Estufa trará educação ambiental e sustentabilidade para Escola APAE

Plataforma-S patrocinou a construção de estufa de mudas para a Escola Irmã Dulce da APAE, em Vera Cruz do Oeste (PR)

Diariamente, mais de 20 quilômetros separam muitas crianças da única escola da região especializada em educação para crianças e adolescentes com deficiência intelectual e múltipla ou transtornos globais de desenvolvimento. Mas a distância não é o único desafio enfrentado pelos alunos da Escola Irmã Dulce da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Vera Cruz do Oeste, no Paraná, e sim, outro tipo de deficiência: a de recursos.

“Nossos principais desafios são referentes à manutenção dos serviços ofertados pela escola, uma vez que, em nosso município, a demanda por atendimento especializado com equipe multiprofissional tem sido crescente, frente ao aumento do número de casos de deficiência intelectual e múltipla, bem como transtornos globais do desenvolvimento”, relata Rosangela Noro, especialista em educação especial, que há 10 anos está à frente da direção da escola.

“Hoje, a maior necessidade que enfrentamos é a carência de recursos humanos, pois não há disponibilidade financeira para contratação de novos professores e, ainda, para a ampliação da carga horária dos profissionais especializados, como psicóloga, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga e fisioterapeuta para atendermos a toda a demanda, uma vez que os programas e projetos em sua minoria são disponibilizados para essa finalidade”.

Para melhorar a arrecadação, a Plataforma-S – que reúne as iniciativas de sustentabilidade da Linha Pastagem Corteva – patrocinou a construção de uma estufa de mudas, na perspectiva de gerar uma renda extra, com frequência e previsibilidade, por meio da venda das mudas, aumentando a sustentabilidade financeira da escola. Além desse objetivo, o cultivo das mudas na estufa será incorporado às atividades pedagógicas da escola. “Esperamos desenvolver habilidades de plantio e cultivo de mudas, assim como realizar um trabalho de conscientização e conservação do meio ambiente com os alunos ao mesmo tempo que promovemos mais uma fonte de arrecadação”, ressalta a diretora.

Ação começa com Pecuarista-S

E como surgiu a ideia de a Plataforma-S construir uma estufa em uma escola numa cidade no interior do Paraná?

Aqui entra outro personagem na história: o pecuarista João Pennacchi, o jovem de 23 anos que está à frente dos negócios da Ouro Fino Agropastoril, marca reconhecida na agropecuária no oeste do Paraná. Agraciado como Pecuarista-S – programa da Plataforma-S que apoia e reconhece produtores que adotam práticas sustentáveis na sua produção –, Pennacchi receberia uma verba do programa a ser destinada à recuperação de nascentes em sua fazenda. Porém, como todas as nascentes nas fazendas da Ouro Fino encontram-se plenamente conservadas, ele próprio sugeriu que os recursos fossem empregados na construção de uma estufa em escola pública.

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A Corteva aprovou a ideia, e a Plantar Comércio de Insumos, distribuidora Corteva na região, escolheu a escola a ser beneficiada com a ação e os parceiros necessários para a viabilização da ideia.

Para a construção da estufa e de todo o sistema de irrigação, foi escolhida a empresa Agrodomus de Cascavel (PR), especializada em estufas, irrigação e hidroponia. Segundo seu proprietário, Edwardo Tanabe, “a estufa da escola tem pouco mais de 88 m2 e inclui um sistema de irrigação por microaspersão”. A estufa já está pronta, mas a pandemia do novo coronavírus atrasou os planos para início das operações, previstas para o próximo ano letivo (em 2022) quando serão retomadas as aulas presenciais para a maioria dos alunos. Para tanto, a Corteva dará todo o treinamento necessário aos professores e, ainda, fornecerá todos os insumos necessários para a primeira geração de mudas.

Devido à grande demanda na região, serão cultivadas mudas de eucalipto. Conforme explica Thiago Zanella, representante comercial da Corteva, “a estufa tem capacidade de gerar até 21.000 mudas de eucalipto por ano, o que pode proporcionar uma renda extra de R$ 5.000,00 ao mês para a escola – sem contar os benefícios educacionais e funcionais no desenvolvimento dos alunos”.

Conheça a Escola Irmã Dulce APAE

A Escola Irmã Dulce de Vera Cruz do Oeste funciona como várias outras escolas da APAE, oferecendo ensino na Educação Infantil e Fundamental na Modalidade Educação Especial, como entidade de cunho filantrópico que presta atendimentos nas áreas de educação, saúde e assistência social às pessoas com deficiência intelectual, múltiplas deficiências e com transtornos globais do desenvolvimento (TGD) assim como para suas famílias.

“Nas etapas da Educação Infantil e Ensino Fundamental, atuamos como nas escolas regulares, mas com conteúdos e metodologias adaptadas conforme as condições de aprendizagem de cada aluno”, explica a diretora Rosangela. “Na Educação Infantil são ofertados atendimentos de Estimulação Essencial, para crianças até os 3 anos de idade e Pré-Escolar, para crianças de 4 a 5 anos. No Ensino Fundamental, a escola está autorizada a atender ao 1º e ao 2º ano (alunos de 6 a 15 anos de idade). Ao concluir 16 anos, os alunos são atendidos na EJA – Educação de Jovens e Adultos –, sem idade determinada para a finalização dos estudos”.

Com essa grade, hoje, estão efetivamente matriculados 74 alunos, dos quais 26 são crianças e adolescentes. Os demais ocupam 5 turmas do EJA. Os alunos são, em sua maioria, residentes em área rural e beneficiários de programas sociais da assistência social, como: benefício de prestação continuada, Bolsa Família e, atualmente, o Auxílio Emergencial. 

Para a manutenção da escola, atualmente a APAE conta com recursos de convênios firmados com Governo Estadual, através da Secretaria Estadual de Educação – SEED, com o SUS e com a Prefeitura Municipal, provenientes de repasses do Fundeb. Há também projetos de captação de recursos por meio de promoções que a entidade realiza. Mesmo com tantas limitações de recursos, a escola conseguiu montar uma boa estrutura física e de equipamentos para habilitação e reabilitação. Segundo Rosangela, “nossa escola está bem organizada e equipada para habilitação e reabilitação, pois contamos com recursos como laboratório de informática, brinquedoteca, piscina térmica, salas de fisioterapia, integração sensorial, fonoaudiologia e psicologia”. Mas completa: “precisamos de mais professores e especialistas. E, ainda, aumentar a carga horária de nossos colaboradores atuais”.

“Entendemos que essa iniciativa demonstra como uma grande empresa como a Corteva pode atuar com consciência ambiental ao mesmo tempo que proporcionará aos nossos educandos maior desenvolvimento de habilidades, consciência ambiental, capacitação para alunos e professores e, ainda, geração de renda.”

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