Nova tecnologia de aplicação da Corteva une pasto limpo, produtividade e sustentabilidade

Landvisor AplicAr-S, primeiro programa de aplicações de herbicidas com drones em pastagens do Brasil, pode economizar 1,2 milhão de litros de água só nesta safra

Certamente você conhece ou já viu um drone: um tipo de “mini-helicóptero”, movido por controle remoto. Frequentemente usados em filmagens e fotos aéreas, os drones estão cada vez mais presentes na agricultura de precisão, justamente por sua capacidade de coletar e armazenar dados que, posteriormente, são usados na gestão dos defensivos, no controle de pragas e no planejamento de colheita, para citar apenas algumas das utilizações.

De olho na inovação, precisão e sustentabilidade na pecuária, a Linha de Pastagens da Corteva Agriscience está lançando Landvisor AplicAr-S, o primeiro programa completo de aplicações de herbicidas com drones em pastagens do país, em parceria com a Arpac – empresa especializada em pulverização por drones.

Por que completo?

Mais do que utilizar o drone apenas como uma forma de aplicação, em substituição às técnicas convencionais – costal e tratorizada – Landvisor AplicAr-S é um programa completo porque reúne uma série de módulos operacionais voltados a precisão, eficiência e segurança das aplicações, tais como equipamentos de conectividade, gerador, reservatórios de água, além do próprio drone, todos adaptados às caminhonetes dos distribuidores. A toda essa tecnologia, somam-se outras ferramentas digitais, que permitem um monitoramento total das aplicações no campo e, ainda, o acompanhamento de 100% das métricas das operações durante toda a safra e nas seguintes, para apoio na gestão.

Para construir essa solução, há mais de um ano, a Corteva vem realizando testes de equipamentos e softwares e buscando o parceiro ideal que possa garantir, além dos drones, uma estrutura completa que inclua treinamento dos operadores, acompanhamento, assistência técnica e atualização constante para aprimoramento das ferramentas digitais, como nos apps dos celulares.

Foi nessa busca que a equipe responsável pelo projeto na Corteva chegou à Arpac – startup criada por Eduardo Goerl, ex-piloto de aplicação, pensando na segurança, depois que ele próprio sofreu um acidente em 2008. De lá para cá, a Arpac cresceu e se especializou em diversas culturas agrícolas, para, agora, por meio da Corteva AgriScience, trazer inovação e sustentabilidade no controle de plantas daninhas nas pastagens.

Benefícios técnicos

Entre os principais benefícios técnicos do Programa Ladvisor AplicAr-S, destaca-se a uniformidade e a qualidade da deposição das gotas da calda na aplicação – parâmetros necessários para eficiência da aplicação, somada à segurança contra derivação pelo vento. Esses, aliás, foram os principais desafios enfrentados pela equipe da Corteva, uma vez que 98% dos drones atuais não têm regulagem de bico e, assim, não atingiam parâmetros de segurança quanto ao peso e à densidade das gotas para evitar a deriva. Como destaca o gerente de marketing de campo e líder do projeto na Corteva, Guilherme Foresti Caldeira, “procuramos uma solução que trouxesse gotas maiores de 200 μm na densidade de 20 a 30 gotas/cm2, de forma a reduzir ao máximo o risco de deriva”.

O agrônomo de Campo Pastagem, Floresta e IVM da Corteva, Hérvio de Mattos Carbonaro, ressalta que, além do tamanho das gotas e a velocidade dos ventos, “procuramos entender todas as variáveis envolvidas na operação para que obtivéssemos sucesso e segurança nas aplicações, seguindo as boas práticas agrícolas. Buscamos encontrar alturas ideais de voo e uma boa cobertura do alvo, visando a alcançar bons resultados de eficiência de controle nas aplicações”.

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Ao todo foram realizados mais de 90 testes, em várias situações, inclusive adversas – como aplicação com ventos a 25 km/h, tecnicamente inviável, mas importante para compreender como o equipamento se comporta. “Com os drones da Arpac, atingimos os parâmetros exigidos”, conclui Caldeira.

Outra grande vantagem do Programa é a possibilidade que ele oferece de se fazer uma gestão inteligente dos recursos, pois permite 100% de monitorização das aplicações, armazenando registros dos dados dos históricos de aplicação, de forma que, em três anos, por exemplo, será possível entender a evolução do controle das plantas e a adequação, com o objetivo de produzir mais arrobas por hectare.

Economia de 1,2 milhão de litros de água só no primeiro ano

Toda essa precisão técnica resulta não só na maior eficiência de controle da aplicação, mas também no uso da água, que pode chegar a uma economia de até 96%, uma vez que a aplicação por drones utiliza 10 L/ha de água, contra 250 L/ha gastos em média no sistema tratorizado – ou seja, 240 litros a menos por hectare, por aplicação. Economia maior ainda se a comparação for feita com a aplicação costal.

Neste primeiro ano de projeto piloto, a Corteva colocará em operação apenas cinco drones do AplicAr-S, com uma previsão de alcançar 5000 hectares aplicados. Fazendo as contas, o Programa gerará uma economia de aproximadamente 1,2 milhão de litros de água, só nessa primeira safra.

Carbonaro esclarece que “existe uma preocupação muito grande com o uso racional de água pelos pecuaristas. O conceito da redução da ‘pegada hídrica’ (que é o total de água consumido em toda a cadeia de produção) tem evoluído com o tempo, principalmente nas aplicações de defensivos, que no ínicio eram aplicados com volume entre 300 e 400 L/ha em equipamentos tratorizados e hoje já chega a 200 – 250L/ha, podendo ser ainda menor em propriedades que possuem um nível tecnológico mais elevado”. E conclui enfatizando que “a possibilidade de reduzir a utilização de água nas aplicações, utilizando-a de forma mais eficiente, sempre é bem vista em qualquer atividade agropecuária, pois todos sabem da importância desse recurso não só para a produção, mas para o planeta”.

Sustentabilidade social

A abrangência sustentável do Programa Landvisor AplicAr-S vai além da economia dos recursos hídricos e seus benefícios para o meio ambiente, gerando desenvolvimento humano, social e do próprio negócio.

Sobre esses aspectos, Carbonaro destaca que “somado à maior segurança para os aplicadores, o benefício social já será percebido nesta primeira safra, pois os profissionais que antes faziam essas aplicações, com equipamento costal ou tratorizado, estarão liberados para o exercício de outras atividades dentro da propriedade, visto a escassez de mão de obra que existe hoje no campo, o que impacta positivamente a produção”.

Outros beneficiados diretamente serão os promotores das distribuidoras que aderirem ao Programa – eles receberão treinamento para se capacitarem como operadores dos módulos, com base em um curso de 21 dias na base Arpac.

“O programa AplicAr-S é um novo modelo de negócio que vai permitir que os distribuidores exclusivos de pastagem da Corteva entreguem áreas aplicadas ao pecuarista com inovação, diferenciação, tecnologia avançada e, principalmente, conectado ao conceito de sustentabilidade da Plataforma-S, que incentiva a produção de cada vez mais arrobas/ha, com maior respeito ao meio ambiente, aos animais e às pessoas”, conclui Caldeira, animado com os resultados que virão.

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