As plantas daninhas do gênero Sida

É fundamental a identificação das espécies para o controle das plantas do “complexo Sida” nas pastagens

O gênero Sida compreende plantas daninhas consideradas difíceis de controlar e de extensa disseminação nas pastagens. Abrange mais de 170 espécies, ocorrendo intensamente em regiões subtropicais e temperadas das Américas, África, Ásia e Austrália.

No Brasil, as diversas espécies de Sida são conhecidas vulgarmente por “guanxumas”. No entanto, como apresentaremos a seguir, a Sida santaremnensis é, de fato, a guanxuma.

Além dela, outras espécies possuem destaque como plantas invasoras. São elas: Sida cordifolia (malva-branca) Sida glaziovii (guanxuma-branca), Sida rhombifolia (mata-pasto), entre muitas outras.

Embora semelhantes do ponto de vista botânico, as espécies de guanxuma podem diferir tanto em relação à suscetibilidade aos herbicidas quanto ao poder competitivo que exercem nas plantas de interesse econômico, no caso, a pastagem. Elas apresentam alta agressividade em invasão de culturas, sendo muito importante o seu monitoramento e o controle nas pastagens.

Neste artigo abordaremos especificamente as espécies Sida santaremnensis, Sida cordifolia e Sida rhombifolia, popularmente conhecidas como guanxuma, malva-branca e mata-pasto, respectivamente. A espécie vassoura (Sida carpinifolia) já foi abordada neste artigo.

Ocorrência

A guanxuma (Sida santaremsensis) é uma planta invasora muito comum em solos cultivados no país.  Ocorre em quase todo o Brasil, com destaque para os estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Essa espécie é comum tanto em áreas de agricultura como de pastagem, ocorrendo também em ambientes como beiras de estrada e terrenos baldios.

A mata-pasto (Sida rhombifolia) é uma planta daninha nativa do continente americano, com ampla abrangência na América do Sul. No Brasil, essa espécie pode ser encontrada em todas as regiões, com destaque para a região Sul, infestando áreas de pastagem, cultivos anuais e perenes.

A malva-branca (Sida cordifolia) é uma planta nativa da América tropical. Atualmente encontra-se em diversas regiões de clima tropical e subtropical do mundo. No Brasil, ocorre em todos os estados, com maior concentração na Amazônia, Minas Gerais, São Paulo e Norte do Paraná. É uma planta daninha infestante de pastagens e culturas diversas, sendo muito agressiva em solos férteis.

Na agricultura, a disseminação dessas espécies ocorre, principalmente, por meio de sementes germinadas com a movimentação do solo nas operações mecanizadas ou, ainda, daquelas sementes que germinam após diversos manejos feitos à cultura, inclusive químicos.

Nas pastagens, comportam-se como plantas perenes, podendo se estabelecer na área por muitos anos. Outra característica importante é o considerável sistema radicular, principalmente nos casos em que não é feito o devido controle ou a área foi roçada mecanicamente por vários anos.

Características morfológicas

A guanxuma (Sida santaremnensis) é um arbusto perene, que possui flores brancas nas bordas e centro amarelado. Floresce de fevereiro a maio, com suas flores desabrochando após o meio-dia, permanecendo nesse estado por apenas 1 a 2 horas.

Guanxuma (Sida santaremnensis). Fonte: Agrolink

A malva-branca (Sida cordifolia) é um subarbusto perene ereto, que atinge de 50 a 200 centímetros de altura, com toda a planta coberta por pelos brancos e macios. Suas hastes são verde-amareladas e suas flores são amarelo-escuras/alaranjadas, às vezes com um centro alaranjado mais escuro.

Malva-branca (Sida cordifolia)

A mata-pasto, ou vassourinha, (Sida rhombifolia) é uma planta anual ou perene, subarbustiva, ereta e, dependendo das suas condições de desenvolvimento, pode atingir até 150 centímetros de altura. As flores apresentam coloração amarelada, propagando-se por sementes.

Mata-pasto (Sida rhombifolia) Fonte: Agrolink

Prejuízo nas pastagens

As três espécies do gênero Sida são altamente competitivas, podendo dominar a cobertura vegetal e causar o que popularmente é chamado de “capim abafado pelo mato”.

A guanxuma (Sida santaremnensis) é caracterizada por ser uma planta daninha perene com alta capacidade de absorção de nutrientes quando comparada a  outras espécies. Já a malva-branca (Sida cordifolia) caracteriza-se por atingir uma altura maior que as demais, absorver mais luz e diminuir sua disponibilidade para o pasto, prejudicando a produtividade da área.

A mata-pasto (Sida rhombifolia) é a espécie mais disseminada e de controle mais difícil. Essa espécie é hospedeira de doenças virais e dificulta a colheita mecanizada, uma vez que possui caules muito lignificados e resistentes. Além disso, pode ser tóxica para animais de pastejo, em alguns casos, podendo causar graves problemas de intoxicação e acarretar a morte dos animais que delas se alimen­tarem.

Todas elas competem por nutrientes, água e luz, afetando diretamente o desenvolvimento do capim, prejudicando a capacidade de suporte das pastagens e causando prejuízos ao pecuarista.

Vale lembrar que um pasto livre de plantas daninhas pode ter sua capacidade de suporte duplicada ou triplicada quando comparada a uma área infestada.

Controle

O primeiro passo para um bom controle é o monitoramento e a identificação dessa planta daninha.

Devido a sua capacidade de rebrota e por ter, em muitos casos, sistema radicular já bem desenvolvido, recomenda-se o controle químico para essas espécies (Sidas).

É importante ressaltar que a época ideal de controle da guanxuma (Sida rhombifolia) é antes do florescimento, uma vez que a espécie é muito prolífica e intensifica a extração de nutrientes a partir do floresci­mento.

É necessário utilizar um herbicida que tenha seletividade à gramínea forrageira, sendo recomendada a aplicação pós-emergente, quando a planta está em processo de pleno desenvolvimento.

Com isso, a Linha Pastagem da Corteva Agriscience é a melhor solução que você pecuarista pode encontrar. Por atuar até a raiz, essa tecnologia acaba com a matocompetição entre as plantas daninhas e o capim, eliminando a rebrota.

Scot Consultoria

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