Cheirosa (h. Suaveolens): características e controle nas pastagens

A planta daninha Cheirosa, que atinge as pastagens, é encontrada principalmente nas áreas de Cerrado do país.

Neste artigo, abordaremos a planta daninha Hyptis suaveolens, conhecida popularmente como cheirosa.

Outros nomes comuns para a espécie são: alfavaca-de-caboclo, alfavacão, alfazema-brava, bamburral, betônia-branca, betônia-brava, chá-de-França, mentrasto-do-grande, mentrasto-guaçu, pataquera, sambacoite e São-Pedro-Coá.

A H. suaveolens faz parte do gênero Hyptis, que inclui outras espécies como a Hyptis brevipes (hortelã-brava) e a Hyptis lophanta (catirina, fazendeiro, hortelã).

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A cheirosa é uma planta invasora encontrada em pastagens e também em beira de estradas, terrenos baldios e culturas anuais e perenes, como, por exemplo, algodão, seringueira, arroz, café, cana-de-açúcar, etc.

A planta daninha se desenvolve com maior ocorrência nas regiões de Cerrado, portanto, no Brasil Central, Centro-Norte do país e regiões Centro-Oeste e Sudeste, sendo bastante rara nos estados da região Sul do país.

Identificando a planta daninha

A cheirosa é uma espécie herbácea de ciclo anual que pode ultrapassar os dois metros de altura. Apresenta forte aroma, daí o nome popular.

A planta possui o caule ereto, no formato quadrangular, piloso (com pelos), de coloração verde, mas com pigmentação castanho/avermelhada, bastante ramificado e com os nós bem espaçados.

Além do formato do caule (quadrangular), a cheirosa é facilmente identificada no campo por meio da inflorescência (grupo ou cacho de flores dispostas em um caule) do tipo fascículo, com até vinte flores de coloração rósea/roxa.

A cheirosa floresce durante os meses de dezembro a abril e a propagação da planta se dá por meio de sementes.

Na figura 1, apresentamos as características morfológicas da Hyptis suaveolens.

Figura 1.
Características morfológicas da Hyptis suaveolens (cheirosa).

Prejuízos

Não existe nenhum relato de toxicidade para a cheirosa (H. suaveolens) quando ingerida pelos bovinos. Dessa forma, o principal prejuízo para a produção animal está relacionado à perda de eficiência produtiva das pastagens.

Isso ocorre porque toda planta daninha concorre diretamente com a planta forrageira (capim) por espaço, nutrientes, água e luz.

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O grau de competição está diretamente relacionado aos fatores inerentes à planta daninha, tais como a densidade populacional da planta invasora, a sua distribuição na área e aos fatores ligados à pastagem, como espaçamento, densidade de plantio e da própria espécie de capim

cultivado, que, por sua vez, é modificado pelo tipo de solo e pelas condições climáticas.

Dessa forma, se não for feito o controle correto da planta invasora, a produção de capim será afetada e, essa menor oferta de massa verde, impactará todo o sistema de produção de bovinos de corte e leite por meio da menor capacidade de suporte do pasto, além de uma alimentação de menor qualidade.

Controle em pastagens

O controle da planta daninha pode ser feito por meio da roçagem com roçadeiras mecânicas ou manuais, como foices ou facões.

No entanto, a roçagem por si só não é um método eficaz de controle, já que elimina somente a parte aérea da planta, fazendo com que as raízes fiquem ainda mais vigorosas.

Dessa forma, o controle químico pode ser uma alternativa bastante interessante. E, como opção para o controle dessa planta daninha em pastagens, o pecuarista pode desfrutar da nova Tecnologia Ultra-S da Corteva Agriscience, que controla a cheirosa e outras plantas daninhas anuais, bianuais e herbáceas.

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O controle químico é feito no período das águas, época em que a planta vegeta mais, o que proporciona melhores condições para a aplicação do herbicida.

 

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