Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio da Corteva Agriscience

Iniciativa da empresa, em parceria com a FDC e a ABAG, incentiva o protagonismo das mulheres no agronegócio ao disponibilizar capacitação às profissionais do setor

Dia da Mulher Rural

Fomentar o empoderamento feminino no agronegócio, melhorar a igualdade de oportunidades para homens e mulheres, a chamada equidade de gênero, e aumentar o acesso das produtoras e pecuaristas à capacitação profissional. Para atender a essa demanda, a Corteva Agriscience criou a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio, uma parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) e a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

O projeto-piloto da Academia, que teve início em fevereiro deste ano e contou com a participação de 20 mulheres em posição de destaque no agro, foi dividido em três módulos que focam em liderança, boas práticas agrícolas, temas regulatórios, ciência política, sustentabilidade, novas formas de governança e estratégias de gestão.

Capacitação profissional e equidade de gênero

Em uma pesquisa global realizada pela Corteva Agriscience no ano passado, ter acesso à capacitação profissional no agronegócio foi apontado como desejo de 80% das entrevistadas, em um total de mais de quatro mil e duzentas mulheres do setor em 17 países. O levantamento identificou outros aspectos, como as principais barreiras percebidas pelas profissionais para conquistar uma participação plena e bem-sucedida no agro.

No Brasil, por exemplo, 78% das entrevistadas disseram existir desigualdade de gênero no campo e apenas metade considera-se tão bem-sucedida quanto os homens. Além disso, quase 40% relataram ter renda menor que os homens e menos acesso a financiamento.

“A Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio é uma resposta da Corteva Agriscience a essa demanda. O objetivo é capacitarmos essas mulheres para que estejam preparadas para assumir postos de liderança no agro. Mesmo que a participação delas tenha aumentado, a maioria dos postos de liderança ainda é ocupada por homens. Quando falamos isso, não se trata de promover a competição entre gêneros, mas de promover o ganho que a diversidade trará com a participação de todos na construção do futuro do agronegócio”, opina Rosemeire Cristina dos Santos, Gerente de Relações Governamentais da Corteva Agriscience.

Segundo Rosemeire, com a parceria com a ABAG e a FDC foi possível construir um programa totalmente voltado à mulher do agro, com conteúdos e atividades relacionados à agricultura global, à propriedade rural, ao desenvolvimento da liderança e do autoconhecimento, às habilidades fundamentais para auxiliar as profissionais a assumirem postos de liderança e representação no setor.

“No agro, temos mulheres atuando em todos os segmentos, da pesquisa ao consumidor. Mas, em termos de liderança e representatividade, temos muito a crescer. Precisamos elevar essa participação. E a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio é uma resposta da Corteva Agriscience a essa demanda.”

Rosemeire Cristina dos Santos, Gerente de Relações Governamentais da Corteva Agriscience.

Para Viviane Barreto A. Lamego, diretora de Desenvolvimento de Grandes Organizações Privadas da Fundação Dom Cabral, já é possível colher resultados relacionados ao estímulo ao protagonismo feminino no setor com a Academia, como, por exemplo, em espaços de poder, diretorias de associações e cooperativas nas diversas regiões do Brasil, além de capacitação e networking. “Este projeto estimula o protagonismo feminino no agronegócio, isso é, estimula mais lideranças femininas a participarem do processo decisório das organizações e associações. E as pesquisas mostram que a qualidade das decisões tomadas é melhor quando temos equilíbrio de gênero”, argumenta.

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Viviane Barreto, diretora de Desenvolvimento de Grandes Organizações Privadas da FDC

“É importante ressaltar que não tivemos nenhuma desistência ao longo do programa e os projetos apresentados evidenciam a mobilização promovida pelas participantes.” Viviane Barreto, diretora de Desenvolvimento de Grandes Organizações Privadas da FDC

A participação das primeiras alunas do projeto-piloto da Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio superou as expectativas, na opinião de Rosemeire e Viviane. Os projetos desenvolvidos e apresentados durante o curso evidenciaram a mobilização das participantes, além das atividades realizadas, como reuniões com autoridades, cooperativas, associações, criação de grupos de mulheres, seminários e estímulo ao engajamento de cerca de 2.500 mulheres.

“A mudança de conceitos entre as alunas também foi importante. Mesmo sendo produtoras rurais que trabalham no agro, elas não se atentavam às dificuldades que as mulheres têm para atuar no setor. Estavam muito focadas na gestão da propriedade, sem perceber a importância do engajamento nas associações e sindicatos, que atuam na defesa de interesses do setor e as conexões que as ações deles têm com o dia a dia na propriedade rural”, conta Rosemeire.

Janaína Flor de Leles, de 46 anos, “economista por profissão e pecuarista por convicção”, como ela se define, foi uma das alunas participantes da primeira turma da Academia. Um dos principais aprendizados e contribuições ganhos com o curso, na opinião dela, foi o desenvolvimento humano e a capacidade de inspirar outras profissionais a se sentirem seguras nos seus propósitos.  “Por meio do autoconhecimento e do conhecimento do impacto que exercemos com a liderança multifocal, podemos inspirar e transpirar ações que levem um maior número de pessoas a criarem realidades de maior inclusão, realidades de maior liberdade criativa, de pensar o ser humano como o responsável por um amanhã melhor. E isso foi muito bem trabalhado durante as aulas”, conta.

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Janaína Flor de Leles, de 46 anos, “economista por profissão e pecuarista por convicção”

Atuando atualmente no desenvolvimento de profissionais mulheres ligadas à pecuária, Janaína também destaca a importância da responsabilidade de cada uma delas na construção de uma realidade inclusiva de todos dentro do ambiente colaborativo, aspecto ressaltado no curso.

“Isso me fez começar a agir sobre esses temas dentro e fora da porteira, mostrando o quanto podemos fazer e inspirar. Temos falado para outras mulheres sobre a experiência de quem já percorreu o caminho, temos ido ao encontro da comunidade, temos falado com patriarcas e sucessores sobre como é ser mulher no agro e como seria bom se construíssemos uma nova realidade para as que estão chegando agora. Temos falado aos nossos colaboradores sobre a importância que eles exercem nesta inclusão e como ela pode mudar a realidade socioeconômica da região”, explica.

Ações para celebrar o Dia Mundial da Mulher Rural

Neste ano, a Corteva Agriscience patrocinou mais uma vez o Congresso Nacional de Mulheres do Agronegócio e esteve presente no evento com o tema “Juntas, inspiramos o melhor do agronegócio”.

Como parte das ações, foi lançada no último dia 15 de outubro, a websérie “Cultivando as Próximas Histórias”, que traz cinco episódios, gravados em sete países, incluindo o Brasil. Nos capítulos, as mulheres apresentam a relação com a produção rural, as dificuldades e os desafios que fazem do agronegócio seu modo de vida.

Além disso, em uma parceria entre a Corteva Agriscience e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), foi lançado no último dia 14 de outubro, em Brasília, o livro Warriors (Lutadoras), produzido pelas duas instituições, com participação de autoridades renomadas do setor. Os cinco capítulos da websérie e a versão em Português, em PDF, do livro estão disponíveis aqui para download!

A Corteva Agriscience recebeu menção honrosa da ONU Mulheres pelas atividades em prol do empoderamento feminino no agronegócio. A companhia ficou entre as 68 finalistas do Prêmio WEPs 2019, que reconhece e premia as empresas que colocam em prática atividades em prol disso. 

 

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