Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio forma 354 produtoras rurais em quase três anos e tem mais de 400 na fila de espera

Cases de sucesso marcam a história de quem participou do curso e assumiu a liderança em projetos em suas propriedades

Criada há quase três anos, a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio (ALMA) tem como objetivo apoiar e incentivar o protagonismo feminino no segmento, melhorar a igualdade de oportunidades e aumentar o acesso das produtoras e pecuaristas à capacitação profissional. Desde 2019, 354 mulheres já passaram pelo curso, de acordo com a gerente de Relações Governamentais da Corteva Agriscience™, Rosemeire Cristina dos Santos.

“Temos muitos cases de sucesso, com egressas da Academia assumindo postos de liderança, criando grupos de mulheres do agro, participando de associações e compartilhando a sua história em eventos”, afirmou Rosemeire. Outro indicador do ótimo resultado da iniciativa é a lista de espera com cerca de 450 mulheres.

A ALMA engloba assuntos como economia do agronegócio, sustentabilidade, inovação, cenários político e econômico, liderança feminina, sucessão familiar, gestão de pessoas, agricultura digital e boas práticas. “Esses temas são abordados visando fornecer as informações necessárias para compreender o momento atual do agronegócio e a sua importância como possíveis líderes”.

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Mulheres no agronegócio

Rosemeire citou um levantamento feito com mais de 400 mulheres pelo Movimento Agroligadas – com o apoio da Corteva, da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi). Segundo a pesquisa, apesar do aumento da visibilidade das mulheres no agronegócio, ainda há espaço a ser conquistado e consolidado.

“De acordo com o levantamento, 93% das entrevistadas têm muito orgulho de trabalhar no campo ou na indústria agrícola. Contudo, quando o assunto é desigualdade de gênero, 64% das entrevistadas acreditam que esse problema ainda persiste no agronegócio, mesmo com 78% afirmando que a situação de hoje é melhor que há 10 anos”, relatou.

Outros dados do estudo apontaram que 26% das entrevistadas são otimistas em relação à equidade de gênero, e que a projeção é de que essa igualdade chegue ao agronegócio em menos de 10 anos.

Porém, para isso acontecer, 90% das mulheres disseram que é necessário dar mais evidência aos projetos de sucesso, aumentar a capacidade de treinamento e conceder acesso ao crédito de forma igualitária para que os investimentos em maquinários, processos e capacitação de profissionais sigam na mesma proporção dos homens. “A resposta da Corteva a essa demanda é incentivar o protagonismo da mulher rural por meio da Academia de Liderança”, afirmou a gerente  de Relações Governamentais.

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Equilíbrio de gênero

Para Rosemeire, a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio está contribuindo para um equilíbrio de gênero no setor. Entretanto, acredita que ainda há espaço para a ampliação da participação da mulher em posição de liderança no agro. Ela disse que muitas alunas da ALMA só se reconhecem como líderes ao avaliarem sua importância dentro da atividade – e isso acontece quando elas já estão na metade da programação do curso.

“O diálogo entre as participantes é sempre de incentivo umas às outras. E isso ajuda a se reconhecerem como líderes”, ressaltou.

Na análise de Rosemeire, as mulheres estão melhorando a gestão na propriedade rural e têm uma visão mais ampla de administração. Conforme a especialista, hoje as mulheres estão mais atentas sobre gestão de pessoas e o uso eficiente dos recursos, da tecnologia e do meio ambiente. “Elas trazem uma preocupação muito grande em relação à comunicação do agro com o setor urbano e a imagem da agropecuária.”

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Confiança e conhecimento

A pecuarista Patrícia Souza Neto Bossi, de Minas Gerais, formou-se na ALMA 2021

A pecuarista Patrícia Souza Neto Bossi, da Fazenda Flor de Minas, em Malacacheta (MG), é uma das formandas da turma da Academia de 2021. A formatura foi realizada virtualmente no dia 26 de novembro.

Patrícia, que também é veterinária, cria gado das raças Tabapuã, Gir e Girolando na propriedade que administra junto com o marido. A fazenda de Patrícia produz uma média de 3,7 mil litros de leite por dia.

A produtora rural e o esposo também faziam silagem de milho e de sorgo na fazenda. Mas, em 2019, começaram a plantar milho em uma escala maior, alcançando 250 hectares em 2021. Esse novo foco de produção foi um grande desafio para Patrícia: “Não sabia como manter o controle de tudo, e a ALMA foi muito importante para me tranquilizar”.

“Com a Academia, adquiri confiança e conhecimento e tive a oportunidade de fazer parte de um grupo em que se discute como ser respeitada, reconhecida e bem-vinda em qualquer lugar ligado ao agronegócio”, contou a pecuarista.

Respeito e competência

A maior dificuldade enfrentada por Patrícia no agro, conforme o relato dela, foi a de se posicionar perante os funcionários para que eles entendessem que ela não era simplesmente a mulher do patrão. “Dirijo os negócios com o meu marido. Formamos uma equipe, e devo ser respeitada”, afirmou.

“A ALMA vem desempenhando um papel importantíssimo na agropecuária, trazendo conhecimentos para pessoas que, muitas vezes, moram na área rural e não têm acesso a este tipo de informação. Nesse curso, nós, mulheres, tivemos a oportunidade de ver, por meio de vários exemplos, como somos capazes de desenvolver nossas funções em nossas propriedades, com confiança e competência.”

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Para Patrícia, o principal conhecimento que a Academia lhe trouxe foi o de perceber que o mundo está seguindo em direção ao aumento de produtividade aliada à sustentabilidade. “Antes, achava que a procura por esse equilíbrio estava muito distante de onde vivo. Mas, não, tudo pode começar a partir de mim. Esse foi um aprendizado que me incentivou a continuar com projetos que eu havia colocado de lado”, explicou.

354 mulheres passaram pela Academia desde 2019

Mulheres unidas no agro

A pecuarista ainda destacou ter formado uma rede de amigas na Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio, por meio da qual as dificuldades, as ideias e as soluções podem ser compartilhadas. “Isso ficou bem marcado durante todo curso: precisamos trabalhar de forma unida.”

Finalizando a conversa com o blog Pasto Extraordinário, Patrícia disse que as mulheres não precisam querer ser melhores do que os homens: “Temos que mostrar que também temos a capacidade de sermos dirigentes no agronegócio e cobrar respeito em nossas profissões”.

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