientais. O Dr. Ricardo Reis explica que a adição de proteína, amido, pectina (fibra solúvel) e minerais aumenta o consumo de nutrientes digestíveis e diminui as emissões de metano entérico. “O metano é produzido por micro-organismos denominados Archeas, que capturam o hidrogênio ruminal, reagindo com o CO2, produzindo metano (CH4), que é eliminado principalmente pelo arroto do animal”, detalha o professor.

As condições climáticas nacionais proporcionam condições mais favoráveis ao crescimento de capins tropicais na maior parte do ano, possibilitando a oferta de forragem de alto valor nutritivo, desde que manejados de forma adequada, respeitando a altura do pasto e ajustando o número de animais de acordo com a massa de forragem disponível. Além disso, repor nutrientes do solo para garantir a produção de forragem pastejável e sistema radicular vigoroso pode aumentar a persistência do pasto e fixar carbono, diminuindo as emissões de gases efeito estufa, ressalta Reis.

Plataforma-S, responsabilidade e ação

Os sistemas de manejo e suplementação animal vêm de encontro à postura de vanguarda nacional em relação à pecuária sustentável. Há menos de um ano, o país apresentou metas ousadas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia, e continua na marcha acelerada para cumprir seus compromissos.

LEIA TAMBÉM: O impacto da COP26 no agronegócio nacional

Por isso, foi lançada a Plataforma-S, com metas que contribuem com o meio ambiente e a mitigação de gases. Como exemplo, podemos citar a ousada meta de aumentar a biodiversidade em 10 milhões de hectares de pastagens e ecossistemas naturais em todo o mundo até 2030.

As medidas estão a todo vapor e, na prática, a empresa já reduziu em 231 toneladas a quantidade de plástico na produção de embalagens, graças ao desenvolvimento de produtos concentrados. Com isso, diminui 443 mil quilômetros rodados para distribuir esses produtos, reduzindo a quantidade de CO2 emitido no meio ambiente. Ainda na Plataforma-S, foram realizadas 15 ações ambientais com foco em recuperação de nascentes e reflorestamento e ações no pilar Social, como reforma de escolas e capacitação e distribuição de alimentos.

A Corteva Agriscience™ é uma empresa de agrociência totalmente dedicada à agricultura. Líder no segmento de controle de plantas daninhas em pastagem, que oferece aos agricultores de todo o mundo o mais completo portfólio de insumos do setor, como sementes, proteção de cultivos e soluções digitais para maximizar a produtividade dos agricultores e pecuaristas.

A empresa sabe que cada atitude dentro da lavoura é fundamental para o desenvolvimento da produção e trabalha constantemente no desenvolvimento de produtos e serviços que apoiem os seus clientes em seus negócios.

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2 respostas para “Sistemas corretos de manejo de pastagem e suplementação animal reduzem a emissão de GEEs no meio ambiente”

  1. Avatar Domiciano Ferreira Assis - Espírito Santo (ES) disse:

    Sou Coordenador Pecuaria com experiencias em Pastagens e Herbicidas

    1. Pasto Extraordinário Pasto Extraordinário disse:

      Legal, Domiciano. Conte mais para nós sobre sua experiência 🙂

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